Café com ADM
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Avaliando a gestão de organizações sem fins lucrativos

A performance de sociedades empresariais é medida, na maioria das vezes, por indicadores econômicos e financeiros tais como rentabilidade, lucratividade, capacidade de geração de caixa, liquidez e endividamento. No entanto, com relação às organizações sem fins lucrativos, outros fatores podem indicar se uma entidade está ou não cumprindo o papel previsto em seu objeto social. Com isso, é necessário que se determine, inicialmente, como deve ser definido o desempenho de instituições que não visam o lucro como objeto. Por exemplo, em um sindicato, o que pode determinar se ele cumpre bem o seu objetivo? Talvez o sucesso das convenções anuais, ou a quantidade de benefícios extras adquiridos para uma determinada classe de trabalhadores. E em uma instituição de saúde, como podemos avaliar seu desempenho em termos assistenciais? O percentual de sucesso da prevenção de doenças seria um indicador, além do aumento dos procedimentos médicos realizados num período de tempo, ou ainda, a quantidade de idosos que conseguiram atendimento e a melhoria geral da saúde da população assistida pelos programas sociais. Uma outra grande pergunta que se deve fazer, em instituições sem fins lucrativos, é se os escassos recursos econômicos estão sendo aplicados exatamente onde estão os resultados. Peter Druker em seu livro Administração de Organizações Sem Fins Lucrativos, nos adverte: Acreditar que tudo aquilo que fazemos é uma causa moral, que deve ser perseguida haja ou não resultados, é uma tentação perene para os executivos de instituições sem fins lucrativos. Porém, mesmo que a causa em si seja moral, é melhor que a maneira pela qual ela é perseguida produza resultados. O verdadeiro papel das entidades do Terceiro Setor é o de produzir mudanças em sua população, sejam elas ligadas à saúde, à educação, às condições de sobrevivência, etc. Com isso, ao medir o desempenho dessas instituições devem ser observadas as metas definidas pela organização, se sua missão está sendo cumprida e se seus serviços estão alcançando as pessoas a que se destinam, e, por fim, se esse papel está sendo cumprido com a eficaz utilização dos recursos econômicos. Portanto, mesmo as instituições cujo lucro é atividade meio e não fim, podem ser avaliadas segundo critérios econômicos e financeiros, desde que para isto se tenha o cuidado de observar se a missão da organização está sendo levada a cabo e se ela está efetivamente sendo um agente de mudanças humanas.
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