Brasil Um País de Sonho ou de Atitude?

Vivemos no Brasil, país latino, de uma rica herança cultural, étnica e religiosa. E isto caracteriza, como não poderia deixar de ser, nosso estilo empresarial.

Vivemos no Brasil, país latino, de uma rica herança cultural, étnica e religiosa. E isto caracteriza, como não poderia deixar de ser, nosso estilo empresarial.

Somos um país muito dedicado ao sonho. È claro que sonhar é importante, mas sonho sem atitude é delírio!


Em geral, as pessoas se prendem demais aos sonhos e à esperança. Esquecem que o sonho é apenas um combustível que, sem motor perde a função. Esquecem que a esperança só faz sentido quando é ativa, quando esperamos por um objetivo pelo qual estamos efetivamente lutando. Esta prática de ficarmos sempre aguardando na expectativa da queda da taxa de juros, na expectativa de uma retomada do crescimento, torna o nosso empreendedorismo lento, chegando mesmo a descaracterizá-lo.

Claro que a observação de cenários e tendências faz parte das competências essenciais de todo bom administrador; é evidente que tentaremos sempre reduzir as incertezas e minimizar os riscos, mas cristalizar estas práticas é viver a reboque da economia e não atuar como um verdadeiro agente econômico.

Ao persistirmos neste comportamento reativo, estaremos mantendo a economia sempre frágil, como uma espécie de doente que só decidimos medicar quando dá sinais de melhora e que não pode melhorar se não for medicado antes.

Discutimos o que faríamos se as condições fossem melhores quando deveríamos debruçar nosso talento sobre o que fazer com as condições atuais e como as ações de agora vão repercutir sobre o curto, médio e longo prazo. Temos que implantar uma consciência empresarial que migre de uma administração reativa para uma administração preditiva.

Aristóteles dizia que somos o que repetidamente fazemos. Por esta sábia definição podemos retratar como ainda somos incrivelmente reativos e retóricos. Passamos dias e meses discutindo a corrupção, a taxa de juros, quando a questão é: o que de concreto eu posso fazer para colaborar com o avanço destas questões? Não podemos perder tempo apenas questionando teoricamente a Economia do país. Utilizemos este tempo para administrar efetivamente as pessoas, processos e percepções que compõe o nosso negócio e repercutem sobre o país. Nossa empresa é vitoriosa quando existe uma forte visão compartilhada por todos os que a compõe, um senso comum alimentado por uma filosofia que nos conduza a atitudes vencedoras, ou seja, escolhas que nos tornam melhores, mais competitivos.

Neste exato momento, enquanto decresce em termos sutis a taxa de juros, coisas mais importantes acontecem dentro da sua empresa: desalinhamento entre os departamentos de marketing e vendas (historicamente desencontrados por falta de uma linguagem comum e de um relacionamento horizontal); problemas de logística e distribuição ainda relegados para o amanhã; uma força de vendas que continua privilegiando produtos e relegando o mix por comodismo; ingerências ocasionadas por questões de uma administração familiar em conflito com decisões de caráter eminentemente técnico; problemas de relacionamento e imaturidade que tornam lentos os processos e prejudicam decisões, etc.

Tudo isso não depende da taxa de juros, nem de CPIs, tão pouco se resolve com sonhos e esperanças.

Depende de cada um de nós o Brasil deixar de ser um país de sonhos e esperanças e passar a ser um país de atitude: Atitudes Vencedoras!

Carlos Hilsdorf

Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha). Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV e consultor de empresas. Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero. Referência nacional em desenvolvimento humano. Site oficial: www.carloshilsdorf.com.br

Acompanhe as novidades no Twitter: www.twitter.com/carloshilsdorf

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