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Associativismo: a união faz a força

Ultimamente, as empresas, principalmente as micro e pequenas, perceberam que, para enfrentar a concorrência, é melhor unir forças para que, juntas, tornem os seus empreendimentos mais competitivos no mercado ou mesmo enfrentem desafios que sozinhos seriam mais difíceis de serem superados. O lema é: juntos somos mais fortes. A esse fenômeno dá-se o nome de Associativismo.

Ultimamente, as empresas, principalmente as micro e pequenas, perceberam que, para enfrentar a concorrência, é melhor unir forças para que, juntas, tornem os seus empreendimentos mais competitivos no mercado ou mesmo enfrentem desafios que sozinhos seriam mais difíceis de serem superados. O lema é: juntos somos mais fortes. A esse fenômeno dá-se o nome de Associativismo. O objetivo das empresas que se unem em torno de um objetivo comum é formar uma Rede de Negócios ou Arranjo Produtivo Local (APL), que se caracteriza por empresas que não agem mais individualmente, mas coletivamente, ou seja, deixa-se de pensar no EU para se pensar em NÓS como grupo, em que os interesses do grupo devem estar acima dos interesses individuais.

Assim, as empresas que formam uma rede de negócios possuem certas características, independentemente de vender para o mercado interno ou externo, como:


1. Compra conjunta
2. Marca própria padrão


3. Plano de marketing conjunto

4. Planejamento de ações de venda
5. Capacitação gerencial e técnica de equipes
6. Padronização de atendimento
7. Design/layout de lojas padronizado
8. Possuem um regimento interno do grupo.

É importante ressaltar que nem toda Rede de Negócios é igual à outra, já que as circunstâncias, as necessidades, a mentalidade entre os membros, etc, pode variar de um grupo para o outro. Também o tempo de formação de uma Rede não é da noite para o dia, pois é preciso no mínimo três anos para que o grupo possa se desenvolver, a fim de atingir o nível máximo de integração. É um empreendimento de médio a longo prazo.

Qualquer segmento de mercado pode formar uma rede de negócios: escolas, comércio varejista, confecção, salões de beleza, lanchonetes/restaurantes, supermercados, movelaria, etc. Basta que todos os membros sejam do mesmo segmento e que todos estejam comprometidos em trabalhar a atingir o desenvolvimento da rede, além de ter um espírito de equipe muito grande.

O maior desafio que as empresas enfrentam na formação de grupo é com relação a mudança de uma cultura focada no individualismo para a cultura da cooperação. É importante que haja essa mentalidade de espírito de equipe entre os membros, mesmo que uma liderança seja formalizada. Todos no grupo têm responsabilidade no andamento das ações conjuntas, e as coisas só acontecem se todos fizerem a sua parte. Um indivíduo sozinho não tem o poder de transformação que um grupo coeso tem.

Já há no Brasil algumas iniciativas de fomento ao associativismo de algumas instuições , como do SEBRAE/CE (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Esrado do Ceará) e do Banco do Brasil. Ambas possuem projetos que visam atender empresários localizados nas periferias, no que se referem a capacitações gerenciais, consultorias, acesso a mercados, cultura da cooperação, educação empreendedora, inovação e acesso a tecnologia e orientação ao crédito. Geralmente os projetos na área de associativismo objetivam: incentivar trabalhos associativos; estimular os empresários para um comportamento empreendedor; capacitar os empreendedores, visando a um melhor gerenciamento de seus negócios; gerar oportunidades e ampliação de mercado através de participação em feiras e rodadas de negócios nacionais e internacionais; oportunizar o conhecimento tecnológico para melhorar os processos produtivos dos negócios; e gerar informações sobre as linhas de crédito através de instituições financeiras.

Se os membros precisarem de capacitação que não sejam na área gerencial, buscam-se parceiros que detém o conhecimento necessário, dependendo das necessidades do grupo.

O associativismo muda não só a vida de seus membros, mas também possibilita um maior desenvolvimento econômico local através de negócios que possam crescer de forma sustentável, gerando até mesmo empregos indiretos, mudando famílias e a realidade local. Ele é um meio de geração de ocupação e renda, especialmente nos locais onde o Índice de Desenvolvimento Local (IDH) é baixo, como nas periferias. Assim, o empresário que tem uma mentalidade do associativismo não vê outro empresário, do mesmo nível que ele, como um concorrente, mas como um potencial parceiro, que juntos terão condições de competir em pé de igualdade com os grandes.

Formar uma Rede de Negócios é um trabalho árduo que vai exigir de seus participantes grande esforço, mas os resultados serão compensadores se os mesmos tiverem vontade, força e compromisso com que se propunham a fazer para atingir a excelência.

Mirela Sousa é graduada em Administração em habilitação em Comércio Exterior na Faculdade Integrada do Ceará - FIC.

mirelasousa@bol.com.br

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