Chique no estilo e com mente empreendedora, essa é Coco Chanel

Costure sonhos, força de vontade e coloque a prova sua persistência. O molde do sucesso foi conquistado por Coco Channel, estilista que se consagrou nos anos 20. Conheça mais sobre esta grande empreendedora

A década do jazz, da Semana da Arte Moderna, do carro Ford Modelo T e dos filmes de Charles Chaplin, os anos 20 também foram privilegiados por serem o cenário da história de uma das grandes mulheres empreendedoras que já existiu.

Conhecendo a vida de Gabrielle Bonheur Chanel ou Coco Chanel, que nasceu na França, dia 19 de agosto de 1883, seria impossível imaginar que ela seguiria um caminho de tanto sucesso. Com quatro irmãos e filha de um feirante e uma dona de casa, Coco teve uma vida um pouco tradicional, perdendo a mãe muito cedo devido a uma tuberculose. Por sua família pertencer à classe mais humilde da sociedade francesa da época, Coco e suas irmãs foram estudar em um colégio interno enquanto seus dois irmãos foram trabalhar.

Após sair do internato, Coco buscou trabalhos como dançarina, comerciante e atriz, trabalhou como costureira em uma loja de enxovais, um indício de que iria se aprofundar mais no mundo dos tecidos. Não demorou muito para entrar e conhecer melhor esse assunto, pois em 1903, ela se casou com Etienne Balsan, empresário e herdeiro de uma fábrica de tecidos especializada em uniformes do exército. Uma grande oportunidade de ter um contato mais próximo com a produção, tecidos e criação de roupas. Porém, já naquela época, as separações eram inevitáveis quando não existia amor, Coco e Etienne se separaram.

Mas, na vida, todos temos chances de tentar de novo e com Coco não foi diferente. Conhecendo o milionário inglês Arthur Capel, ela não teve apenas mais uma chance no amor como teve o apoio de seu marido para abrir sua primeira loja de chapéus, a loja Chanel que posteriormente começou a aparecer nas revistas de moda famosas em Paris. O sucesso nos negócios estava indo muito bem, em contrapartida, sua vida pessoal sofreu mais uma perda. Arthur Capel morreu em um acidente de carro, e Coco Chanel se viu só, novamente.

Só que a força e determinação fizeram com que essa estilista não deixasse de lutar e buscar a sua felicidade pessoal e principalmente profissional, por isso, após essa tragédia, seu espírito de empreendedora a fez abrir uma casa de costura e além dos chapéus, ela também começou a produzir roupas para praia, trajes voltados ao público que apreciava passear de cavalo e também produziu vestimentas adequadas ao esporte. Um empreendedor que busca crescer em sua trajetória precisa inovar sempre e arriscar. Coco era ousada e foi a primeira estilista a criar calças femininas, destoando a sociedade da época, onde as mulheres usavam vestidos na altura da canela e chapéus.

Muitas foram as criações de Coco Chanel para a moda mundial, casada com o príncipe fugido da Rússia, Dmitri Pavlovich, a estilista aprendeu a criar peças da moda russa e conheceu muitos nomes de respeito da arte dos anos 20 como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Nesse momento, já tinha adquirido reconhecimento e respeito no mundo fashion, suas criações chegaram aos itens de roupas usados por muitas celebridades de Hollywood. Além do vestuário, a sua afinidade por beleza a fez lançar uma linha de perfumes, que até hoje são utilizados pelas mulheres em todo o mundo e que acabaram lhe rendendo muitos lucros.

Mas como todo o empreendedor, Coco não se livrou de declínios e problemas em seus negócios, durante a Segunda Guerra Mundial se envolveu com um oficial alemão, seu relacionamento com os franceses ficou conturbado e muitos negócios foram perdidos. A estratégia criada pela estilista foi vender seus produtos em outros países e acabou se mudando para a Suíça.

Muito já foi dito a respeito do networking que, desde aquela época, já era aplicado pelos empreendedores que estavam atentos para o que acontecia ao seu redor e mais, sabe-se também que conquistar a confiança de seu cliente é fundamental para o sucesso do empreendimento. Com Coco Chanel foi assim, além de conquistar o prestígio da ex-primeira-dama do EUA, Jackie Kennedy (esposa de John Kennedy), a empresária ganhou visibilidade nas mídias e reconhecimento voltando aos bons momentos de negócios.

Dezessete anos depois, em 1971, Coco já estava em seu país natal, a França e faleceu. Entretanto as suas criações, roupas, acessórios e perfumes são de total reconhecimento, apreciação e uma das marcas mais utilizadas pelo público feminino. Com certezas, essa estilista soube aproveitar as oportunidades para exercer o seu dom e criar seu negócio próprio, mesmo tendo uma vida mais conturbada, não deixou de trabalhar, lutar e investir no seu empreendimento.

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