Café com ADM
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Caiu a máscara!

O Deputado Roberto Jefferson se dispôs, em seus depoimentos à Comissão de Ética e à Comissão Parlamentar de Inquérito Mista, a tirar a máscara de uma grande parte dos políticos e acabar com a hipocrisia que sempre marcou as atividades da maioria dos candidatos a Presidente da República, Governador, Prefeito, Senador, Deputado e Vereador. As afirmações dele sobre o financiamento das campanhas políticas e sobre as prestações de contas são irretocáveis, porque na realidade poucos são os que dizem a verdade. E o mais intrigante é que ninguém, nenhum Deputado ou Senador presente, e olha que havia muitos, contestou as suas declarações. Alguns financiadores de campanha não querem aparecer na prestação de contas e raramente os candidatos declaram tudo o que receberam. Há casos em que os empresários não querem assumir o apoio a determinado candidato para não desagradar os outros, porque querem sempre estar bem com o poder e há também aqueles que querem, depois do candidato eleito, levar alguma vantagem, o que caracterizaria o já tão falado toma lá dá cá, se o seu nome ou o nome de sua empresa aparecesse na prestação de contas. Surgem então os famosos laranjas, que emprestam o seu nome para esconder os verdadeiros doadores, que preferem ficar no anonimato. A grande verdade é que o candidato finge que presta contas e o TSE finge que fiscaliza. O Ministro Carlos Velloso declarou, publicamente, com todas as letras, que o TSE não tem como fiscalizar as prestações de contas e os gastos de campanha. Haveria a necessidade, segundo o Ministro, de uma denúncia por parte de um Partido ou de um candidato. Mas quem pode denunciar? Quem pode atirar a primeira pedra? É um grande jogo de faz de conta! Há campanhas milionárias, em que o candidato declara, cinicamente, que gastou uma quantia insignificante e tudo fica por isso mesmo, sem contar as extorsões que são feitas junto aos fornecedores do governo, tanto federal, como estadual ou municipal, que, logicamente, nunca aparecerão na prestação de contas. Busca-se uma solução para o problema, com a proposta do financiamento público das campanhas políticas, que tem aspectos positivos e negativos, mas jamais vai evitar que candidatos e Partidos continuem se beneficiando de doações clandestinas. Esses valores poderão ser menores, se houver, realmente, uma fiscalização eficaz e se a lei for aplicada com rigor, o que nem sempre acontece, face às lacunas da própria lei e a dificuldade de se apresentar provas idôneas para provar o crime eleitoral. A verdade é que como está não pode continuar! Alguma coisa precisa ser feita. E com urgência! . . .
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