Chile é destaque em relatório sobre aceleradoras na LATAM

Start-Up Chile é maior entre aceleradoras da América Latina (além de ser a pioneira na região). Brasil aparece em segundo lugar em investimento por países.

O papel das aceleradoras é fundamental para o desenvolvimento das startups e cria uma cadeia de crescimento econômico nos países onde atuam. A regra é clara; mais empresas se desenvolvendo, maior geração de empregos, mais retorno financeiro. Na América Latina, onde a escassez de investimento público, a burocracia e as frequentes crises econômicas muitas vezes jogam contra os novos empreendedores, sua função é ainda mais importante. O Latam Accelerator Report 2015, organizado pelas plataformas Gust e Fundacity, fez um levantamento entre 100 instituições e 62 aceleradoras em 9 países para traçar a rota das aceleradoras na América Latina. O Chile foi o grande destaque do relatório, com a Start-Up Chile como a maior aceleradora da América Latina (além de ser a pioneira na região).

O montante investido na América Latina foi de US$31,563,841, dividido entre em 1,333 startups. Com relação ao investimento por países, o Chile também saiu na frente (US$15,096,929), seguido por Brasil (US$5,524,320), Uruguai (US$4,373,900), México (US$2,702,592) e Argentina (US$2,385,700). Entre as 10 principais aceleradoras por investimento de capital, três são chilenas (Start-up Chile, IncabetcUFRO, UDD Ventures), duas mexicanas (Startup Mexico e Smart Impact Accelerator), duas argentinas (Incutex, Cites), uma brasileira (Darwin Starter) e duas com foco em toda a América Latina (NXTP Labs e Wayra). Entre as principais aceleradoras ativas na América Latina, apenas duas são brasileiras (Startup Farm e ACE).

O número de novos aceleradores Latino-Americanos lançados caiu in 2015. Isso pode ser um indicativo de que o número de programas aceleradores no mercado atingiu um ponto de saturação em relação ao número de ideias inovadoras e companhias tecnológicas existentes no mercado, entretanto, novas aceleradoras ainda estão chegando. Segundo o relatório, algumas áreas chamam mais atenção deste mercado e devem atrair investidores nos próximos 12 meses, portanto, se você vai empreender tenha em mente que 74% do mercado está de olho em projetos relacionados à Internet das coisas. Educação (71%), tecnologias aplicadas ao setor financeiro (71%) e saúde (68%) também estão na mira.

De onde vem o financiamento das aceleradoras?

Para manter a saúde econômica as aceleradoras com financiamento de fundo (52%), público privado (23), financiamento público (19%) e outras fontes (6%). Na Latam, 42% dos aceleradores informaram que ou eles recebem uma junção de financiamento público e privado ou que têm 100% de financiamento público. O caso da Start-up Chile, que se mantém no topo com financiamento público é uma exceção entre as maiores da região.

Para gerar receita as aceleradoras apostam em suas ideias e contam com o o lucro da saída de startups, o custo por orientação, espaço no escritório e eventos, patrocínio corporativo e parcerias corporativa (operar programas aceleradores com corporações).

* artigo publicado originalmente em interualla.co

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