Como cultivar sua auto-estima

Sinceramente, jamais li um livro mais revelador sobre as questões relacionadas à auto-estima do que o título A AUTO ESTIMA DO SEU FILHO, de Dorothy Corkille Briggs, da Editora Martins Fontes.

Sinceramente, jamais li um livro mais revelador sobre as questões relacionadas à auto-estima do que o título A AUTO ESTIMA DO SEU FILHO, de Dorothy Corkille Briggs, da Editora Martins Fontes. Meu livro está totalmente marcado e surrado. Fiz um fichamento completo do mesmo, e hoje guardo vários insights dele em meu arquivo de pessoal de frases e citações. Minha maior surpresa foi achar que com a leitura do livro estaria melhor me preparando para ser pai. Na verdade, o livro me ajudou a me entender melhor, entendo como minha auto-estima foi formada a partir de minhas experiências na infância e adolescência.

O fato é que já se escreveu demais sobre o assunto, e confesso que minha auto-estima, hoje, é elevada o suficiente para não querer ficar reinventando a pólvora. Ou seja, não tenho nenhuma dificuldade em admitir que o que a autora escreveu sobre o tema é suficiente para entendermos a dinâmica e complexidade do assunto, sem que eu precise ficar introduzido conceitos novos, me passando por entendido da cátedra. Por isso, sem nenhum medo de ser tachado de aproveitador, rendo-me aos ensinamentos da autora para, agora, compartilhá-los com você. Até porque, como ela própria afirma, a pessoa dotada de auto-estima elevada não precisa negar o que sente; a aceitação de si mesma lhe dá a segurança de ser aberta, pois não procura obter a aprovação dos outros. Deu para sentir a consistência? Pois siga em frente.


Para começar, vamos direto à definição da autora sobre o tema: A auto-estima é a maneira pela qual uma pessoa se sente em relação a si mesma, é o juízo geral que faz de si mesma - o quanto gosta de sua própria pessoa. Sua atitude para consigo mesmo tem influência direta sobre a maneira pela qual vive todos os aspectos de sua vida. Na verdade, a auto-estima é a mola que impulsiona o indivíduo para o êxito ou fracasso como ser humano. De cara dá para ver a importância do assunto para nosso desenvolvimento, em qualquer das dimensões de nossa existência, seja profissional, familiar ou social, por exemplos. De acordo com a definição exposta, os fatos, contextos e pessoas que o cercam serão lidos e percebidos de acordo com a percepção que você tem sobre a sua própria pessoa. Nesse caso, cabe bem o que ocorreu certa feita com Mahatma Gandhi. Quando perguntado se perdoava a quem o tinha ofendido, ele respondeu: "Mas ninguém me ofendeu". Ou seja, a percepção que Gandhi tinha a cerca de si mesmo era tão clara e positiva, que mesmo que algo tivesse sido dito sobre sua pessoa, e que tivesse tentado denegrir seu potencial, sua capacidade ou sua moral, não seria percebido como uma ofensa, pois ele já tinha um visão clara de quem era.

Com base nisso, a auto-estima passa necessariamente pelo autoconceito. Briggs, a autora do livro citado inicialmente, afirma que quanto mais o autoconceito de uma pessoa corresponde às suas capacidades reais, à sua habilidade e ao seu potencial, mais provável é o seu sucesso. Ou seja, não adianta criar situações fictícias, cosméticas para se construir auto-estima. Não adianta pintar a grade sem tirar a ferrugem. Não adianta ficar batendo no rosto diante do espelho e ficar dizendo você é lindo(a), maravilhoso(a) e gostoso(a), se isso não é uma conclusão resultante de suas experiências pessoais. Para justificar isso, Briggs cita que a verdadeira auto-estima é a maneira pela qual nos sentimos intimamente, e não a aparência de felicidade ou a acumulação de riquezas e posições. As pessoas valorizam a si mesmas na medida que tiveram experiências em que foram valorizadas, não somente com palavras. Quer dizer, não é de fora para dentro, mas de dentro para fora. As experiências são externas, mas o sentimento é interno. E é ele que prevalece.

Por fim, quando falamos de construir um auto-estima sólida e forte, falamos necessariamente de relações. Exatamente por que as palavras são menos importantes que os julgamentos que as acompanham, e o juízo que fazemos de nós mesmos surge a partir do juízo dos outros. Assim, você precisa aceitar a idéia de Briggs de que para gostar de si mesmo, procure pessoas que o tratem com respeito, pois você precisa da experiência de ser apreciado. Participe de atividades que lhe dêem uma sensação de competência e realização. Ela ainda completa que os autoconceitos são aprendidos, não herdados. Isso significa que as atitudes para consigo mesmo podem ser modificadas numa direção positiva. Para isso são necessárias experiências positivas com pessoas e com a vida. Ou seja, faça escolhas certas sobre o que ler, o que ver, com quem se relacionar, se você quiser construir uma auto-estima elevada.

Como último conceito, fica este verdadeiro axioma: O auto-respeito sólido baseia-se em duas convicções principais: Eu posso ser amado - Eu sou importante e tenho valor porque existo; e Eu tenho valor - Posso dirigir a mim mesmo, e a meu ambiente, com competência. Sei que tenho alguma coisa a oferecer aos outros. Faça agora uma análise e veja se está convencido que existem em você razões suficientes para dizer Eu posso ser amado e Eu tenho valor. Mas lembre-se que essa convicção não pode ser uma cortina de fumaça, criada a partir de mantras e frases auto-instituidas. Essa convicção tem que estar espelhada na alma e nos olhos dos outros. Afinal, eles espelham nossa imagem.

Compromisso de hoje: Vou construir uma auto-estima elevada também percebendo minha imagem nos olhar do outro.

Abraços, bênçãos e SUCESSO!



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