O mercado brasileiro começa a mudar. Esse negócio de que Business Intelligence é coisa de empresa grande está virando passado. O BI torna-se cada vez mais acessível e é realidade entre as empresas de médio porte em faturamento - que começam a perceber a necessidade de se investir em tecnologia para sobreviver em um ambiente altamente competitivo. E se almejam ser grandes, têm de ter instrumentos de gestão adequados. Mas o que é Business Intelligence? BI é, como o nome diz, Inteligência de Negócios. Ou seja, a solução de BI deve ter recursos analíticos que ofereçam informações detalhadas e precisas aos executivos, agregando conhecimento específico que permitam tomar decisões e ter ações de negócios que não seriam percebidas por meio dos tradicionais relatórios e planilhas. Na prática, se o BI não tiver recursos para otimizar seus resultados através de técnicas analíticas específicas, realmente não é BI e sim um mero cruzamento de informações dos tradicionais cubos - típicos dos anos 90 - o que não agrega nenhuma inteligência de negócios aos executivos. O discurso é que a facilidade de cruzar dado trará ao executivo a flexibilidade necessária. Mas BI não é isso. Cruzar dados, manipular e gerar relatórios são conceitos das ferramentas de consulta e relatórios. Isto é, não passam de EIS (Executive Information Systems), criados na década de 80 e bem difundidos na década de 90, mas totalmente ultrapassados nos dias de hoje. Esse famoso "cubo mágico" é apresentado como se pudesse resolver tudo, mas não mostra os problemas que causa nos projetos, pois tem a estrutura definida em tempo de projeto. Isso significa que se o executivo mudar de idéia (porque o ambiente de negócios é extremamente dinâmico) é necessário envolver o DBA para remodelar e fazer nova carga no cubo, o que gera frustração aos executivos e altos custos para a empresa. O Business Intelligence também fará outra coisa: reduzirá a quantidade de solicitações de relatórios para a equipe de Informática, uma vez que as informações estarão disponíveis a quem mais requisita relatórios - o nível gerencial e estratégico. Acredita-se que 70% ou 80% do tempo de um profissional de Informática seja despendidos na geração desses relatórios e depois o problema muda de lugar - na configuração dos cubos necessários para o cruzamento das informações. Tempo e dinheiro mal aproveitados, pois quando os números chegarem às mãos do solicitante, provavelmente o cenário de negócios já terá sofrido mudanças, ou a necessidade seja diferente. Isso acontece porque, basicamente, as empresas de médio porte sofrem os mesmos problemas de seus concorrentes de grande porte: competição acirrada, busca por redução de custos, ou melhor, aproveitamento dos recursos existentes na empresa, identificação dos ralos de custos, entre outros itens que compõem a moderna panacéia administrativa - que exigem recursos precisos de análises e não simples cruzamentos de dados. Hoje, já é possível encontrar tudo isso em soluções de BI nacionais, que têm muito mais recursos analíticos que os similares internacionais. Ou seja, há softwares e empresas especializadas em BI premiadas e reconhecidas no exterior, como também existe, é claro, um monte de aventureiros que fazem de tudo para aproveitar a onda de BI no mercado. O mesmo ocorreu há alguns anos quando inúmeras empresas tornaram-se especialistas em CRM enquanto estava na moda e hoje são especialistas em BI. Logo, são especialistas em oportunismo. Entretanto, BI é bom e pode ser barato, mas é preciso cuidado para analisar e diferenciar o que existe no mercado, para não ter frustração de um projeto mal sucedido, justamente para a diretoria da empresa, pois o barato pode sair muito caro.

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    Flavio Jordão

    Flavio Jordão

    Profissional com mais de 13 anos em Gestão de TI, com forte atuação na Gestão de Pessoas, de Projetos, Treinamento e Serviços.

    Após graduação fez sua especialização em Gestão Empresarial, onde atuou em empresas de Treinamento e Certificação, Serviços de TI, RH entre outro segmentos.

    Atualmente faz atualização em Governança de TI na FGV.

    Algumas áres de atuação são, Consultoria, TI, Treinamento, CallCenter, Comercial Vendas e Gestão Administrativa e Gestão de Projetos.

    "O maior valor de uma empresa está nas pessoas"
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