As respostas necessárias no mercado profissional

E bem comum, em períodos de crise, nos movimentarmos - empresas e profissionais - o mínimo possível. Praticamente puxamos o freio de mão dos investimentos. Mas, será que está é a estratégia correta? Vamos ver isto no artigo a seguir. Boa leitura e boas inspirações

Se o primeiro pensamento do empresário é puxar o freio de mão dos investimentos, em tempos de crise, o pensamento – na verdade a atitude! – de quem busca o mercado de trabalho deve ser francamente oposto, ou seja, pisar no acelerador da qualificação. Sim, pois são nestes momentos sombrios economicamente que os profissionais de valor se sobressaem aos iguais.

Já foi o tempo em que ter um diploma de nível superior garantia algo em termos de futuro. Uma ou duas geração atrás, o canudo era mesmo o mapa da mina para carreiras promissoras. Era assim, até chegar à aposentadoria. Era assim! Em nossa sociedade pós-moderna não são apenas as marcas que se digladiam numa concorrência cada vez mais selvagem. Profissionais de todas as áreas do conhecimento tomaram emprestado – para o bem e para o mal – este ritmo alucinante de disputa e, sem muita escolha, buscam se reinventar.

MBA’s à parte, chegamos a uma encruzilhada: não basta ter todo conhecimento que hoje se dispõe nas prateleiras de universidades, de escolas profissionalizantes e afins. É necessário desejar ir além. Mas antes, voltemos um pouco no tempo, naquele em que o jovem diante de milhões de dúvidas, assombrado pela angústia da escolha profissional, se pergunta: o que fazer? São nestes momentos que a experiência de pais, professores e tutores podem fazer a diferença, para, por exemplo, dizer que as respostas estão dentro de si. O mercado deve ser um referencial, mas não o único. Na verdade, não é a profissão que mais emprega no momento ou aquela que paga melhor os termômetros mais seguros.

Para desempenharmos missões profissionais que engrandeçam a nós e a nossa sociedade devemos mergulhar um pouco mais fundo na busca de respostas que preocupam tantos jovens iniciantes. Isso é realmente necessário para saúde deles – física, metal e espiritual! – de suas famílias e de nossa sociedade, sem falar, claro, da competitividade das empresas. Afinal, quem vai querer contratar um colaborador frustrado e, por extensão, triste, ao desempenhar suas obrigações? Todos ganham quando alguém põe verdade naquilo que faz profissionalmente. Em outras palavras, deve-se buscar um motivo sobrenatural para nossos afazeres, dos mais desafiantes aos mais simples, aqueles que ninguém vê.

Um ainda pouco popular santo católico do século passado, o espanhol Josemaria Escrivá, é celebrado por nos lembrar sobre o quanto devemos santificar nosso quotidiano, inclusive profissional. Daí porque pôr a verdade sobrenatural naquilo que fazemos em nosso trabalho. As escolhas devem ser feitas assim mesmo, olhando para dentro de si, perguntando-se sobre os talentos que indubitavelmente Deus a todos confiou. Quando se descobre isso, cria-se a harmonia sobre qual falam os coach, os gestores de carreiras e literalmente Escrivá: “Fazei tudo por Amor – Assim, não há coisas pequenas: tudo é grande”.

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