Carta de uma vítima de preconceito racial ao seu agressor

Uma carta fictícia de uma vítima de preconceito racial ao seu agressor.

Antes de tudo quero cumprimentá-lo em nome do respeito e da consciência sadia existente em nós humanos. Que minhas palavras, expressas em forma de orações aqui escritas, possam ter uma aceitação mais digna do que aquela que teve quem agora as escreve. Pressuponho que se lesse esta carta sem saber quem a escreveu, jamais deixaria brotar em seu peito o peçonhento espinho da discriminação, quem sabe até aceitaria com louvor as minhas palavras, isso prova que as nossas diferenças aparentes são apenas detalhes; todos nós, sem nenhuma exceção merecemos respeito no tocante a nossas diferenças e singularidades.

Apesar de adotar um discurso comedido e livre de preconceitos ao escrever esse texto, confesso que também, vez enquanto começam a brotar desejos de lhe responder à altura da ofensa que disparaste compra mim. Isso porque também sou humano e tenho plantando em minha carne, por natureza, uma raiz de amargura, porém nunca podemos deixar que ela brote em nós nos tornando nocivo ao nosso próximo. Espero que entendas que a grande virtude do ser humano é ter controle sobre seus impulsos e que o mal que se faz ao próximo reflete na nossa própria vida.

Desejo que o seu coração aspire arrependimento assim como o meu já liberou o perdão. Que passe a ver as nossas diferenças como a força que nos atrai uns aos outros e uma vez unidos formamos uma sociedade completa e não como algo que nos expelem; que procures e encontre um amor bem saudável, que te enche os olhos e o coração, pois ele será capaz de te fazer ver o mundo com outros olhos.

Ao receber sua ofensa, tudo que meu coração pode sentir por você foi pena. Se toda ação gera uma reação, a sua ação gerou em mim tudo que está agora escrevo. Que essa reação possa ser o antídoto que te torne imune desse terrível mal que carregas em teu ser.

Não desisto de ser seu irmão!

Um abraço!!

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