Até onde queremos chegar como nação?

Não existe vitória sem trabalho árduo, tampouco milagre sem fé e obra.

De férias em relação aos estudos, este que lhes escreve vem aproveitando o tempo livre para ler algumas revistas e jornais, já que a Administração, assim como a Filosofia, é uma eterna busca pelo saber.

De imediato, o que vem ganhando destaque na mídia, além da crise na Grécia e do avanço do Estado Islâmico no Oriente Médio, é o atual cenário de instabilidade político-econômica do nosso Brasil.

E o que isso tudo tem a ver conosco?

Pois bem. Há múltiplas formas de explicar isso.

Como pessoa, a atual crise político-econômica brasileira mexe com a nossa “zona de conforto”: nossos empregos ficam ameaçados, nosso poder de compra diminui e aquele crediário para comprar o smartphone do momento, um tablet ou uma televisão de LED maior e mais moderna fica mais difícil e caro.

Como cidadão, vemos nosso país entrar num quadro de instabilidade social estimulado pela crise político-econômica que se agrava pela falta de compromisso e de escrúpulo daqueles que deveriam representar e assegurar os interesses da população: nossa pátria educadora carece de escolas e professores, a saúde para todos carece de hospitais e médicos e a segurança das pessoas fica acuada diante da escalada de poder do crime organizado, não importando se este anda de fuzil na mão pelas favelas ou de terno e gravata por diversas repartições públicas espalhadas pelo país.

Como profissional de Administração que teve sua vida pautada pela crença na educação como instrumento de transformação pessoal, pelo trabalho e por uma postura ético-profissional ilibada, fica a indignação por ver um grupo de pessoas se valendo da assimetria de informações em relação à sociedade e dos recursos da Administração Pública para instaurarem uma Nomenklatura à imagem e semelhança daquela que se apoderou da extinta União Soviética e que só trouxe atraso econômico-social para as 15 repúblicas que compunha esse Estado bolchevique.

Porém, não basta apontarmos os erros sem propormos soluções para eles. E estas soluções passam pela nossa mudança de comportamento em relação a nós mesmos, ao próximo e à forma como enxergamos e interagimos com o nosso meio social. Afinal de contas, o ser humano não é uma ilha, tampouco um perfil estático de Facebook ou Twitter. Ele é parte de um corpo social, do qual recebe insumos e para o qual transfere outputs.

A começar, precisamos nos tornar pessoas melhores. Depois, ajudar a quem queira se ajudar e busca ajuda. E, por fim, fazendo a diferença como cidadão: escolhendo as pessoas certas para os lugares certos, fiscalizando as ações de quem nos representa e exigindo que nossos representantes façam a coisa certa da maneira certa no momento certo, tal como ocorre na relação principal-agente existente entre os acionistas e os executivos de uma empresa. Afinal de contas, o Brasil não é feudo, tampouco quintal da casa da Dilma, do Temer, do Renan, do Cunha, do PT, do PSOL, do PMDB, do PSDB ou do XPTO. O Brasil é de todos os brasileiros e, portanto, deve ser para todos os brasileiros.

À luz do exposto, fica o recado: quem não escuta cuidado, escuta coitado. Se não quisermos que nosso cenário político-econômico nacional se agrave ao ponto de se tornar uma crise grega ou que extremismos sociais surjam em nosso país a exemplo do que vem ocorrendo no Oriente Médio, precisamos fazer a nossa parte como pessoas, cidadãos e profissionais. Não existe vitória sem trabalho árduo, tampouco milagre sem fé e obra.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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