Assuma seu lugar no mercado. E logo!

Nos dias de hoje, a competição entre os concorrentes é tão acirrada que uma empresa não pode mais se dar ao luxo de trabalhar em apenas uma linha estratégica.

Nos dias de hoje, a competição entre os concorrentes é tão acirrada que uma empresa não pode mais se dar ao luxo de trabalhar em apenas uma linha estratégica.

Estas linhas, definidas por Michael Porter, como liderança em custos, diferenciação e segmentação de mercado abrem espaços para novos objetivos de desempenho organizacional, sem perder a máxima objetividade e a capacidade competitiva de cada uma. Relembrando os conceitos, temos que:

1- Na liderança em custos, a empresa busca uma economia de escala, reduzindo os custos em todas as áreas, visando uma maior lucratividade através da margem existente entre o custo final e o preço de venda.


2- Na diferenciação, a empresa busca criar a percepção de algo novo, muitas vezes exclusivo, para o seu cliente.

3- Na segmentação de mercado a empresa atua para atender um grupo de clientes, reunidos através de critérios específicos.

Estas três linhas estratégicas nos dias de hoje devem ser trabalhadas em conjunto para que se possa elevar ao máximo o valor fornecido ao cliente, através dos cinco objetivos de desempenho, creditados a Nigel Slack. O conjunto desses objetivos de desempenho se traduzem na eficiência sobre cada uma das atividades desenvolvidas na organização:

É necessário que a organização obtenha vantagens em qualidade, reduzindo ao máximo possível as suas falhas em todos os seus processos.

Também é necessário para a organização busque agir sempre com um máximo de vantagem em velocidade exatamente por conta da competição dos dias de hoje.

É necessária a manutenção de todos os prazos acordados, tanto com fornecedores quanto com os clientes, ressalvo internos e externos, pois isso garante uma vantagem em confiabilidade.

Também é necessário ser capaz de atender especificamente cada necessidade de seus clientes e isso se traduz em uma vantagem em flexibilidade.

E por fim é preciso oferecer um máximo de valor para os clientes gerando o máximo de lucratividade, o que se traduz como obter uma vantagem em custos. Manter toda a atenção para o fato de que oferecer o máximo de valor não significa a vender o produto mais caro, mas o desenvolvimento de um conjunto de valores atribuídos a cada produto e serviço a um custo justo, dentro da linha estratégica definida.

A corrente preocupação da gerência competitiva em diluir esses conceitos como fundamentação estratégica para o desempenho organizacional passa por conhecer cada pessoa, produto (bem como sua família e linha de produção), a atuação da empresa, oferecendo o conhecimento mercadológico e de posicionamento importantes para uma melhor atuação sobre o conjunto de forças competitivas que agem na indústria especificamente.

Três instrumentos serão importantes para dar início a essa fundamentação estratégica:

A Análise de SWOT permite conhecer os pontos fortes e fracos da empresa, seus produtos, bem como às suas famílias e linhas de produção, possibilitando confrontá-los com as ameaças e oportunidades oferecidas pelo mercado; O conhecimento sobre os pontos fortes e fracos da organização e das oportunidades e ameaças oferecidas pelo ambiente onde esta organização está inserida é a base para a montagem de uma matriz, onde é possível desenvolver estratégias específicas sobre cada um dos pontos de atuação. Deste confronto devem sair as principais idéias no delineamento das diretrizes para a eficácia organizacional.

A Matriz BCG, desenvolvida pela consultoria americana Boston Consulting Group, vai permitir identificar e atuar sobre o posicionamento mercadológico de cada produto e sua família com relação ao mercado de atuação, além do nível de lucratividade. Para que possa ser desenvolvida é necessário que as informações utilizadas atendam ao máximo de fidelidade possível. O gráfico montado a partir de percentual de crescimento do mercado e percentual de participação vai permitir observar e analisar cada um dos objetivos de desempenho definidos e a elaboração de uma linha de estratégica mais eficaz sobre cada produto e sua família.

A Análise Industrial das Forças Competitivas, de Michael Porter, pois permite conhecer cada uma das forças que atuam sobre a indústria total, bem como as barreiras de entrada para que haja o mínimo impacto sobre a organização.

A evolução tecnológica, seja sobre máquinas ou formas de gestão, tornou o ambiente empresarial em uma verdadeira selva feroz onde a competição entre as empresas afeta essencialmente a capacidade de sobrevivência levando a reboque a sua capacidade de expansão, seja sobre os mercados de atuação ou sobre os entrantes. A constante evolução na área de gestão permitiu a capacidade de mudança na busca de melhor forma de fazer em todas as áreas da administração, o que elevou consideravelmente os limites da competitividade.

Hoje, o desempenho de cada organização depende fundamentalmente da competência das pessoas que a compõe para administrar seus recursos. E nenhuma organização sobrevive sem recursos. Estes recursos são o resultado de duas frentes de batalha, ou forças competitivas, a redução de custos e o aumento da receita. Simplesmente traduzida na fórmula mais fácil de ser entendida: Receitas Custos = Lucro

Agora, pensemos em uma empresa como uma árvore com seu tronco frondoso de onde saem galhos. Cada galho corresponde a uma área específica: marketing, finanças, recursos humanos, produção e operações. Estes galhos se desdobram em outros, dividindo cada área em níveis organizacionais. Cada gestor, em cada área e em cada nível organizacional deve se empenhar para obter o máximo de lucratividade em seu setor com o seu trabalho, seja pelo aumento da receita ou pela redução dos custos. A sua competência como profissional será medida pela forma e qualidade com que atende seus clientes demonstrando o máximo de resultados.

Novamente, São as pessoas, como recursos mais preciosos, dinâmicos e de aporte tecnológico mais significativo de uma empresa, que podem fazer a grande diferença neste mercado quando bem direcionadas.

E cada um deve assumir seu lugar o mais rápido possível.


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    Edson

    Edson

    Edson Gil é Consultor, Palestrante, Headhunter, Coach, desde 1992, tem forte experiência em diagnósticos, planejamento e implementação de estratégias de revitalização e crescimento de empresas além de áreas que envolvem gerenciamento pessoal e profissional, tomada consciente de decisões e desenvolvimento profissional. É autor dos livros "Competitividade em Vendas", "Liderança e Competitividade" e "A Nova Gerência".
    Contatos: prof.edsongil@yahoo.com.br ou contato.edsongil@gmail.com

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