Café com ADM
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Começou o ano: de olho nos orientais!

Aqui não é a China, mas para o Brasil o ano de 2008 começou só agora com o fim do Carnaval. Mas o que 2008 prepara para nós brasileiros? A falta de decoro de nossos governantes, altos impostos, empresas fechadas cada vez mais jovens, PIB aumentando zero vírgula alguma coisa, ou seja, tudo a mesma coisa.

Mas isso é aqui no Brasil! Com os nossos longínquos vizinhos orientais a história é bem diferente. China e Japão - aqueles países exóticos - estão chamando a atenção do mundo todo. É algo muito além das comemorações dos 100 anos de Imigração Japonesa ou dos Jogos Olímpicos que serão realizados na China. Afinal, o que eles possuem de tão importante para os nossos negócios? Para entender melhor esta relação irei fazer um pequeno resumos destes dois países:


Acordos comerciais em nome do passado
Para entender a influência do Japão na economia brasileira, é importante retornar ao passado:

No final do século XIX, Japão estava passando por uma crise demográfica. Eles estavam saindo da era feudal para a era mecanizada. A pobreza atingia os campos e as cidades estavam saturadas. Com o fim da I Guerra Mundial, os japoneses ficaram proibidos de imigrar para os Estados Unidos, Austrália ou Canadá - onde chegavam a ser maltratados.

Aqui no Brasil, as fazendas de café estavam precisando de mão-de-obra. O governo da Itália havia proibido a imigração de italianos para São Paulo, que em 1900 chegaram a formar a maior imigração para o Brasil. Em 1908 chega então o primeiro navio com 165 famílias japonesas em São Paulo (estado que concentrava a maior parte dos cafezais), após um acordo entre o governo japonês e brasileiro. Mesmo com o fim da Primeira Guerra Mundial, o governo japonês incentivava o seu povo a migrar para o Brasil devido a dois fortes motivos: a super lotação das cidades japonesas e o desejo de expansão da etnia japonesa pelo mundo. Entre 1920 e 1930 os japoneses não só trabalhavam nos cafezais como já atuavam no cultivo de morango, chá e arroz.

Hoje, são 1,5 milhões de japoneses aqui no Brasil - a maior população japonesa fora do Japão - e 300 mil brasileiros trabalhando nas indústrias do Japão. E em nome desta “amizade”, os empresários do Japão e do Brasil estão desenvolvendo uma parceria estratégica para aumentar a convergência econômica no cenário internacional, formalizar parcerias na áreas econômicas e tecnológicas e buscar progresso consistente em todos os outros setores. Esta relação só tem a ajudar o Brasil, são dusas nações trabalhando para um único fim: crescimento econômico.


O ano do Rato na China: Início de um novo ciclo
A China formada pelo Império Qin não está apenas mudando suas estruturas para sediar as Olimpíadas. A aposta do Grupo Goldman Sachs na China como um dos quatro países emergentes do mundo parecia audaciosa. Como pode um país que possui um rígido controle de natalidade, altos índices de poluição, população rural em situação de pobreza além de trabalho escravo e infantil ocupar um lugar tão importante na economia mundial?

A China está trabalhando - e muito - para ficar no topo da economia dos países desenvolvidos. Veja algumas das medidas:

- Investimento em educação;
- Investimento em infra-estrutura;
- Investimento na mineração (ferro, carvão mineral e petróleo);
- Controle governamental dos salários e regras trabalhistas;
- Abertura da economia para a entrada do capital internacional (multinacional);
- Incentivo governamental à produção de tecnologia;

Hoje a China é um dos maiores importadores mundiais de matéria-prima. Faz parte do bloco econômico Asian Pacific Economic Corporation, ao lado de Rússia, Austrália, Japão, Estados Unidos, Canadá e Chile. Sua economia cresce em média 10 % ao ano, tendo seu PIB atingido a marca de 2,2 trilhões de dólares em 2006. A agricultura na China é totalmente mecanizada, sendo ela a maior produtora mundial de milho, arroz e também de suínos. A China além disso representa 13% da economia mundial, fazendo desta nação a quarta maior economia do mundo.

UFA! Quanta coisa. É… os orientais não estão para brincadeira. Se há cem anos atrás o Japão nos ajudou a movimentar a nossa economia, por quê não retomar este apoio? E já que o Brasil não tem nenhuma rivalidade com a China, por quê não aproveitar este crescimento? O que nos resta é ficar de olho nestas negociações e tentar pegar uma parte deste bolo.

Sucesso!

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