Como resistir à crise econômica no Brasil

A crise financeira provoca um sufocamento das contas domésticas em todo o país. Em solução e como meio de resistir/ contornar os seus efeitos, criamos este artigo para lançar uma proposta diferente do que já viu. Espero que goste e no final você pode deixar seu comentário

Segunda parte do 'Estou apertado o que faço agora'

Este artigo é voltado para estudantes, leitores interessados no assunto, e para pessoas que estão endividadas e não sabem o que fazer para mudar a situação. Apresentamos neste artigo uma ideia alternativa para contornar os efeitos da crise econômica no Brasil.

Vimos na primeira parte do nosso tema, 'Estou apertado, o que faço agora', que o passo inicial para sair da crise é escolher NÃO participar dela. Por que é importante fazer esta escolha? Porque, escolhendo não participar da crise, estará dizendo para si mesmo que está disposto a fazer 'tudo que ainda não teve coragem ou tentou fazer' acima de todas as circunstâncias. Será uma espécie de pacto consigo mesmo para seguir a meta sem se desviar em nenhum momento.

A crise econômica no Brasil parece não ter mostrado toda sua força e com toda certeza, existe muita coisa por vir. O atual ministro da fazenda, Joaquim Levy, parece estar ditando as regras do jogo sozinho e não sabe mais conduzir a situação, além disso, a crise política e o pé de guerra entre governo e oposição acaba pressionando a economia e elevando ainda mais a instabilidade econômica. Outro ponto bastante ruim e relevante para o Brasil, é a posição que a presidente Dilma Rousseff (PT) está assumindo no momento, ela não está mais no comando do país. E se os investidores estrangeiros que investem no Brasil perceberem isto, muito provavelmente, deverão questionar a segurança de se investir num país cuja economia não cresce e que não tem governo. Estas incertezas causam turbulências no mercado e pressionam a moeda americana e em breve veremos o dólar na casa de R$4,00. Será uma das piores coisas que poderia acontecer no atual cenário econômico, porque nossa moeda vai se desvalorizar e os produtos importados ficarão mais caros, puxando ainda mais a inflação para 'cima' e reduzindo nosso poder de compra.


Você já reparou nos efeitos da crise? Talvez, você já esteja fazendo sua feira com as sobras do seu salário. Isto é um sinal para acordar porque se algo piorar terá que fazer uma escolha séria: Pagar as contas ou se alimentar.

Diante das atuais condições, devemos nos preparar para o pior. As empresas vão demitir em massa, as contas de água, luz, combustível e transporte irão ficar mais caras junto com o preço dos alimentos. Então, o que fazer? A regra agora é poupar a todo custo!

Antigamente escutávamos muito, "agente só pode gastar até 1/3 do salário com as contas e do resto, depois que fizer a feira, guardar um pouquinho na poupança". Não é verdade? Eu já fiz isso e é muito bom. Se suas contas estiver em dia, provavelmente esta regra aplica-se a você e recomendo usá-la. Jamais gaste tudo o que ganha com contas e despesas de casa, e lembre-se de guardar um pouco na poupança a todo custo.

Agora, se está apertado e não sabe o que fazer, estas linhas são para você. Julgando que você já tomou a decisão de não participar da crise e aceitou fazer o que fosse possível para sair dela, então, comece fazendo um levantamento de todos os seus rendimentos e despesas e anote num rascunho de papel. É importante não mentir e nem omitir valores, tudo deve ser anotado para funcionar perfeitamente.

No começo deste artigo eu disse que iria apresentar uma ideia alternativa para contornar os efeitos da crise econômica no Brasil, por ser diferente eu quero dizer que não sou a favor ou incentivo as pessoas a não pagarem as contas. Tudo bem? Vamos lá.

Você deve ter uma planilha de orçamento doméstico em casa, se não tem, sugerimos que crie imediatamente a sua porque ter controle é muito importante para administrar corretamente. Se na sua planilha não houver um campo com o nome de "Investimentos", você deverá criar um. Este campo deve estar presente em todos os meses do ano e é essencial para que nossa proposta funcione. Quando criar o novo campo, informe qualquer ganho extra que receba todo mês, e se não houver outro, calcule 10% de todo seu rendimento e destine ele para o campo "Investimentos". Vou dar um exemplo prático: Se você e sua esposa trabalham e a soma das rendas líquidas é igual a R$1500,00, você vai separar 10% deste total, que equivale a R$150,00 e marcar este valor na sua planilha. Na prática você estará dizendo para a planilha que este valor é obrigação também.

A engrenagem da nossa ideia alternativa para contornar/proteger da crise e seus efeitos está aqui: Poupar dinheiro a qualquer custo. Esse dinheiro que está poupando será seu banco de emergência. Ele poderá ser usado aonde quiser, más, como o próprio nome diz, é indicado para ser usado somente em caso de emergência. Quem vai financiar seu banco de emergência será as suas próprias contas do Lazer e parte das suas Obrigações.

Vou explicar melhor: Primeiro, você deverá deixar de gastar com o Lazer na tentativa de economizar os 10% dos rendimentos para não ter que deixar de pagar nenhuma das contas das Obrigações. Saiba que a meta dos 10% deve ser mantida todo mês a qualquer custo, más, se não conseguir evitar este gasto, deverá transferir este débito para as obrigações, visto que não pode deixar de poupar.

Más, você fez tudo certinho, não gastou com Lazer e a conta não fecha o que fazer? Bom, primeiramente e com muita calma analise qual(ais) dentre outras despesas da sua conta de Obrigações que pode(em) deixar de ser paga(s) integralmente sem impactar muito no orçamento a médio prazo. Geralmente, nestes casos o mais indicado é o carnê, em seguida cheque especial e depois o cartão. Você pode dizer agora que os juros são muito altos e se arrastar por muito tempo desta forma não vai conseguir pagar. Más, espere um pouco!

Pense que seu banco de emergência vai ser uma obrigação a pagar tanto quanto qualquer uma das outras Obrigações. Seus efeitos por descumpri-las vão pesar muito, principalmente se vier a perder o emprego, e é por isto que você deve assumir uma posição de controlador das suas contas. Evite comprar coisas supérfluas, prefira deixar o carro em casa e caminhe um pouco, desligue seus aparelhos através da tomada quando não estiver usando, evite deixar lâmpadas acesas na ausência de pessoas, reduza o tempo de banho e etc. Tome atitudes de economia agora para criar seu banco de emergência. Pare de usar o cartão, senão, nunca vai pagar toda a conta. Esqueça as compras a prazo e evite gastar o que não pode.

Neste artigo eu apresentei uma alternativa diferente para resistir à crise econômica no Brasil. A ideia principal é de mostrar a importância de se guardar 10% do seu rendimento como uma ferramenta de socorro. Se levarmos em consideração que nossas necessidades sobrepõem as obrigações daremos o valor merecido a esta proposta. As pessoas aprendem muito rápido que podem se preparar para uma recessão próxima, da qual vai faltar crédito, emprego e solução, más, a única coisa que vai lhe ajudar a resistir à crise, provavelmente, será o seu fundo de emergência.

Espero que você tenha gostado deste artigo.
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Obrigado pela atenção e até o próximo post.

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