Brainstorming ou Brainwriting? Descubra a melhor forma de provocar a criatividade na sua equipe

Entenda como driblar os bloqueios e aproveitar ao máximo a criatividade

Brainstorming ou "tempestade de ideias" é uma técnica utilizada nas empresas para geração de ideias a qual, geralmente, é praticada em grupo.

Abaixo descreverei suas vantagens e desvantagens atrelando ao uso do novo conceito de brainwriting que chega ao mercado para otimizar este processo que exige criatividade.

Não existem regras para a sua prática, mas aqui vão algumas dicas para que se tenha um processo de brainstorming satisfatório. Segundo Alberto Dell´isola em seu livro "Mentes Brilhantes - Como desenvolver todo o potencial do seu cérebro", existem 5 importantes sugestões básicas:

  • Reúna uma equipe de no máximo 12 pessoas

A quantidade de pessoas deve ser controlada para que não se perca a concentração na atividade. Acima de 12 participantes a atividade tende a perder o foco e não ser tão produtiva. Dê preferência para pessoas de diferentes áreas e que estejam envolvidas no processo;

  • Foque na quantidade

Este é um estímulo às ideias diferentes. Portanto, não limite a quantidade de ideias a serem geradas. Quanto mais sugestões, melhor.

  • Suspenda o criticismo

Não julgue nenhuma das ideias, mantenha a equipe em um dinamismo constante para que não haja pausa nas sugestões. Não dê tempo para que os participantes "raciocinem", pois existe uma forte tendência de autocrítica e consequentemente bloqueio na sua participação. No entanto, é preciso conseguir dividir bem a atividade em duas grandes etapas: criação e avaliação.

  • Ideias inusitadas são bem vindas

Segundo, Dell´isola, a regra tem o objetivo de manter os participantes encorajados a sugerirem qualquer ideia. Mesmo que pareçam ambíguas ou desconexas, é possível que se encontre uma relação entre todos os conteúdos listados. Lembre-se de que, em um primeiro momento, a oportunidade é para gerar ideias e não de julgá-las.

  • Combine e melhore as ideias

Às vezes é preciso fazer um filtro nas ideias que surgem não com o intuito de modificá-las, mas sim, lapidá-las. Em um processo de brainstorming é muito possível que as ideias estejam próximas umas das outras embora os participantes não consigam perceber no momento de euforia. Dessa forma, a sugestão é que a cada ideia nova se faça uma associação às ideias anteriores.

Agora, temos que assumir que é raríssimo ver pessoas super a vontade em um processo como esse. É impossível acreditar que você não será julgado pela ideia que foi dada ou pelos possíveis comentários nos corredores depois da reunião. Os rótulos de que você não tem visão do processo ou ter a maturidade questionada por ter sugerido alguma ideia inusitada é algo que perturba qualquer processo de brainstorming. Sinceramente, não sei se a autocrítica é algo de efeito inibidor maior.

O fato é que por mais que esteja explícita a "boa vontade", é difícil encontrar algum ser humano 100% aberto à prática e que tenha total controle de suas emoções e pensamentos a ponto de não praticar um julgamento sequer. Profissionalismo ou não, maturidade ou não, o máximo que pode acontecer é o indivíduo guardar isso para si, o que ainda assim é considerado uma ameaça para alguns participantes.

Pois bem, foi com este ponto de vista que a professora Leigh Thompson, da Kellogg School of Management, nos EUA identifica alguns pontos negativos no brainstorming e sugere uma outra prática mais discreta e eficaz, o brainwriting, conforme publicação online da revista Época Negócios em 15/03/2015.

O brainstorming tem um poder de inibição muito grande. A partir do momento em que se começam a gerar as idéias, geralmente estas ficam concentradas em dois participantes que monopolizam mais de 62% da conversa, segundo Leigh, quando a prática é realizada por um grupo de 4 pessoas. Geralmente as primeiras ideias influenciam muito todo o decorrer da atividade, o que pode fazer com que o resultado final seja comprometido.

Para que esse efeito negativo não comprometa a criatividade dos participantes, Leigh sugere que a atividade seja realizada de forma anônima e que os participantes escrevam suas ideias em um pedaço de papel e depois sejam compartilhadas com o grupo. Dessa forma, existe uma garantia de que a experiência que cada indivíduo tem sobre aquele problema ou assunto será abordado no seu devido tempo sem atropelamentos ou preocupações exageradas sobre alguma possibilidade de exposição desnecessária.

É da natureza humana realizar julgamentos. Também é da nossa natureza proteger a nossa imagem. Praticar brainstorming e afirmar que a prática é sem julgamentos, por maior que seja o profissionalismo e o desejo de boa vontade, é difícil que isso aconteça dessa forma. É preciso entender o participante, o principal jogador, é preciso empatia, se colocar no lugar dele. É preciso estar atendo aos sinais e ser crítico a ponto de perceber a necessidade de driblar esses entraves. Aproveite ao máximo e provoque a livre e espontânea criatividade na sua equipe.

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