Coaching é de comer ou passar no cabelo?

Neste artigo apresento alguns conceitos básicos dessa atividade que tem crescido no mundo dos negócios. Fato é que muitos confundem seu verdadeiro significado e podem ser levados por profissionais de outras áreas que absorveram o termo indevidamente

O título deste artigo foi inspirado numa pergunta bem humorada de um primo quando meu ouviu falar pela primeira vez sobre coaching. Essa indagação veio ao encontro do que eu, um coach na Capital do Brasil, tenho observado em pessoas próximas quando falo sobre essa minha nova profissão. Dúvidas e uma compreensão errada sobre o tema têm sido muito comuns.

Entretanto isso não me preocupa; pelo contrário, vejo como uma excelente oportunidade. Esclarecer as pessoas tem me feito amadurecer e evoluir como coach. Além de ser um grande treinamento, nutrir o público com informações corretas é uma satisfação muito grande.

Por isso, decidi escrever alguns artigos em forma de questionamentos para refletir como tem sido esse relacionamento.

Público-alvo: Rodrigo, afinal o que é coaching?

Eu: É uma metodologia de desenvolvimento de pessoas que, por meio de um processo claro e bem definido, age como apoio para o alcance de objetivos. Portanto, como processo, essa metodologia reúne atividades, técnicas e ferramentas que impulsionam o cliente a criar recursos e alcançar seu estado desejado, suas metas. Nesse processo o foco é a solução e não o problema.

Público-alvo: Ah legal...e como posso identificar um coaching de verdade?

Eu: Opa! Coaching não é uma pessoa, é um processo, você se lembra? Se alguém te der um cartão e disser “eu sou coaching”, desconfie! Essa palavra tem como tradução literal do inglês “treinamento”, que é uma atividade e não uma pessoa. Assim, o profissional que trabalha com esse processo é chamado, corretamente, de "coach", que tem origem no inglês com o significado de treinador, de técnico.

Público-alvo: Tudo bem, mas o coach parece um “consultor perfumado”?

Eu: Não, coaching e consultoria são atividades diferentes. Enquanto no coaching não há necessidade de se conhecer o cliente em sua intimidade e também seu histórico de vida, na consultoria esse diagnóstico é fundamental. O coach, diferente do consultor, não precisa ser especializado em uma área, já que seu papel é de facilitador do cliente para formular as soluções necessárias em várias áreas da vida. No coaching o cliente é capaz de encontrar um caminho de acordo com seu contexto pessoal e, com alta performance, vencer suas limitações e barreiras. Na consultoria, as soluções são propostas pelo consultor com base em seu conhecimento técnico e experiência. Nem sempre levam em consideração as peculiaridades da vida pessoal. Resumindo: o coaching não é melhor ou pior que a consultoria, apenas uma metodologia diferente.

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