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BINGO! Liberação para Jogos de Negócios

Desde que a metodologia de jogos começou a ser utilizada em treinamento, ocorreu uma concentração de demanda pelo que conhecemos como Business Game, a tal ponto que a expressão logo nos leva a imaginar uma sala com computadores e participantes eufóricos em vencer os desafios contidos nos programas.

Desde que a metodologia de jogos começou a ser utilizada em treinamento, ocorreu uma concentração de demanda pelo que conhecemos como Business Game, a tal ponto que a expressão logo nos leva a imaginar uma sala com computadores e participantes eufóricos em vencer os desafios contidos nos programas. Muitas vezes o uso da informática era o primeiro deles.

Lamentavelmente a força do hábito acabou restringindo a utilização desta ferramenta poderosa, que é tão eficaz no diagnóstico organizacional (cultura, liderança, processos, padrões de qualidade, nível da comunicação, ética, globalização etc), quanto no desenvolvimento profissional (competências, atitudes e conhecimento).


Isso é possível porque a metodologia de jogos, quando aplicada em sua forma abrangente utiliza a representação do cenário onde o Jogo se desenrola, de forma reflexiva e didática. Assim é que, tudo o que acontece durante a realização de um Jogo, passa a integrar este Jogo e, assim, a brincadeira se transforma em realidade. Associe isto à experiência da cada participante e você terá um Jogo único, que jamais poderá ser repetido.

Mas como se dá esse processo? Ao sermos convidados a entrar em um Jogo, sem dúvida alguma tomamos algumas precauções; a primeira delas é identificar nossas habilidades em relação às regras e variáveis do jogo; conhecer nossos parceiros ou adversários; identificar chances de ganhos e detectar conseqüências de eventuais perdas; disponibilizar instrumentos e recursos para otimizar as operações do jogo, e daí por diante.

Quando nos envolvemos nos Jogos de Negócios, por vezes espontaneamente, por vezes por obrigação pessoal ou profissional, por estratégia, ou até por falta absoluta de opção, nem sempre tomamos esses cuidados indispensáveis, para que os resultados possam a aproximar-se de nossas expectativas.

E porque isso acontece? Porque embora consciente da necessidade de mudanças, o ser humano tende a agir no palco da vida, primeiramente, com o personagem que tem mais desenvolvido na sua estrutura interna (self). E, também seguindo as leis que regem a sua natureza orgânica na busca pelo equilíbrio, tende a fixar-se assim que pressente a possibilidade de estabilidade.

O reconhecimento das diversas alterações que podem ocorrer no ambiente, por meio da análise do impacto que provocam e da influência que podemos exercer, quando possível, nos permite agrupar as mudanças em quatro categorias:
mudanças cujo perfil desconhecemos; sabemos que serão capazes de provocar impacto (positivos ou não) em nosso ambiente;
mudanças cujo perfil conhecemos; em relação a elas não dispomos de condições de alterar seu curso ou impacto;
mudanças cujo perfil conhecemos; em relação a elas temos poder de influência/capacidade negocial de interferir em seu curso ou impacto;
mudanças cujo perfil conhecemos e em relação as quais temos total controle (há quem garanta que este quarto modelo é utópico);

Um dos pontos essenciais na entrada para esse Jogo é reconhecer o que o cenário nos reserva, mas parafraseando Confúcio, saber e não fazer, ainda é não saber. Por isso as empresas com perfil de competitividade neste universo contemporâneo vêm adotando a metodologia de Jogos como ferramenta auxiliar para o treino e desenvolvimento de suas equipes.

Utiliza-se o Jogo para que os participantes se envolvam em atividades simuladas, com monitoração e acompanhamento constante de forma a reproduzirem, eficientemente, fatos e situações encontradas na vida real.

O Jogo, para atingir seus objetivos deve permitir não só a utilização de recursos e tecnologias atuais, mas, e principalmente, a ação permanente dos personagens envolvidos, refletindo sobre suas atitudes e o impacto delas no resultado obtido. A integração e interação acontecem de forma natural, decorrências que são do processo de negociação entre todos os participantes.

Negociar, interagir, sentir-se integrado em processos produtivos pressupõe envolvimento, participação, comprometimento. Nisto o JOGO DE NEGÓCIOS é um instrumental eficaz. Permite a perfeita associação entre o indivíduo, sua percepção, suas atitudes, o impacto de suas ações no resultado final dos contextos nos quais se envolve, e a competência na utilização e otimização de recursos tecnológicos disponíveis.

O JOGO DE NEGÓCIOS permite que, de forma vivenciada, os profissionais acessem conceitos, teorias, e práticas utilizando o modelo que a andragogia contemporânea recomenda: fazendo, com envolvimento, interação e comprometimento, e, conseqüentemente, aprendendo e crescendo. Essa é a base constituinte do método e que lhe permite a aplicação em qualquer tema do universo empresarial. Apesar de estratégico, o Jogo não é apenas uma atividade para o desenvolvimento de estratégias.

Autores do Artigo:
Reinaldo Faissal e Francisco Bittencourt
Administradores, Mestres em Gestão Empresarial, Professores da FGV e Consultores.
Contatos 21 22203700 ou 11 50964482


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