Caiu? Levanta! Reconstrói!

Tudo o que é visível é falível, está sujeito à queda, a ser destruído. As coisas que são vistas passam. Somente as invisíveis são eternas (2Co 4:16-18). E isso vale também para mim e para você. Todos nós estamos sujeitos às quedas, aos tombos, aos tropeços em nossas vidas. Quem não já as experimentou ainda não viveu. Da mesma forma que a matéria e nós estamos sujeitos à queda, nossas conquistas também.

Tudo o que é visível é falível, está sujeito à queda, a ser destruído. As coisas que são vistas passam. Somente as invisíveis são eternas (2Co 4:16-18). E isso vale também para mim e para você. Todos nós estamos sujeitos às quedas, aos tombos, aos tropeços em nossas vidas. Quem não já as experimentou ainda não viveu. Da mesma forma que a matéria e nós estamos sujeitos à queda, nossas conquistas também.

Tudo aquilo que construímos, mesmo que tenha sido construído debaixo de muita bênção, pode ser corrompido, carcomido, corroído, destruído. E é por isso que temos que ser vigilantes. Nossos relacionamentos podem ser destruídos. Nossas amizades, nossos negócios, nossas carreiras, nossas obras. As únicas coisas que temos e que não passam são as divinas. O que for obra de homens é passageiro, mesmo que tenha sido feito pela vontade de Deus. Porque Deus dá; nós empreendemos; mas nossa negligência, falta de discernimento ou inoperosidade derrubam.


Nem tudo que é destruído merece ser reconstruído. Nem tudo que é desfeito merece ser chorado ou lamentado. Relações ilícitas que foram quebradas, arranjos antiéticos que foram rompidos, negócios escusos que foram desbaratados, movimentos heréticos e desalinhados com os verdadeiros valores morais devem sim ser destruídos, para jamais serem reerguidos. É como disse Josué, 6:26 E naquele tempo Josué os esconjurou, dizendo: Maldito diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; sobre seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas.

Mas existem várias outras de suas conquistas que foram perdidas, que podem e devem ser reconstruídas, restauradas, reedificadas. A exemplo dos muros de Jerusalém, vários dos edifícios profissionais, familiares, sociais, pessoais, e também espirituais de nossas vidas devem experimentar a reconstrução.

É interessante que você note que a destruição pode ser sumária, instantânea, repentina. Já para construir, é importante considerar o fator tempo. Leva-se tempo para erguer. Da mesma forma, leva-se tempo para se reerguer. Como um tsunami particular, o fracasso do dia para a noite pode até levar só uma noite, mas o sucesso e a reconquista certamente levam muitas noites. A paciência, a longanimidade são virtudes vitais e imprescindíveis na reconstrução.

Pare com as lamúrias. Se você está em um processo de reconstrução, sorria, alegre-se. Você está renascendo, revivendo. Isto é motivo de celebração. Por vezes, precisamos passar pelo choro, pelas lágrimas da destruição, do desfazer, do desconstruir, para vivermos a alegria do reconstruir, do reviver. Aquela coisa de valorizar cada tijolo derrubado, pegando-o um por um, meditando em cada um dele, devolvendo-o para seu lugar, ou usando-o em um novo. A reconstrução não é motivo de reclamação. A reconstrução é uma oportunidade de fazermos de novo, mas fazermos melhor, fazermos maior, sem erros. Somente Deus faz certo da primeira vez.

Nossas vidas são a junção de vários esboços, vários rascunhos. Millôr Fernandes já dizia que viver é como desenhar sem borracha. É isso mesmo! É com o tempo que vamos moldando, lapidando e construindo melhor. Em outras páginas, deixando os rascunhos nas páginas passadas. Tem muita folha ainda em branco pela frente.

Lembre-se que nem tudo precisa ser reconstruído no mesmo lugar, sobre as mesmas bases, sobre os mesmos princípios. A reconstrução é uma oportunidade de revermos o verdadeiro sentido e propósito daquilo que já existiu. É hora de pensarmos: precisa ser do mesmo jeito? Com as mesmas pessoas? No mesmo lugar?

A reconstrução nos dá a oportunidade de repensarmos nossas posturas. Reavaliarmos nossas condutas. Já disse em meu primeiro livro, Porque eu não pensei nisso antes, que é melhor cair que tropeçar. Explico! A queda nos dá a oportunidade de revermos o caminho e a caminhada. Faz-nos parar. O tropeço muitas vezes não consegue levar-nos a um estado de reflexão, mas só de reclamação. Às vezes, tropeçamos, nos recompomos e continuamos na mesma jornada, no mesmo caminho, da mesma forma, sem nos permitirmos a chance de repensar, reavaliar.

Está preocupado com a queda, com os seus efeitos? Tolice! O fracasso de alguém não está na queda. Está em permanecer caído. Levante-se. Essa é a hora. Chorou, esmurrou, sofreu com a perda, com a queda, com a interrupção do sonho? Pois é hora de se erguer, de prosseguir, de retomar a caminhada em outro caminho, ou de retomar o caminho com uma nova caminhada. Mas é imprescindível que se erga. Que saia deste estado.

Finalmente, a parte prática, menos lúdica. Como reconstruir o que foi outrora perdido? Um grande exemplo de atitude correta diante da necessidade da reconstrução está em Neemias, nos seus capítulos 1 e 2. Como é muito extenso, vou deixar que você leia depois, com calma. Mas em síntese, Neemias passa pelas seguintes etapas descritas abaixo, e que sugiro para você também, se estiver passando por uma situação como essas.

1. Em primeiro lugar, tenha a consciência dos motivos que levaram à queda, à destruição. E isso você consegue conversando: consigo mesmo, com os mais próximos, desde que sejam sinceros, e também, e principalmente com Deus.

2. Depois, é necessário reconhecer todos estes fatos, situações e motivos como erros, como desacertos. Você não pode ser complacente, inventar desculpas, ou tentar justificar os porquês. Admita. Aconteceu!!!

3. Em seguida, é necessário criar interiormente uma atitude de repulsa a isso, de vergonha, de repúdio, de raiva. Depende da situação. Algo que lhe impulsione a mudar o quadro. Se você criar em si mesmo conformação, você cairá no poço da acomodação, da satisfação. E isso pode te deixar no chão.

4. Prosseguindo, é preciso se estabelecer o novo plano, o plano de reconstrução. É preciso definir as novas bases, os novos caminhos, os novos ingredientes da obra, das relações, dos negócios, enfim, daquilo que foi destruído.

5. Por fim, é necessário agir, empreender esforço, despender energia.

Nossa vida, nosso presente e futuro, e também Deus nos chamam sempre para reconstruirmos nossas vidas em todas as áreas que foram afetadas pela ação do tempo, da morbidez, da acomodação, da complacência, do engodo, do engano, da subjetividade. Levante-se, erga-se e caminhe firme para a reconstrução. O Senhor te dará forças. Amém?

Compromisso de hoje: Vou me levantar e continuar minha caminhada! Nasci para caminhar, para prosseguir, para viver, e não para parar.

Abraços, bênçãos e SUCESSO!



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