Buscando um up na carreira, encontrei um up na vida

Vida real de empreendedora exige esforço, foco e muito poder de resiliência

Quando iniciei minha carreira empreendedora já sabia que ia ser difícil. Afinal, 80% dos pequenos negócios que nascem no Brasil não completam 1 ano de trajetória. Imagina sobreviver num ano de crise como este? Porém, como o empreendedorismo me escolheu e não sou de fugir de uma boa briga, vamos lá equilibrar todos os pratos e aproveitar as dores e as delícias desta nova empreitada. Definir metas, traçar objetivos e colocá-los em prática é a minha missão: agora é fazer acontecer.

" Nunca, nunca, nunca, nunca... desista." Winston Churchill

A parte boa é poder ser seu próprio chefe, e a parte ruim: ser seu próprio chefe :). Isso mesmo, pois a essência do empreendedorismo é desenvolver a habilidade de colocar todo o projeto rodar atuando em todas as pontas...ufa! Tarefa nada fácil, mas quem disse que seria?

- Fazer bem feito o que se ama: parte muito, muito boa! Atuar no que se ama faz a adrenalina ir as alturas, dá brilho no olho. Contribuir com o crescimento do outro e com o nosso não tem preço.

- Comunicação digital: parte boa! Cuidar de site, de fan page, de página de captura, incentivar curtidas no face, acompanhar as curtidas dos colegas que estão lá convidando para prestigiá-los, ligar o PAV, montar e-mails para retornos do PAV, montar ebook, criar posts, desligar o PAV para montar de novo, e tem mais um webinário imperdível!

- Buscar formação: parte boa! Mais capacitação porque nunca basta o conhecimento que temos, e aproveitar o bônus é essencial para otimizar custos. Confesso que adquiri até cursos que ainda nem iniciei...mas estão lá, me esperando!

- Buscar parcerias: parte boa! Novas oportunidades nascem, novas ideias, novos projetos... e quantos projetos! Por isso o Brasil é hoje a capital do empreendedorismo, porque as pessoas estão com vontade mesmo de crescer, de ir em busca do novo, de superar seus desafios, de meter a cara.

- Captar novos clientes: parte muito boa! Ampliar horizontes, conhecer gente nova, cheia de sonhos e necessidades. Ajudar, contribuir e ainda ser remunerado?

- Tempo escasso: parte boa! Quem quer ter tempo disponível na agenda? Tempo sobrando para ir a shoppings e ter uma vida morna, sem frio na barriga, sabendo o que vai encontrar ao dobrar a esquina?

- Pagar o preço pelos erros: parte boa! Poder errar e assumir que o maior prejudicado somos nós mesmos. Poder pedir desculpas pra poder resgatar a relação sem receio de paranoias ou entender que o investimento num produto não agregou o esperado mas deixou uma lição inestimável?

Ser águia dói e com as dores chegam as lições de vida, os novos amigos, as novas verdades, os novos cansaços e as novas esperanças de uma vida melhor, com mais brilho, com mais propósito. Poderia ainda acrescentar muitas partes boas e certamente outras nem tanto. Mas confesso que hoje só escolho as partes boas, pois foi assim que ao buscar um Up na carreira eu encontrei o Up na vida. Afinal de contas, vida empreendedora é só para os fortes: aconteça o que acontecer não pare de respirar.

Publicado originalmente no LinkedIn

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