Como lidar com os cenários de crise e desafios no ano novo?

Acabei de voltar de uma rápida passada pelo shopping, pois ganhei de um amigo querido a havaianas (mais linda), e ao ter a doce ilusão de que pós-natal encontraria tudo vazio, para minha surpresa desisti de ficar dentro da loja “lotada” e com uma mega fila!

Saí correndo e decepcionada por acreditar que agora as pessoas estariam em um movimento de reflexão, afinal, findar um ano pressupõe alguma reflexão. São 12 meses, 365 dias e milhares de minutos que agimos e deixamos de agir, pensamos, falamos e geramos ações de resultados mais ou menos produtivos.

Alcançamos nossos objetivos, talvez em outros casos deixássemos o objetivo ou podemos ainda estar a caminho de outros objetivos.

O fato é... Acreditei que caminharia suavemente até o shopping em ruas vazias, para refletir melhor e entraria numa loja quase vazia e seria alvo das atendentes, tomaria o melhor café e voltaria flutuando com a minha havaianas de “branca de neve”. Quase um sonho adormecido.

O que me chamou a atenção?

O frenesi do consumo que acomete nossas mentes que são iludidas, e o balanço que quando era criança começava quando eu entrava em férias da escola e ia com meus avôs paternos para a praia e levava meu caderno para pensar no que faria, tinha quase um mês antes das festas natalinas, que meus pais por filosofia ou falta de recursos, diziam que podíamos voltar no dia 23 de dezembro.

Lembro que eu caminhava na praia todas as manhãs e tardes com a sensação que iria ter um grande compromisso com minhas decisões e com as pessoas - era muito idealista, é fato - achava que o mar me mostrava sempre sua imensidão antes do natal e ano novo, para que eu pensasse em como a vida era ampla e repleta de possibilidades.

Lembro que avaliava o que tinha feito de pouco produtivo e o que queria fazer, lógico que a lista do que tinha sido improdutivo era feita rapidamente... Queria mergulhar nos novos oceanos de querer o futuro.

E agora estou aqui pensando que a maioria das pessoas tem talvez pouco tempo para sair do frenesi do consumo, e pensar as vésperas do novo ano o que deseja imprimir em sua existência!

Fazer balanço então é um ato de extrema coragem e ousadia!!!

O tempo tem feito o balanço ficar obsoleto, porém o tempo pode ser dedicado para aquisições mais externas e menos internas.

Acredito que o balanço é sempre um processo que demanda desprendimento e coragem, aquela que vem do coração para abrir-se e ouvir a alma e a consciência.

Esse seria o melhor caminho para avaliar como foi o ano que está finalizando, sei que na minha adolescência o tempo de um mês para pensar em meus projetos para o novo ano era um verdadeiro privilégio de tempo, a medida do tempo devia ser outra, afinal, acredito na elasticidade do tempo.

O tempo é quase um senhor que desgosta do desperdiço, quanto mais utilizamos bem esse precioso elemento ele pode se multiplicar.

Dedicar tempo para o seu balanço pode ser uma forma de cuidar bem dele, quando me deparei com tantas pessoas dia 27-12-15, dentro de um Shopping pensei que a “crise” ainda está fora, e o alvoroço pode ser uma forma de evitar lidar com uma crise.

Comprar, comprar, comprar para entregar algo de valor para alguém que pressuponho tenha valor também, esse pode ser um ato quase hipnótico de evitar a entrega de sentimentos e tempo valioso.

Estamos mais acelerados em entregas e endereçamentos rápidos e sem pausa para pensar em como queremos desenhar nosso presente. Este presente está em falta em todas as lojas!

Sem parecer uma pessoa anticonsumo, afinal, faço parte da geração que tem a liberdade de consumir com consciência, o que acredito ser muito bom, porém, como falamos de crise e de falta de tempo, voltei com minhas havaianas e agradeci poder sentar aqui em minha casa e poder olhar para o presente e pensar como iniciar um ano com recursos para lidar com a crise.

Primeira informação útil, como você quer lidar com a crise?

Quando fazemos um balanço, acessamos novos dados, das situações externas e das atitudes e emoções que vivemos e aquilo que nos faria mais felizes em cada momento.

Sim, talvez um bom planejamento para o novo ano venha com a responsabilidade de ser feliz, estou falando da felicidade que é reservada a quem deseja colocar em prática seus valores.

Aqui meu convite é diferente da felicidade leviana, que parece aquela que gera uma procura desenfreada por algo que parece um barato como uma “droga” que fará todos serem felizes.

Falo da felicidade que é construída com base no singular, particular, que está ligada ao seu propósito e os seus valores. Lógico, que quem tem pouco tempo pode ter até hoje dedicado pouco espaço para avaliar o que tem de valores e de propósito, então essa pode ser a oportunidade de uma crise!

Outro aspecto que gosto muito nas “crises”, é o que sempre foi feito passa por uma avaliação criteriosa, e tem pouca aderência. Afinal num cenário de crise o estimulo é de fazer algo diferente, inovador que gere resultados.

Então fazer algo que possa trazer aderência aos seus valores e propósito com inovação pode te destacar em tempo de crise.

Defina cinco prioridades para o seu ano que começa, assim, fica mais simples viver com tempo bom para realizar o que move sua alma, coração e corpo.

Vale ser sincero com você, sempre nas festas de ano novo encontramos os amigos com promessas vazias, as mesmas dos anos anteriores.

Essa é uma forma pouco útil de utilizar o seu precioso tempo!

Avalie com transparência o que vale a pena, quando você tem o limite de cinco focos, fica muito melhor escolher e se empenhar com vigor para chegar aonde você deseja!

Acredito que sempre merecemos o melhor em cada ano, mês e dia de vida que estamos aqui, afinal, tudo pode passar muito rápido e definir o que te faz sentir o sentido da vida está literalmente em tuas mãos.

Bom ano de novo!

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