Como você tem feito suas escolhas?

Até mesmo quando optamos por não decidir por algo estamos fazendo uma escolha, a escolha de não assumir o controle dessa decisão

Existe algo que fazemos constantemente e é responsável pelo nosso futuro. Esse ato diário e tão importante são as escolhas que fazemos. Alguns estudos realizados apontaram que realizamos em média 15 mil escolhas num dia comum.

Se voltarmos para trás no tempo, perceberemos que, o que somos hoje, as atividades que fazemos, o lugar que moramos, as amizades que temos, foi tudo fruto de uma escolha.

Fazemos escolhas a todo momento, desde as coisas mais simples e corriqueiras até as mais complexas que exigirão mais preparo e cautela. Ao acordar já nos deparamos com algumas, como decidir que hora acordar, que roupa vestir, qual trajeto seguir para os compromissos diários, qual o modo que iremos nos comportar perante as pessoas que nos relacionamos, etc. Decidimos também sobre projetos profissionais, acadêmicos e pessoais como: se casar ou permanecer solteiro, se comprar ou alugar uma casa, se trocar de carro ou fazer uma viagem, se iniciar um curso ou quitar uma dívida, enfim, existem milhares de outros exemplos.

Até mesmo quando optamos por não decidir por algo estamos fazendo uma escolha, a escolha de não assumir o controle dessa decisão.

Nesse exato momento você provavelmente está fazendo uma escolha, entre continuar a leitura desse esse artigo ou parar por aqui.

Aqueles que escolheram continuar a leitura desde já agradeço e convido a cada um dedicar alguns minutos para refletir a respeito das escolhas que tem feito.

Como fazemos escolhas o dia inteiro, esse processo muitas vezes pode se tornar cansativo pelo alto nível de esforço mental e muitas vezes acabamos decidindo de modo automático, quase que intuitivamente ou inconscientemente.

E esse é um dos grandes riscos, pois quando deixamos de pensar sobre nossas escolhas ou se utilizarmos muito o “modo automático”, corremos o risco de deixar de vivenciar coisas novas ou avaliar outras possibilidades que poderiam ter trazido resultados melhores.

A qualidade das nossas escolhas irá afetar diretamente o nosso futuro, portanto é fundamental que esse ato seja feito de modo consciente.

Para realizar as escolhas de modo consciente, Valdenilson Rocha em seu artigo no Portal Administradores.com diz: “É necessário ver todos os lados das situações buscando sempre a melhor alternativa. Buscar o máximo de informações sobre a situação e se possível conversar com alguém que já possua experiência, no assunto em questão, já ajuda bastante. Tentar não se precipitar e tomar as decisões em momentos de euforia ou de raiva, pois muitas das decisões tomadas nestes momentos levam ao arrependimento. Caso você não encontre na sua empresa, família, escola, Igreja, livros ou amigos. Não desista de procurar, pois para todo problema há uma solução”.

Segundo o Dr. Pe. André Marmilicz, “Sempre que tomamos uma decisão, existem perdas e ganhos. Isso é perfeitamente normal, pois toda escolha limita as nossas possibilidades. A grande verdade é que não podemos escolher tudo, pois isso é simplesmente impossível. O discernimento tona-se vital, para tomarmos a melhor decisão e sermos felizes e realizados com a decisão tomada”.

Nesse contexto, cabe frisar outra questão que está relacionada as escolhas que fazemos que é o fato de assumirmos a responsabilidade por essas escolhas. Nós devemos ser os responsáveis por todas as decisões que tomamos, até mesmo quando optarmos por tomar uma decisão em conjunto com outra pessoa, não podemos cair na cilada de que caso a consequência dessa decisão não seja a esperada façamos um processo de transferência de responsabilidade culpando terceiros por esse resultado.

Cabe refletir sobre as escolhas que temos feito e os resultados que essas escolhas tem gerado, se elas de fato estão trazendo os resultados esperados ou não, e através dessa reflexão podemos encontrar uma série de oportunidades de melhoria e aprendizado, para que no futuro possamos ter a alegria de termos feito as escolhas certas para as coisas fundamentais da vida e consecutivamente a felicidade.

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