Cargo e influência

Nem sempre quem está no cargo tem a influência necessária para motivar e liderar uma equipe. O que fazer para agregar influência e aliar uma posição de liderança a um espírito de influência?

“Pegue qualquer grupo de trabalho e pergunte a cada um dos integrantes: ‘Quem é o líder?’, e eles provavelmente responderão com o nome de quem ostenta o cargo. Depois, pergunte: ‘Quem é a pessoa mais influente do seu grupo?’. A resposta a essa pergunta identificará o líder informal e revelará como aquele grupo realmente opera” (Daniel Goleman – Foco). Há uma grande diferença entre quem ocupa o cargo e quem influencia, mesmo sem ter um cargo. Às vezes, encontramos uma pessoa influente no cargo, mas, em outros casos, a pessoa influente não tem o cargo, mas tem o poder da mobilização e transformação. O ideal seria unir o cargo à influência e esse deve ser o desafio de todo líder. E não falamos apenas da liderança relacionada ao ambiente de trabalho, mas também da liderança na vida, nos locais que frequentamos e nos ambientes em que nos é dada a oportunidade de interagirmos como líderes.

Existem pelo menos 3 situações nessa dinâmica cargo-influência. A primeira é quando você recebe um cargo e sabe não ter a influência necessária ou suficiente para realizar a mobilização que esperam de você. Em uma situação assim, a pessoa deve ser bem consciente dos desafios que estarão à sua frente, sendo o primeiro deles tornar-se uma pessoa influente. Ou, então, ter a coragem de dizer ‘não’ e entregar o cargo a alguém que já tenha a influência esperada para tal cargo.

Uma segunda situação é quando você tem a influência e o cargo é dado a outra pessoa. Muitos, em situações assim, acabam ferindo a ética e ‘passando por cima’ da pessoa que tem o cargo, inclusive contrariando-a ou agindo com deslealdade. Como isso não é o correto, uma boa atitude seria oferecer sua influência a quem recebeu o cargo e trabalhar em uma parceria para mobilizar a equipe, respeitando quem tem o cargo. Mas quando a pessoa não tem o espírito de equipe ou humildade suficiente para fazer assim, então o melhor é sair da equipe, questionando de modo educado o motivo de não ter sido lembrado ou escolhido.

Por fim, temos uma situação inusitada: não ter o cargo e nem a influência e, mesmo assim, querer ser líder. Há pessoas frustradas por esse motivo e algumas chegam a passar a vida lamentando por não terem tido uma oportunidade de ocupar um cargo ou por nunca terem tido força para mobilizar e fazer a diferença. Só podemos sugerir que alguém nessa situação, primeiro, invista em si mesmo, busque tornar-se uma pessoa de valor, e então, ao tornar-se mais maduro e até mesmo visível, inicie um momento novo em sua história de vida, oferecendo seu talento e potencial a um grupo e sendo, consequentemente, alvo de novas possibilidades. Cargo e influência estarão sempre relacionados, como parceiros ou oponentes. O melhor é que sejam parceiros, pois o poder dessa parceria beneficiará a muitos.

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