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Bibliotecas Acadêmicas

Na vida acadêmica, o acesso à informação é um fator fundamental para o desenvolvimento dos estudantes e a sustentação da pesquisa com o desenvolvimento científico. Assim, os acervos bibliográficos, tradicionais ou virtuais, assumem uma importância vital no cotidiano universitário brasileiro, influenciando fortemente a qualidade da educação nas unidades de ensino superior. Dados do INEP resultantes do Censo da Educação Superior de 2002 - mostram que nas faculdades brasileiras funcionam 3.259 bibliotecas, com aproximadamente 32,2 milhões de livros com títulos diferentes, reunindo 68,2 milhões de exemplares. A região Sudeste possui metade das bibliotecas universitárias do Brasil, concentrando 65,2% das publicações disponíveis desses acervos, tomando-se como referência à diversidade de títulos. A pesquisa do INEP registra também o quantitativo de periódicos nacionais e estrangeiros. De acordo com os dados fornecidos pelas faculdades, existem nas bibliotecas aproximadamente 3,4 milhões de periódicos, com 1,2 milhão de revistas internacionais. As bibliotecas das faculdades brasileiras emprestam, em média, 17,8 livros por estudante ao ano, somando 6,8 milhões de empréstimos. Para um total regular de 200 dias letivos anuais, isso equivaleria a 0,089 livros emprestados ao dia por aluno, o que é uma quantidade muito pequena na vida universitária, levando-se em conta a pouca capacidade financeira do estudante brasileiro para adquirir livros. Na questão do acesso à informação por meio da Internet, nas universidades e faculdades do País existem, em média, 9,5 alunos por computador conectados à grande rede, pelos dados do INEP. Conforme o levantamento, existem 367.813 computadores com acesso à Internet nessas instituições acadêmicas. Essa relação de alunos por computador equivale a uma média diária de aproximadamente uma hora de máquina por aluno, quantidade de tempo insuficiente para a produção de trabalhos acadêmicos, pesquisas e comunicações científicas. A vida acadêmica nas instituições de ensino superior não pode ficar restrita às anotações de sala de aula, nem às cópias de livros ou aos textos fragmentados. É preciso uma vivência intensa dos alunos com obras consagradas, com periódicos qualificados e as confiáveis fontes de informação, em bibliotecas agradáveis, acolhedoras e enriquecedoras de cultura. As bibliotecas devem ser uma continuidade das salas de aula, com grande quantidade de obras variadas e equipamentos que facilitem o desenvolvimento discente, possibilitando um democrático acesso às informações. Desconcentrar regionalmente bibliotecas, elevar a quantidade de títulos e qualificar tecnologicamente os acervos acadêmicos deve ser uma urgente ação de governo pela excelência em nossas faculdades.
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