Como selecionar um coach?

O artigo apresenta uma visão geral sobre o mercado de Coaching e algumas dicas para selecionar um Coach

O mercado de Coaching está em amplo crescimento no Brasil, uma vez que as empresas e os profissionais vêm reconhecendo a sua importância para elevar a performance ou fazer alguma uma mudança.

Pesquisa realizada pela International Coaching Federation - ICF mostra que no Brasil existem 4 coaches em atuação para cada um milhão de habitantes, enquanto na América do Norte e Europa essa média chega a 40 coaches para cada milhão de habitante. Em complemento a isso, a pesquisa da Executive Coaching in Latin America (2011) apresenta que nos Estados Unidos, o Coaching é utilizado por 93% das grandes empresas.

Nota-se que diariamente surgem novos Coaches no mercado brasileiro, assim como formações ou cursos livres voltados para esta área. Entretanto, cabe destacar que algumas vezes a terminologia “Coaching” é utilizada de forma inadequada, e em alguns casos instituições oferecem formações sem certificação ou até mesmo com métodos um pouco duvidosos. Por exemplo, é comum alguns cursos de especialização possuírem a terminologia “Coaching” no seu nome, porém isso não significa que o profissional estará habilitado para atuar como Coach, é necessário ter muitas horas de treinamento para realizar o trabalho de Coaching, ou ainda, muitas horas de experiência prática.

Por isso, é preciso ter cuidado no momento da escolha de um Coach, assim como no processo de escolha de um curso de formação, pois há deturpação do conceito de Coaching.

De acordo com a SBC (2009, p. 25) “o Coaching é um processo que visa elevar a performance de um indivíduo, aumentando os resultados positivos por meio de metodologias, ferramentas e técnicas conduzidas por um profissional (o Coach) em parceria com o cliente (o Coachee)”.

Esta definição extremamente simples, nem sempre é tão simples na prática. De fato há uma confusão sobre o trabalho desenvolvido no Coaching. Há pessoas que confundem o Coaching com a terapia, outros imaginam que o Coach dará conselhos, ou ainda, que se trata de um processo de consultoria.

Cabe lembrar que o bom Coach é aquele que faz com que as pessoas encontrem os caminhos por si mesmas, sendo que geralmente a eficácia do Coaching se mede pela independência do Coachee, ou seja, o Coachee encontra as suas próprias respostas durante o processo e não pode ficar dependente do Coach para tomar as suas decisões. É muito comum no processo de Coaching ocorrer a aprendizagem, pois o processo em si desencadeia uma série de reflexões e processamentos mentais. Esse processo costuma ser enriquecedor, pois amplia o autoconhecimento do Coachee.

Pode-se dizer que o grande benefício do Coaching é o seu foco no resultado positivo. Dificilmente uma pessoa que passa por um processo de Coaching não realiza mudanças ou transformações em sua vida pessoal ou profissional. Na maioria das vezes ocorrem muitas mudanças significativas, rompendendo crenças limitantes, medos, obstáculos e aumentando a autoconfiança.

Assim como em outras profissões, o Coach utiliza algumas ferramentas e métodos testados, tais como Roda da Vida, Matriz de Ganhos e Perdas, Definição de Propósitos, Especificação de Objetivos, Road Map, Projeção de Objetivos, entre outras. Ou seja, o trabalho do Coach deve ser conduzido com muita maestria, porque os impactos na vida do Coachee são enormes, e a responsabilidade é grande.

Deste modo, segue abaixo algumas dicas para selecionar o seu Coach:

  • Checar se o profissional possui certificação em alguma instituição renomada e com foco em formação de Coaches.
  • Checar a experiência do profissional. É importante que o profissional já tenha uma trajetória profissional ou experiências prévias etc.
  • Busque referências sobre a reputação do profissional, principalmente, relacionadas aos aspectos de integridade e ética.
  • Identifique se você sente “confiança” no profissional para que possa se sentir seguro.

Certamente, o Coaching quando bem conduzido é “transformador”. Muitas vezes o Coaching permite que as pessoas identifiquem o seu “turn point”, e possam encontrar o seu real propósito de vida, e não há nada mais gratificante e extraordinário que isso...

Referências:

CATALÃO, J. A.; PENIN, A. T. Ferramentas de coaching. Lisboa: Lidel, 2010.

MARQUES, J. R.; CARLI, E. Coaching de carreira. São Paulo: SerMais, 2002.

SBC. Personal e Professional Coaching: Livro de metodologias. São Paulo: 2009.

SITA, M.; PERCIA, A. Manual completo de coaching. São Paulo: SerMais, 2011.

ZENGER, J. H.; STINNETT, K. The extraordinary coach. USA: McGrawhill, 2010.

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-sinais-de-que-o-coach-pode-ser-picareta

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento