COMO FAZER MUDANÇAS EM SI MESMO E NOS OUTROS?

Reflexões a partir do livro Tornar-se Presente, de J. Stevens Esses anos trabalhando como Consultor, ora com foco Hunting, ora em Treinamento e Desenvolvimento, foram intensos o bastante para que eu sinta uma confortável segurança ao afirmar que a melhor inspiração para se trabalhar a favor do crescimento profissional das pessoas é a Fenomenologia. Por que digo isso? Simplesmente por acreditar que desenvolvimento é sinônimo de expansão de consciência, e essa, por sua vez, nos conduz à percepção imediata e de modo claro do que se passa dentro de nós e fora da gente. Nesse sentido, as vivências que usamos nos treinamentos comportamentais são ferramentas e o seu bom uso dependerá do cuidado, respeito e consciência do seu grau de compreensão. Saliento, contudo, que o mais importante é manter sempre claro que a idéia de expansão da consciência tem o objetivo de alcançar a intuição das essências, isto é, ao conteúdo inteligível e ideal dos fenômenos, captado de forma imediata; isso significa que as vivências ou dinâmicas de grupo que solicitam focalizar a consciência em várias direções devem necessariamente trabalhar a percepção, a imaginação, especulação, volição, paixão, etc., para que a intencionalidade de cada um se manifeste e que o comprometimento das pessoas consigo mesmo e com os demais (colegas, amigos, parentes, etc.) seja revelado. Um dos nossos trabalhos mais procurados é o de Melhoria nas Relações Pessoais e Profissionais. Quando uma empresa contrata a CONSENSOrh para, através de atividades comportamentais como essa, estimular a ocorrência de mudanças em seus colaboradores, a primeira coisa que comento é que toda consciência é consciência de alguma coisa, portanto, a mudança só será possível se promovermos a expansão da consciência desses colaboradores na direção necessária. Consciência não é uma substância, mas uma atividade constituída por atos com os quais visa algo e, por conta disso, insisto na idéia de que a simples tomada ou expansão de consciência, por si, é suficiente para que as pessoas processem, em seus próprios ritmos, as mudanças necessárias, desejadas e pertinentes ao ambiente e características da empresa que fazem parte. Há também a alternativa de se estimular o auto-crescimento, afinal há uma porção de livros sobre isso e muitos gerentes preferem apenas recomendar a mudança sem participar do esforço por ela. Esses livros contém um monte de sugestões de como mudar, mas quando se tenta mudar seguindo essas sugestões, as pessoas se manipulam e se torturam, ficando divididas entre uma parte que quer mudar e outra que resiste. Mesmo que se consiga mudar dessa forma, o preço é o conflito, confusão e incerteza. Quanto mais se tenta mudar, pior se torna a situação. Por esta razão, a nossa abordagem recomenda que é mais útil se tornar mais consciente de si próprio como você é agora - antes de tentar se modificar, impedir ou evitar algo que não gosta de si mesmo, é mais efetivo tentar conservar isto, e se tornar mais consciente do que existe. Você não pode melhorar a sua própria forma de atuar, pode somente interferir, distorcendo-a ou disfarçando-a. Só quando se encontra realmente em contato com a própria experimentação, se descobre que a mudança ocorre, sem esforço ou planejamento. Com consciência total, você pode deixar acontecer o que tiver de acontecer, com a confiança de que vai dar certo. Você pode aprender a se soltar, viver e deixar fluir o que com você ocorre e aquilo que experimenta, sem frustrar-se com as exigências de ser diferente. Toda energia que é mobilizada para a batalha entre tentar mudar e resistir à mudança pode ser usada na participação ativa ou passiva do que acontece em sua vida. Isto o ajudará a descobrir sua própria realidade, sua própria existência, sua própria humanidade e se sentir bem com ela, independentemente do modo que os outros acham que deveria ser. Enfim, gostaria de dizer que se muitos de nós entrarmos em contato com a nossa própria realidade humana através da expansão de consciência, talvez possamos construir uma sociedade que seja apropriada ao que nós somos e não ao que deveríamos ser. Schopenhauer disse: Não toma os limites de seu próprio campo de visão como sendo os limites do mundo. Paulo Cesar T. Ribeiro é Psicólogo, Diretor da CONSENSOrh Rec. Humanos & Tecnologia. Email: paulo.ribeiro@conrh.com.br Fone: 55 11 5087-8891
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