Brasil: da lama à zika

Já passou da hora de vivermos apagando incêndios e passarmos a ter uma postura mais preventiva, a fim de que novas lamas de Mariana e epidemias de zika não se repitam.

Enquanto o noticiário nacional dá ênfase ao prenúncio de uma "Operação Odin" contra Lula e sua turma, o país tem ganhado destaque internacional por outros dois eventos que também remetem à nossa incipiente cultura em gestão de riscos: o desastre ambiental de Mariana (MG), que chega ao seu 3º mês sem um plano de contingência bem estruturado e efetivo, e a epidemia do vírus zika.

Sobre o rompimento das barragens de uma mineradora na região do Quadrilátero Ferrífero, trata-se do maior desastre ambiental já ocorrido no Brasil, atentando contra a imagem do país perante a comunidade internacional, já saturada da falta de diligência de nações como China e Brasil em atuar de maneira intensiva na prevenção de incidentes que resultem na degradação do meio ambiente.

Em vista disso, situações como as de Mariana, do desmatamento da Amazônia para expansão de atividades agropecuárias e da poluição do ar e dos rios na China preocupam e são alvos de críticas de um mundo cada vez mais preocupado com sua sustentabilidade.

Acerca da zika, doença advinda da falta de controles sanitário e epidemiológico adequados durante a Copa do Mundo de 2014, torna-se uma grande ameaça para o país às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, sobretudo pelo risco de o vírus ser transmitido para atletas e turistas estrangeiros, aumentando, dessa forma, a velocidade e a intensidade de propagação do zika pelo mundo afora. Não por acaso, diversos veículos de comunicação internacionais vêm denominando os Jogos Olímpicos no Rio de "Olimpíadas da zika".

Infelizmente, é de se lamentar que fatos como os de Mariana e da zika venham a se somar a diversas mazelas que afetam o país e repercutir mundialmente, isso sem falar na corrupção epidêmica que vem sendo alvo da Lava Jato e das crises política e econômica.

Contudo, não basta lamentarmos. O momento é de fazer da queda um passo de dança e enfrentarmos as adversidades, da zika, passando por Dilmas, Cunhas, Renans e Piccianis e chegando na construção de um Estado mais eficiente, de um país mais competitivo economicamente e de uma nação mais justa.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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