Brasil, um país subadministrado

Brasil, um país subadministrado. O Japão uma nação destruída no pós-guerra, só tinha uma alternativa a fazer, utilizar os recursos que sobraram das ruínas. Diante das circunstâncias os japoneses foram muito criativos e inovadores, não existia matéria-prima, não existiam recursos financeiros, os produtos produzidos anterior a guerra eram considerados de baixa qualidade, o único recurso que restava, e, era o mais importante patrimônio do país e das organizações estavam desmotivados, carentes, cansados e psicologicamente incapazes de reação: as pessoas daquele país. Nesse período o professor Peter Drucker (O Papa do Management Atual) foi influenciador do desenvolvimento do Japão seja nas organizações privadas e públicas. Pois há 60 anos atrás ele editava em forma de livros e artigos a importância das pessoas como patrimônio das empresas e a sociedade como fonte sustentável de cultura e progresso interno de um país. Diante dos ensinamentos de Peter Drucker, o Japão reverteu sua situação interna e externa, criando os empregos vitalícios e desenvolvendo a motivação das pessoas com a teoria do sistema social, onde as empresas deveriam ser a continuação da família das pessoas, e estas procurassem desenvolver de forma pessoal seu papel na sociedade e no progresso do país. Hoje, após 60 anos o Japão é a segunda maior potência econômica e tecnológica do planeta. Resumindo à administração do Japão utilizou de forma racional o recurso que lhe cabia naquela situação, originando riqueza e sabedoria. Existem países que sabem administrar as riquezas internas e os recursos disponíveis para o desenvolvimento da sociedade e das organizações. Ao contrário do Japão, o Brasil é um país sub-administrado. Existem vários recursos, as riquezas naturais são imensas, a matéria-prima está aqui, as pessoas são criativas e inovadoras, as empresas tem potencial de crescimento, as organizações sem fins lucrativos expandem suas fronteiras e as exportações é mais uma fonte de crescimento e renda. Como afirma Peter Drucker: não existem países desenvolvidos e subdesenvolvidos, mas sim países que sabem administrar a tecnologia existente e seus recursos disponíveis e potenciais e países que ainda não o sabem. Em outros termos, existem países administrados e países subadministrados. Essa afirmação reflete de maneira global e sintetizada o que acontece com nosso país. Ricos e famintos, subdesenvolvidos com recursos de sobra, mal administrados ou sub-administrados, vendemos o recurso, a matéria-prima e compramos o produto, tecnologicamente consumidores não fornecedores, entregamos o peixe, mas não ensinamos a pescar. Isso tudo corrompe a administração de qualquer organização, seja ela pública ou privada, pois é realizada por interesses individuais. Diferente de outros países onde existem Administradores no alto escalão do governo, no Brasil a realidade é uma minoria. Existem advogados, economistas, médicos e engenheiros. Qual dessas profissões estudou disciplinas como a Teoria das Organizações, Administração Financeira e Orçamentária, Teoria Geral da Administração, Desenvolvimento de Novos Produtos, Administração de Recursos Humanos, Psicologia, Comportamento do Consumidor, Administração da Produção, Matemática, Filosofia, Metodologia, Marketing, Estudo dos Mercados, Empreendedorismo, Exportação e Importação, Estratégias de Comercialização e muito mais? Nenhuma outra profissão é tão completa e complexa, e a Administração é esquecida quando são realizadas entrevistas sobre o futuro do Brasil, cenários futuros, estudos econômicos, gestão empresarial, empresas, planejamento e riqueza do país. Está na hora dos governantes procurarem profissionais capazes de administrar o país, seus municípios e estados. Profissionais capacitados que tenham visão de futuro, que tenham capacidade de implantar métodos administrativos para os cargos executivos como a Meritrocacia e motivem as empresas e as pessoas a produzirem mais e mais, criando riqueza interna, distribuindo essa riqueza de maneira correta e disciplinar. Administradores que utilizem os recursos naturais, humanos e financeiros para que o Brasil se torne primeiro, uma potência interna, minimizando o abismo social da população e vendendo os produtos internos após serem beneficiados, e não apenas em forma de matéria-prima, deixando de criar novos empregos, retorno financeiro, consumo e renda e riqueza interna. Com o crescimento interno podemos delinear de forma organizada o crescimento externo. Conhecer o mercado-alvo, seu comportamento e suas percepções. Desenvolver produtos brasileiros para satisfazer as necessidades do consumidor de outros países, com uma marca forte, mostrando qualidade na produção e nos serviços oferecidos. Só assim podemos obter um crescimento a longo prazo para nosso país, com objetivo de obter riqueza a partir de uma administração realizada por conhecedores do assunto e não por pseudo-administradores que passam dois anos do governo tentando entender quais são as fórmulas para se calcular o PIB de um país, ou não sabem falar outra frase senão desenvolvimento sustentável. Somente com administradores podemos ser um país bem administrado.
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