Bill Gates: faça você mesmo e vença
Bill Gates: faça você mesmo e vença

Bill Gates: faça você mesmo e vença

“Existe uma maré nos negócios que, quando aproveitada, leva à fortuna. Devemos seguir a corrente quando ele passar ou perdemos a nossa oportunidade” (Bill Gates ao realizar citação de Shakespeare)

Na última postagem foi citada a “Trajetória de Bill Gates, o dono da Microsoft”. E, hoje, falamos sobre a continuação da trajetória do Bill Gates, com o título de “Bill Gates: faça você mesmo e vença”.

Bill é um marqueteiro sem rival, um temível estrategista de vendas. Com a mesma disposição que era capaz de desembolsar bilhões de dólares para pesquisar e desenvolver produtos que aplastem sua megarrival na Internet, na época a Netscape, ele era capaz de deslocar-se dos Estados Unidos para a Índia e o Brasil só para falar do sistema Windows ou do Microsoft Office, ou qualquer outra ferramenta-chave para impulsionar as vendas.

A postura agressiva de Gates está sendo posta à prova há muito tempo. Cresceu apoiado em parcerias com gigantes da estrutura da Intel, Compaq, Hewlett Packard, IBM e Apple. Mas jamais hesitou em travar uma guerra.

A IBM, que teimou em cultivar um inaceitável ecletismo foi a primeira vítima. Contra o colosso americano, que se recusava a descer do pedestal, onde oferecia do chip ao soft, da consultoria aos sistemas, ele brandiu o martelo da especialização.

Os ataques à pirataria modelam um ilustrativo pano de fundo para a índole guerreira de Gates. Em 1977, ainda no alvorecer da Microsoft, ele já disparava iradas cartas contra aqueles que copiavam o programa Basic, desenhado quando ainda estudava em Harvard. Mais tarde, sofisticou-se e tornou-se assíduo articulista de jornais e revistas. Tem tido imenso sucesso. Prega, de forma veemente, o respeito e a proteção à propriedade industrial.

Começou, de verdade, a encarar os desafios e a atacar os mitos que cercam esse inédito momento com o livro “A Estrada do Futuro”. Nele, a copiosa informação em torno das mudanças radicais da atividade econômica e seus impactos “perturbadores” combate a possibilidade de monopólio da alta tecnologia e rejeita a lenda de que um eventual controle da informação, propiciado pelos computadores, fará da existência, um dia, imagem e semelhança do pesadelo de "1984", o romance anti-stalinista de George Orwell. Gates costuma dizer que “o mercado é vibrante e rápido demais, e o mundo é muito mais competitivo do que as pessoas pensam. Se uma empresa descuida-se de melhorar seus produtos e concentra-se apenas no exercício do poder, será desbancada rapidinho”.

O renascimento da Microsoft não deixa margem a dúvidas. Os concorrentes ficaram espantados com a reação de Gates à Netscape, idealizadora do conceito de software navegador, que reinava absoluta no mercado da rede, onde circulavam mais de 50 milhões de pessoas, a caminho dos 100 milhões.

A verba de pesquisa saltou de 1,4 bilhões para 2 bilhões de dólares. Três mil pessoas foram contratadas para um novo departamento de Internet, o dobro do pessoal da Netscape, que faturava 36 vezes menos que a Microsoft, mas era ágil e conhecia bem o terreno em disputa.

Ao mesmo tempo, Gates lançava o Windows 95, com suficiente informação para administrar um arranha-céu do tamanho do Empire State, cercado de grande aparato publicitário e desembolsava centenas de milhões de dólares para promover seus produtos e iniciativas na rede. Logo o site Microsoft virou destino prioritário de peregrinação para “navegadores”. Na linha de frente, Gates passou o tempo todo bradando, à exaustão, que não admitia ser ultrapassado e dizia que: “se nós não fizermos, outros farão e ficaremos obsoletos”.

Na teoria, afirmava que a rede nascera para todos, mas na prática lançava-se para abocanhar a maior fatia possível de um mercado que está valendo bilhões de dólares.

Em 12 meses, o Explorer, programa de nível técnico equivalente ao Netscape, virou uma arma poderosa. A empresa evoluiu da desconfortável posição de recordista de vendas de anacrônicos softs de computadores de mesa, para a futurista liderança de produtos da Internet.

As ações da Microsoft escalaram mais de 50 pontos nos gráficos. Gates adicionou mais 5,5 bilhões de dólares à sua fortuna, então de 17 bilhões de dólares, que, no ano de 2010, estava avaliada em 53 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes. Atualmente, os valores das ações da Microsoft são de US$ 389,24 bilhões.

Nunca se tinha visto nada igual numa empresa tão grande. Nem mesmo Steve Jobs – fundador da Apple e inclemente adversário de Gates – deixou de admitir a derrota, afirmando que “a única coisa capaz de impedir a Microsoft de ser a grande vencedora na Internet é o Departamento de Justiça”.

Do alto do seu conhecimento enciclopédico, Gates, olimpicamente, preferiu responder, como se estivesse lendo num prompter as sábias palavras de Shakespeare, em Júlio César, dizendo: “Existe uma maré nos negócios que, quando aproveitada, leva à fortuna. Desperdiçada, toda a viagem da vida é passada em alta miséria. É nesse mar alto que flutuamos agora e devemos seguir a corrente quando ele passar, ou perdemos a nossa oportunidade”.

“Faça você mesmo e vença”, era o que Bill ouvia o tempo inteiro na confortável residência dos Gates em Seattle.

Espero que você tenha gostado do artigo “Bill Gates: faça você mesmo e vença!”.No próximo artigo irei escrever sobre a trajetória Flávio Augusto da Silva – um dos sócios do Portal Administradores –; e Carlos Wizard Martins – fundador de escola de idiomas Wizard. Aguardem!

Texto baseado no meu livro Montando e Mantendo o $eu Próprio Negócio

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