Chega de “clichês” agora é a hora de ir à luta

Nada melhor que conhecer a sim mesmo, entender seus pontos fracos e tentar trabalhar suas falhas, inteligência emocional é a aptidão necessitaria para superar a crise e dar a volta por cima

Recebi algumas sugestões de seguidores de temas para serem abordados, os mais solicitados foram: A questão da inteligência emocional para lidar com o desemprego, dificuldade de manter o controle e continuar motivado com um prognóstico negativo do cenário socioeconômico do Brasil e as expectativas e decepções criadas na dinâmica de muitas entrevistas algumas até mal conduzidas. O fato é que um tema vai puxando o outro, à medida que a Inteligência Emocional e o Autoconhecimento é a base para o entendimento da situação, para a reserva de energia e da própria criação de expectativas.

Primeiramente vamos entender o que é Inteligência Emocional. Esse conceito surgiu aproximadamente em 1990 e foi inserido ao campo acadêmico por meio de dois artigos publicados pelos pesquisadores Peter Salovery (Yale University) e Johm Mayer (Unisersity of New Hampshire), porém o assunto só tomou proporção quando o psicólogo Goleman publicou o livro “Inteligência Emocional” em 1995, onde ele explica que “a IE inclui características como a capacidade de motivar a si mesmo, de perseverar no empenho apesar das frustrações, de controlar os impulsos, de adiar as gratificações, de regular os próprios estados de ânimo, de evitar a interferência da angústia nas faculdades racionais, de sentir empatia, de confiar nos demais, etc”. No entanto, para o mundo acadêmico as colocações de Goleman foram consideradas vagas demais, então, 2007, Mayer e Salovey revisaram seu trabalho e consideram a IE como um conjunto de aptidões.

A Inteligência emocional implica a habilidade para perceber e valorar com exatidão a emoção; a habilidade para acessar e ou gerar sentimentos quando esses facilitam o pensamento; a habilidade para compreender a emoção e o conhecimento emocional, e a habilidade para regular as emoções que promovem o crescimento emocional e intelectual (Mayer & Salovey, 1997/2007, p. 32).

Trocando em miúdos e facilitando o entendimento, IE é a aptidão em controlar os sentimentos de modo a promover o crescimento intelectual e emocional. Simples, né? Não é não!

Como se pode observar o conceito de Inteligência Emocional demorou 17 anos só para ser formulado, e a ideia só está no nosso meio a oito, por ai já dá para entender que não é tão simples assim. Principalmente quando o autocontrole deve ser praticado dentro de um cenário tão complexo e cheio de variáveis como o mercado de trabalho.

Hoje, logo pela manhã li o seguinte texto postado na rede social Linkedin, pela Renata Voltolini (Profissional de DO e Coach - Autônoma e disponível para novas oportunidades) - “Olá boa tarde . Gostaria de compartilhar uma questão importante para mim e talvez para muitos da minha rede. Eu recebi um contato recentemente para uma vaga e a pessoa me questionei porquê eu estava 13 meses fora do mercado? Oi? Fiquei um pouco estarrecida com a pergunta, pois deu a impressão que é uma opção estar "fora do mercado". Estou prestando alguns serviços que estão sob minhas competências , mas não parei um minuto sequer de me atualizar e buscar a recolocação tão desejada. Infelizmente as perspectivas não são muito boas, mas eu não perdi as esperanças e continuo luta” . Era de se esperar que um entrevistador, um recrutador, entendesse o quanto algumas perguntas ou afirmações podem influenciar negativamente um candidato e não praticar! Mas infelizmente a busca tem que ser interior.

Assim como a criatividade (assunto tratado no texto “Você já conseguiu um dia”) a Inteligência Emocional deve ser vivenciada diariamente. Uma forma para começar é praticando o autoconhecimento. Analisando seus pontos fortes e seus pontos fracos, caso sinta necessidade procure um profissional para ajudar, ou enquetes na internet (no site do Instituto Brasileiro de Coaching tem um teste bem bacana), converse com amigos a respeito, peça feedback das suas ações e comportamentos. Junte todas essas informações e comece a se perceber diante ao mundo. Não há como ter controle se você não identificar o stress e o que te motiva a se incomodar com a situação.

Depois que souber seus pontos fracos, está na hora da ação e a mudança vem de dentro! Essa é sem duvida a parte mais difícil. Reconhecer que somos nós que nos frutamos e não o outro que nos frustra é perturbador! Faz necessário toda essa reflexão para que atitudes coerentes sejam tomadas. Sair da posição de vitima e ir à luta. Uma das leitoras que sugeriu o tema (ANDREIA DE SOUSA PEREIRA- Formada em Gestão Ambiental, Cursando Pós Graduação MBA em Gestão Socioambiental e Sustentabilidade.) disse assim: “escrever sobre o desanimo que abate quem esta a procura de recolocação, algo que anime a manter a fé, mas nada desses clichês que "vai dar certo", tenha fé", "confie no seu talento", porque esses clichês todos falam”. Ela está totalmente certa, manter a fé de nada adianta se a ação não vir de encontro, não podemos esperar que o outro tenha o cuidado de não ferir nossos princípios, nós é que temos que criar mecanismos de defesa.

Até o próximo texto pessoal, “bora refletir nossas fraquezas?”.

Fontes e inspirações:

Artigo: http://www.uesc.br/cursos/graduacao/licenciatura/letras/nair2.pdf

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