Carreira ou família?

Parece óbvia que a resposta para essa pergunta é família, porém, está longe do que tenho visto por aí

Parece óbvia que a resposta para essa pergunta é família, porém está longe do que tenho visto por aí.

Essa reflexão me veio a mente quando recentemente um dia desses acordei e entendi que o propósito da minha vida era constituir uma família, mas principalmente ser Pai!

Tenho uma filha linda de 10 meses chama Antonella e jamais conseguiria compreender o que sinto por ela e o que ela repreenda pra mim, sem de fato ter me tornado Pai.

Amigos e familiares disseram que minha vida iria mudar, que tudo iria ser diferente e por ser uma frase clichê entendi, mas não achei que isso iria fazer tanto sentido como faz hoje!

Ser pai é a coisa mais importante que eu já fiz na vida. Mesmo às vésperas da defesa da minha Tese de Mestrado no EUA, agora em dezembro, ainda sim nada que eu possa fazer ou conquistar pode substituir essa experiência de ser pai! Nada pode substituir essa responsabilidade de colocar um ser humano no mundo, alimentando, amando, educando com o propósito de melhorar o mundo e fazer a diferença na vida das pessoas.

Se sinto isso como pai, imagina o que deve sentir uma mãe que tem a oportunidade de ver essa vida vida crescendo dentro dela dia-a-dia e depois a responsabilidade de amamentar com os recursos do próprio corpo!

De fato, só quem é pai e mãe sabe o que estou dizendo e o que sinto diariamente quando pego minha filha no colo, quando brinco com ela, quando a coloco para dormir e até quando tenho que colocar a galinha pintainha para tocar mais de 25 vezes por dia.

Mesmo assim, vejo muitas mulheres, lindas, saudáveis e com recursos financeiros que optam em priorizar a sua carreira ao invés de ter filhos.

É claro que as mulheres também devem construir suas carreiras, devem usar seus talentos para assumir posições de destaque e isso é ótimo! Não quero parecer machista ou preconceituoso ou desrespeitoso, mas só quem pode gerar um filho são as mulheres e essa, com certeza é a maior responsabilidade de uma mulher, até maior do que ser presidente de uma grande empresa multinacional, pois isso até um homem pode ser, mas mãe, somente uma mulher.

É claro que existem mulheres que não podem ter filhos, mas existem também mulheres que não querem tê-los, por razões que eu não entendo, pois estudando neurociência no meu mestrado, descobri que somos seres ancestrais e nosso instinto de sobrevivência e reprodução é o que move o mundo.

São esses instintos que fazem as mulheres gastar mais com cosméticos e maquiagem em tempos de crise do que em tempos de prosperidade, servindo inclusive com indicador de crise, chamado Índice Lipstick.

São esses instintos que fazem até pessoas calmas e serenas discutirem no trânsito quando sentem sua segurança ameaçada devido a uma fechada.

São esses instintos que nos fazem gastar com seguro de vida, para beneficiar família e herdeiros depois da nossa partida de forma a perpetuação do nossos genes.

São esses mesmos instintos que fazem uma mãe ser capaz de levantar uma pedra de 400kg que está sobre seu filho depois de um terremoto na ásia. Esse desejo de ser pai mãe que atua de forma inconsciente no nosso cérebro, está impresso no nosso DNA.

Decidir não ser pai ou mãe significa forçar a nossa biologia a seguir um caminho contra o seu propósito de existência. É como se uma flor decidisse não desabrochar pois não está interessada ou como se uma laranjeira decidisse não frutificar laranjas, pois a vida com as outras árvores está mais interessante.

Vale lembrar que a carreira pode ser construída em qualquer momento da vida, pois não há limitações ligadas a idade para isso. Eu mesmo tenho um primo que depois de 20 anos como engenheiro mecânico, trabalhando em grandes montadoras, decidiu ser médico e aos 50 anos conseguiu esse feito e hoje está muito feliz.

Porém com relação a mulher, acredito que depois de conseguirem tudo o quanto quiserem de suas carreiras, chegará um momento em que ela olhará para o que o fez e o que realizou e sentirá que falhou pois não atingiu o seu principal propósito de existência. Com o propósito de construir uma carreira, de atingir a independência da mulher, muitas vezes acaba tornando a busca dessa independência uma prisão capaz de fazê-la negar os instintos do próprio DNA em virtude de uma auto-afirmação, na minha visão, desnecessária.

Afinal, alguém já viu uma flor tentando convencer um arbusto que ela é linda e que ela tem valor? Lembre-se de que acima dos 35 anos toda a gravidez é considerada de risco e acima dos 40 anos 50% das mulheres são inférteis e acima dos 45 a chance de engravidar é de apenas 3%.

De qualquer forma sejam felizes com a escolha que fizerem! Espero que possam viver o que estou vivendo e então me contar como está sendo!

Abraço.

ExibirMinimizar
Digital