Balanço de um país ao fim de um mês

Não adianta esperarmos sentados por um milagre que não vem ou por um salvador nacional que não existe. Não há colheita sem plantio, tampouco salvação sem fé e trabalho dedicado.

Após um mês de fortes emoções, que começou com pautas-bomba e terminou com orçamentos explosivos, uma constatação ficou bem evidente: nunca antes na história deste país carecemos de um projeto de desenvolvimento de longo prazo. E isso vem se refletindo na forma como a macropolítica nacional vem se comportando nos últimos tempos: na base do improviso.

Para começar, temos a falta de direcionamento das ações do Poder Público em relação ao país que almejamos. Faltam projetos estruturantes que alavanquem a competitividade nacional e sobram iniciativas de encarecimento do Custo Brasil, tendo o recrudescimento da CPMF como ponto alto dessas discussões.

No plano político, vemos as três principais forças (PT, PMDB e PSDB) articulando-se pela tomada do poder de fato. Enquanto isso, “exércitos” à esquerda e coxinhas à direita se enfrentam e se agridem com ofensas e ameaças físicas, restando o povo brasileiro ao centro desse fogo cruzado.

No plano socioeconômico, vivemos uma nação em deterioração pela falta de previdência, gerencialismo e de espírito público dos que estão à frente do país. A Lava-Jato está aí para não deixar que esqueçamos disso. E contra fatos, não há argumentos, militâncias, tampouco marqueteiros partidários: em cinco anos, regredimos vinte. E pensar que, em outros tempos, éramos uma nação conhecida e respeitada por pensarmos cinquenta anos em cinco. Agora, só resta o Brasil do desemprego crescente, do PIB em queda e da inflação em alta, além do sentimento de que o “jeitinho” de outrora não dá mais jeito em nada.

Portanto, fica a seguinte reflexão: aonde queremos chegar como nação? Acabou o tempo de procrastinar e chegou o momento de refletirmos sobre isso, sob o risco de passarmos por um processo de “venezuelização” da política, da economia e da sociedade. Não adianta esperarmos sentados por um milagre que não vem ou por um salvador nacional que não existe. Não há colheita sem plantio, tampouco salvação sem fé e trabalho dedicado.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

ExibirMinimizar
Digital