Até que ponto a gestão de um país inteiro pode ficar nas mãos de políticos?

Que a política é importante para a condução da engrenagem da “grande máquina” em termos de liderança e sincronismo de movimentos que devam buscar a sua máxima eficiência, não há dúvida. Por outro lado, sabe-se que somente um gestor propriamente dito é que tem os subsídios necessários para administrar com responsabilidade e efetividade

Essa é uma questão que exige cuidadoso grau de reflexão, pois é uma situação capital que decide o futuro de toda uma nação. Que a política é importante para a condução da engrenagem da “grande máquina” em termos de liderança e sincronismo de movimentos que devam buscar a sua máxima eficiência, não há dúvida. Até porque a política existe para criar um ambiente de contínuo diálogo entre os diversos atores que formam a sociedade, como o cidadão comum, empresários, especialistas, acadêmicos, organizações não governamentais, entre outros. Cada qual com seu ponto de vista e seus próprios interesses que devem ser acolhidos, discutidos, medidos e conduzidos pelos representantes da nação através do diálogo aberto e constante com toda a sociedade em busca do bem comum.

Infelizmente, não é bem assim que as coisas acontecem e as inconformidades da máquina são percebidas, inclusive, pelos espectadores mais distraídos. Certamente não é pelo grande volume de divergências presentes nas discussões de rotina de nossos representantes, afinal as divergências são saudáveis quando balizadas no sentido de alcançar a melhoria para o bem comum. Porém, essas mesmas divergências tornam-se corrosivas quando percorrem o caminho dos interesses individuais e partidários em detrimento do coletivo. Nesse ponto, é impossível alcançar a sinergia necessária para direcionar esforços necessários para o alcance do objetivo maior: o bem comum. E aí, a máquina emperra.

Por outro lado, é impossível não ficar imaginando sobre a formação dos nossos representantes e procurar explicações que convirjam para a falta de certo nível instrucional de alguns, inclusive, o mínimo exigível. Ao mesmo tempo, não posso deixar de pensar em quantos daqueles são gestores de verdade, ou seja, administradores de formação e carreira. Também não posso deixar de puxar a “sardinha para o nosso lado”, afinal, sabe-se que somente um gestor propriamente dito é que tem os subsídios necessários para administrar com responsabilidade e efetividade. Ao refletir sobre tal situação, posso considerar que muito das inconsistências e mazelas que se apresentam no cenário atual partem da falta de uma gestão adequada e orientada ao desempenho que só pode ser alcançado sob a batuta de um administrador de verdade.

Portanto, ao considerar os dois lados da reflexão percebemos que a técnica e a política são dois mecanismos que precisam estar em constante harmonia para que a máquina funcione de forma efetiva. O alinhamento deve existir para que o conjunto da obra apresente os melhores resultados possíveis. Não é uma questão de limitar o exercício político à figura exclusiva do administrador, longe disso, até por que existem excelentes profissionais de outras áreas que podem contribuir de forma substancial para a construção das políticas de diversas áreas (como infraestrutura, produção, finanças, economia, tecnologia, legislação, tecnologia, etc). O fundamental é considerar a figura do administrador nos processos de tomadas de decisões, pois somente estes profissionais têm os subsídios necessários para apoiar da melhor forma tais decisões.

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