O fracasso não é sua culpa

Carregamos em nosso inconsciente pesadas bagagens deixadas por nossos antepassados e eras antigas que já não nos fazem importância. Isso tudo está armazenado em nosso cérebro reptiliano que é responsável por nossas emoções mais primitivas. O texto se propõe a oferecer sugestões para usar este dispositivo de forma mais eficiente e gerar resultados extraordinários

Baixa agora a última atualização para seu cérebro. O fracasso não é sua culpa!

Certamente você já se deparou com notícias relatando o incrível mecanismo que é o cérebro humano. Com todas as suas conexões neurais e trocas de informações, a sua surpreendente capacidade de armazenamento e as sinapses nervosas. Ele é incrível, isso é verdade! Entretanto o que pouco se investiga e se divulga é que ele também pode ser um grande algoz para o seu desempenho.

Todos nós guardamos uma centelha de nossos antepassados dentro de nossas cabeças. Mais especificamente na parte de trás. Lá se encontra aquilo que chamamos de cérebro reptiliano, ou o tronco cerebral. Essa é parte mais antiga dos nossos cérebros e ela é fundamental para nossa sobrevivência, pois trata da parte de nossos instintos. Ele se encarrega das funções mais profundas da reprodução, da competição e do medo.

Outra função do cérebro reptiliano tem a ver com a fuga. Este instinto básico de fugir diante de uma ameaça se desenvolveu em tempos remotos em que era necessário estar frequentemente atento a qualquer tipo de ameaça. Podemos dizer que um homem das cavernas era um grande paranoico, pois ele precisava estar constantemente atento a qualquer tipo de ameaça.

Na psicologia e filosofia moderna damos a esse fenômeno o nome de propensão a negatividade ou então heurística do temor. Nosso cérebro fica constantemente fazendo análises de tudo de perigoso que pode acontecer a fim de arrumar uma resolução rápida como fugir ou lutar. Desta maneira podemos dizer que somos por natureza excelentes criadores de tragédias. Antecipamos situações e em nossa cabeça criamos todos os tipos de catástrofes possíveis. Como uma mãe que fica a andar de um lado para o outro na sala imaginando que seu filho pode ter sido assaltado, ou sofrido um acidente, ou talvez tenha fugido o garoto simplesmente está meia hora atrasado.

O que ninguém avisou ao cérebro é que já não temos mais animais ferozes correndo a solta por aí. É claro que precaução é sempre válida, seja na era paleolítica como também hoje em dia.

O problema está quando não temos controle sobre esta faculdade e desta forma somos tragados por pensamentos inventivos que minam nosso desempenho. Uma vez que temos nossa atenção voltada a calcular o perigo constantemente, diluímos o nosso foco e perdemos a capacidade de criação. Além disso, nos tornamos reféns de um comportamento incongruente, como fugir de grandes oportunidades, esquivar-se de uma vitória iminente ou então desviar-se da pessoa amada.

Mas, fique tranquilo. É possível atualizar esta função e permitir que seus instintos trabalhem a seu favor. Para tanto é necessário trazer esse instinto para a superfície da sua consciência. Saiba como melhorar sua capacidade através destes simples 6 passos:

Encare os seus medos. Os medos são geralmente uma ilusão. Quando se encontrar diante de uma situação que te coloca medo, vá se aproximando dela gradualmente até que ele se dissolva.

Pratique meditação. Se você não está habituado a meditar, procure textos a respeito existe muito material na internet. É muito fácil e extremamente prazeroso e saudável.

Pratique atividades físicas. Seja ela qual for apesar de serem físicas, estas atividades tem mais poder sobre seu cérebro do que você imagina.

Brinque com seu pensamento. Comece a imaginar mais. Cada vez que estiver diante de uma situação e perceber que começa a criar tragédias, gentilmente dirija o seu pensamento para o sentido que deseja. Para pensamentos bons. Lembre-se: pensar na tragédia não fará com que ela não aconteça.

Selecione suas conversas: Quando estiver perto de alguém que adora prever catástrofes, caso não possa evitar esta pessoa, mantenha uma conversa interna criando um cenário positivo em relação aquele assunto. Cuidado, não a reprima e nem a critique por pensar daquela forma.

Crie o hábito de fazer listas. Quando você escreve, direciona seu pensamento. Faça listas de coisas pela qual você é grato, objetivos que você deseja alcançar e sobre características que você admira nas pessoas.

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