Brasil 1 x EUA 4 em produtividade

Quando menos é mais. Porque os americanos são mais produtivos que nós brasileiros

Você se considera produtivo? Pesquisa realizada pela Conference Board, organização americana, pesquisou 60 países e avaliou a sua força de trabalho. E o Brasil, infelizmente, só ganha da China e da Índia em produtividade.

Em relação aos norte-americanos, o Brasil se aproxima da mesma estatística da década de 50: 4 trabalhadores brasileiros são necessários para alcançar o mesmo nível de produtividade de 1 americano. É de se lamentar! Mesmo com o avanço da tecnologia e automação dos postos de trabalho, o Brasil conseguiu recuar no nível de produção.

Os argumentos já são conhecidos por todos nós. Baixo nível educacional – enquanto nos Estados Unidos estuda-se em média 12 a 13 anos, aqui no Brasil a média é 7 anos; falta de qualificação – no Brasil as empresas investem muito pouco em treinamentos; gargalos na infraestrutura – rodovias em precárias condições, portos e aeroportos sem investimentos; alta carga tributária; e legislação trabalhista anacrônica.

Alguns destes fatores são que impede o Brasil de se tornar uma grande força de trabalho na economia. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o PIB no 1º trimestre deste ano sofreu um recuo de 0,2%, e a tendência é que feche o ano em recessão. Isso é péssimo para todos nós. Empregos deixarão de ser gerados e milhares de trabalhadores já estão sofrendo com o “fantasma” do desemprego.

Existe saída? Sim, e os empresários também precisam ajudar. Investindo mais na solução dos problemas de seus clientes, do que na venda simples de seus produtos e/ou serviços. O que isso significa? Que as empresas atentem para o fato de que hoje o cliente não quer ser mais um na multidão. Ele quer ter o seu problema resolvido e com o melhor atendimento. Isso demanda tempo, treinamento, pesquisa de mercado, investimentos e troca de experiências. Quantos trabalhadores são limitados no processo de criação dentro das suas empresas. Parece que é proibido pensar! Inovar! Palavras-chaves que possivelmente melhorarão o desempenho do trabalhador brasileiro. Outra situação intrigante dentro da legislação trabalhista, é que ela proíbe o empresário de remunerar àquele funcionário que produz mais. Coisas do passado que não cabem mais em pleno século 21.

Os empresários – com exceções é claro – olham os treinamentos empresarias como custo e não como investimento. Nos Estados Unidos a média de treinamento de um americano é entre 120 a 140 horas ano, e no Brasil não chega a 30. São números que nos deixam perplexo, mas que não podemos deixar de investir mesmo em momentos de recessão. Pois quando a economia voltar a crescer, com certeza, as empresas que continuaram investindo serão as primeiras a terem o retorno financeiro.

Seria repetitivo de minha parte falar que o Governo também precisa ajudar. Com estímulos à educação – cadê a Pátria Educadora? Reforma da Consolidação das Leis de Trabalho e Redução da carga tributária, principalmente a trabalhista. Já passou da hora do Brasil ser “passado a limpo”, para tornar-se mais produtivo e eficiente.

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