Assinatura de música: a Apple entra na briga

Com o Apple Music, a Apple se junta a Spotify e Deezer e passa a oferecer seu serviço de streaming de música. Um grande passo para a popularização do conceito de assinatura de música

Depois de vender mais de 25 bilhões de músicas e promover uma mudança gigantesca no mercado da música com o iPod e o iTunes, a Apple decidiu entrar (talvez um pouco atrasada, é verdade) no mercado de assinatura de música.

Na próxima terça-feira (30 de junho), a empresa lança em mais de 100 países o Apple Music - seu serviço de streaming de músicas que vai brigar com nomes fortes como Spotify (+ de 20 milhões de assinantes) e Deezer (+ de 6 mi).

A Apple vai oferecer um período de degustação grátis de 3 meses, estratégia semelhante e acertada (só que mais impactante porque grátis) a que já oferecem os rivais (R$ 1,99 durante os três primeiros meses).

“Nós temos um longo relacionamento com a música. E a música possui uma história rica de mudanças, algumas das quais nós fizemos parte”, comentou o CEO da Apple, Tim Cook, na apresentação do serviço.

2014: queda de vendas no iTunes e compra da Beats Music

Já no início de 2014 a Apple sentia a queda nas vendas de músicas do iTunes, impactada sobretudo pelos serviços de streaming.

No começo do ano, a Apple adquiriu o Beats Music por US$ 3 bilhões - além dos famosos fones de ouvido Beats Electronics, a marca possuía também um serviço de streaming.

Para se ter uma ideia, enquanto as vendas de músicas caíram 8% em 2014, os serviços de streaming cresceram 39% no mesmo período.

Um forte sinal de que as pessoas preferem hoje pagar por acesso a milhões de músicas do que pela propriedade. (Para efeitos de comparação, o Netflix tem mais de 62 milhões de assinantes e hoje produz até séries.)

Canal poderoso

O Apple Music tem potencial para se tornar um imenso canal para vender uma verdadeira experiência musical - e mudar (mais uma vez) a indústria da música.

Cacife para isso a Apple tem de sobra.

Como maior vendedora de música e uma das marcas mais conhecidas e desejadas do planeta, a Apple poderá vender, além da música em si e da propaganda, espaço para que bandas e artistas ganhem mais dinheiro com suas obras.

Com uma verdadeira legião de fãs espalhados pelo mundo, a Apple poderá popularizar de vez o conceito de assinatura de música.

Música, Rádio e Connect

O Apple Music está separado em três partes. Na primeira, a Apple promete trazer mais de 30 milhões de músicas em seu catálogo - que podem ser ouvidas em faixas, álbuns, listas ou uma combinação (For You) com as preferências do usuário.

A rádio Beats 1 será a primeira estação ao vivo da Apple, transmitida ao vivo para os países que contam com o serviço. Além dela, milhares de outras estações serão ofertadas e criados por músicos e DJs convidados.

E o terceiro módulo do serviço promete conectar artistas e fãs. Os artistas poderão publicar coisas como demos, fotos e vídeos e interagir diretamente com os fãs.

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