Café com ADM
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"Brasil acima de tudo" inclusive pros "donos do Brasil"

Peculiaridades sobre o discurso do presidente eleito Jair Bolsonaro em relação a população indígena e suas tenebrosas ações para com o meio ambiente.

Sendo bastante questionado durante a corrida eleitoral pelo seus discursos conservadores a cerca das minorias socias como um todo, o então presidente eleito Jair Bolsonaro, após o resultado das urnas, voltou a comentar com bastante peculiaridade sobre assuntos que envolvem a demarcação de terras indígenas, cotas e políticas públicas.

Segundo o mesmo o objetivo do goveno, em suma, com a comunidade indígena é poder realizar um processo de integração do índio para com a sociedade porque, segundo o próprio ex-deputado, "eles querem o mesmo do que nós e são tratados como animais de zoológico". O mesmo ainda ressalta que "não custa nada buscar uma forma racional de explorar as riquezas que as reservas proporcionam, o mundo inteiro está de olho nelas".

Não é de hoje que os interesses do proletariado e dos intocáveis latifundiários, defendendos por Bolsonaro e a bancada Ruralista, são prioridade de um país que preza pela retomada do crescimento e do desenvolvimento economico baseado exclusivamente através do agronegócio, que por ventura, não vem sendo avaliado pelos órgãos internacionais de proteção ao trabalho escravo.

Certo que as demarcações de terras indíginas ou até mesmo a luta pela demarcação da terra se torna um imenso obstáculo para o então "progresso" do novo governo, que possuí uma ampla e grosseira defesa do cultivo das grandes monoculturas a todo custo, para sustenta o discurso de que a agropecuária e os movimentos associados são a única alternativa financeiramente viável para tirar o país de uma "crise" com víes político do que econômico.

Em nome desse discurso é correto afirmar que os sacrifícios devem partir de um povo ancestral, pioneiro e nativo de um país são historicamente explorado e socialmente desigual, porque, de acordo com visões conservadores e estupidamente equivocadas, "os índios querem o mesmo do que nós".

A ausência de empatia e de uma boa parcela de estudos de história fazem com que grande parte dos seus adeptos comprem essa idéia e tenham a capacidade de compactuar com pensamentos e concordâncias que entram em conflito com fatores e acontecimentos que se arrastam a séculos de estudo.

A pesquisa, a ciência e o conhecimento de modo geral não são bons amigos do governo Bolsonaro e de quase toda sua legião de adoradores, não pode se esperar portanto qualquer posição, idéia ou perspectiva de diálogo consistente e democrático vindo de condutas morais carregadas de ódio e de uma singularidade autoritária semigual.

Portanto, resta aos poucos amantes do saber uma esperança "divina" que irá prover de maneira "apocalíptica" uma "mudança" nos brasileiros, e de certo modo, na nossa densa - e confusa - nação.

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