Como tratar um operador de telemarketing!

Imagina você saindo de casa para trabalhar no meio de um feriado prolongado apenas para ouvir alguns desaforos, e depois ouvir do supervisor que precisa melhorar o seu atendimento, que seus indicadores estão abaixo do esperado, eu já estive lá e sei bem o que estou falando, por incrível que pareça sim! Eu já estive lá, e isso que me incomodou ainda mais, como alguém que esteve do outro lado pode agir de maneira tão estúpida

Há pouco tempo, em uma manhã de sábado, enquanto assistia TV, recebi uma ligação de telemarketing, e confesso que dei um show a parte ao atender o telefone e decidi compartilhar com vocês, a atendente ligou em nome de uma instituição financeira e veio logo pedindo para eu confirmar alguns números do meu CPF antes mesmo de informar o motivo do contato.

Ah, não me segurei, respirei fundo, estufei o peito, ai comecei mostrar toda minha autoridade, voz firme de tonalidade pragmática, e muito sarcasmo, fora a demonstração de irritabilidade clara que eu transmiti, fui cada vez mais coagindo aquela que promoveu essa ligação desagradável, coloquei-a no lugar dela, ela pedia a confirmação e eu afirmava categoricamente “Como você pede para confirmar dados tão pessoais, se não informa ao menos o motivo do seu contato”, ela se coagindo insistindo nas confirmações e eu ameaçando, citando nomes de instituições, reivindicando direitos, e exaltando cada vez mais a voz, a adrenalina estava a mil em meu corpo, vocês tinham que ver como eu argumentava.

Provavelmente você já passou por alguma situação parecida, sabe bem sobre o que estou falando, agora se você nunca passou por isso, PARABÉNS, com letras garrafais, vamos analisar juntos o caso que eu acabo de contar, mas antes vou concluir a história, minha esposa estava no quarto e ouviu tudo, assim que desliguei o telefone ela com uma cara triste e muito sensata veio ao meu encontro e perguntou, por que? Por que tratar alguém que está trabalhando dessa maneira?

Agora acho que podemos analisar o fato, após o ocorrido uma sensação de desconforto enorme me dominou, um nó na garganta sabe, rapidamente comecei a refletir sobre o contexto daquela situação, primeiro, a ligação foi em nome de uma instituição financeira, que há muito tempo atrás administrava meus rendimentos, provavelmente tratava-se de uma divida que eu fiz, sem a ajuda dessa “operadora de telemarketing”, diga-se de passagem, a confirmação dos dados era para se certificar que eu era o cliente decisor, e se realmente se tratasse de uma dívida, seria inconivente da parte dela informar que o motivo da ligação era me cobrar, outro ponto a analisar é a data da ligação, sábado, imagina você saindo de casa para trabalhar no meio de um feriado prolongado apenas para ouvir alguns desaforos, e depois ouvir do supervisor que precisa melhorar o seu atendimento, que seus indicadores estão abaixo do esperado, eu já estive lá e sei bem o que estou falando, por incrível que pareça sim!

Eu já estive lá, e isso que me incomodou ainda mais, como alguém que esteve do outro lado pode agir de maneira tão estúpida, dando sequencia na análise, todas as pessoas do mundo merecem ser respeitadas, como será que a pessoa que me ligou reagiu emocionalmente? Será que chorou? Foi no banheiro lavar o rosto? Pode talvez pensado em pedir as contas do emprego, o que deve ter passado na cabeça dela? Podia ser o seu primeiro dia no trabalho ou quem sabe o primeiro emprego! Realmente não importa qual a reação, o que importa é que se tratarmos as pessoas com respeito descaremos todas essas possibilidades. Eu não tive a possibilidade de me retratar, por isso decidi escrever esse texto, para que você leitor, não siga meu exemplo, assim, quem sabe podemos preservar a integridade desses profissionais.

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