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Competir ou eliminar?

A inseparabilidade da idéia de que concorrência significa ameaça está presente no cotidiano informal da maioria das empresas. Constantemente, a idéia da concorrência presume que o oposto deve ser eliminado. Competir ou eliminar?

A inseparabilidade da idéia de que concorrência significa ameaça está presente no cotidiano informal da maioria das empresas. Constantemente, a idéia da concorrência presume que o oposto deve ser eliminado. Muito embora os concorrentes possam representar ameaças, os concorrentes certos podem fortalecer ao invés de enfraquecer a posição competitiva da organização.
O leitor deve estar se perguntando como pode meu concorrente trazer benefícios?. O conceituado estudioso da vantagem competitiva, Michael Porter, destaca que a concorrência apresenta benefícios estratégicos a partir do momento em que a presença dos concorrentes certos produz uma variedade de benefícios que se enquadram em categorias, dentre elas: ampliar a vantagem competitiva (absorvendo flutuações na demanda ou intensificando a habilidade para diferenciar-se), melhorar a atual estrutura industrial (aumentando a demanda da indústria, fornecendo a segunda ou terceira fonte) e deter a entrada (aumentar a probabilidade e intensidade da retaliação).

Um bom concorrente é aquele que desempenha as funções benéficas sem representar uma ameaça em longo prazo. Para testar um concorrente, pode-se mensurar uma série de características: confiança e viabilidade, pontos fracos claros e reconhecidos, compreender as regras, conhecimento de custos, estratégia que melhore a estrutura industrial, conceito estratégico inerentemente limitador, barreiras de saída moderadas, metas reconciliáveis e metas reconciliáveis.


O bom concorrente satisfaz-se com uma posição de mercado para si próprio que permita à empresa obter altos retornos. A qualidade mais importante de um bom líder, do ponto de vista de um seguidor, é que ele tenha metas e uma estratégia que forneçam uma proteção sob a qual o seguidor possa viver com lucros.
A seleção de concorrentes procura influenciar o padrão de entradas e influenciar os concorrentes que obtêm uma parcela de mercado necessária para se tornarem viáveis nos segmentos que competem.


Os princípios de seleção de concorrentes nem sempre são seguidos. Algumas armadilhas comuns são: não conseguir fazer uma distinção entre concorrentes maus e bons, levar concorrentes ao desespero, possuir uma parcela excessiva, atacar um bom líder e entrar em uma indústria com um número grande de maus concorrentes. Assim, a vantagem competitiva está no âmago do desempenho de uma empresa em mercados competitivos.


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