Coerência na liderança

Como a coerência dá segurança aos liderados. Uma visão vertical da liderança dos liderados para os gestores

Qual gestor nunca se deparou em um momento de sua carreira em que é preciso mudar o estilo de liderança para conseguir o resultado desejado? Espero que você seja um desses, pois, a mudança tem um papel fundamental na gestão, mas, podemos trocar o termo mudança para evolução. A evolução e a mudança saudável e positiva, contudo sabemos que não são todas as mudanças que tem esse adjetivo - de saudável - em uma grande parte das decisões de mudanças - principalmente no modelo de liderança - estão equivocadas e/ou não tem o resultado esperado por diversas razões. Mas a questão a ser tratada é apenas um motivo para essa mudança, à incoerência.

Incoerência segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa é: 1. Falta de coerência; qualidade de incoerente. 2. Discrepância; desconexão. O termo que queremos utilizar para melhor exemplificar é "desconexão". A coerência na gestão é a gestão continuada e conexa. Conexão essa que é fundamental para os liderados, trazendo a eles um dos pilares da Pirâmide de Maslow, a segurança. A segurança segundo Maslow só ficaria atrás do fator psicológico, o qual a segurança influencia veementemente por se tratar também de um estado mental.

E na prática, como é uma gestão coerente? E qual a Influência dela sobre meus liderados?

Colocar-se no lugar do outro. Essa frase - clichê por assim dizer - pode trazer um entendimento bem específico do caso em questão. Imagine ser liderado por um gestor que tem seu perfil de liderança baseado no próprio humor. Agora imagine esse mesmo gestor chegando à segunda-feira depois de um fim de semana em que ele bateu o carro, brigou com a esposa e foi assaltado na volta de uma viagem rotineira. Qual a sensação que você teria como liderado? Nada boa não é mesmo.

Vamos pensar em outro caso. O gestor "modinha", esse por sua vez têm a tendência de seguir conselhos e novos métodos de gestão mirabolantes. A cada reunião apresenta um novo projeto, sem ao menos ter concluído o anterior, ou até mesmo aplicado o que apresentara na reunião anterior.

Percebemos nesses dois exemplos simples o quanto a coerência é importante, ter conexão na mudança, evoluir e não simplesmente mudar. A mudança trás a resistência dos liderados - essa é a primeira reação de qualquer ser humano a mudança - e de todos os envolvidos. Enfrentar essas resistências a cada três meses, por uma mudança que não irá trazer reais benefícios ou até mesmo trará prejuízos pelo simples fato de mudar, em uma falsa perspectiva de que a mudança trará resultados inalcançados sem nenhum tipo de planejamento é um mito e a ruína de muitos administradores.

Toda mudança é válida e bem vinda, desde que haja planejamento e o mínimo de risco. Administrar é uma função de risco, mas sempre um risco calculado. Correr riscos sem o mínimo de certeza é função de apostador.

Vamos refletir sobre essa questão. Às vezes vemos exemplos esdrúxulos como os apresentados anteriormente e não nos vemos, ou nos identificamos; mas se pensarmos um pouco, nas nossas pequenas atitudes, um sim hoje, e nas mesmas condições, amanhã é não, trás uma insegurança ao envolvido na relação, talvez não conscientemente, mas de atitude em atitude, vai se formando um clima de insegurança, e não esse o clima que temos que passar para a organização. Sejamos Administradores coerentes.

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