AS PESSOAS MUDAM A MANEIRA DE AGIR, MAS NÃO MUDAM A MANEIRA DE PENSAR.

AS PESSOAS MUDAM A MANEIRA DE AGIR, MAS NÃO MUDAM A MANEIRA DE PENSAR. As empresas são compostas por pessoas de diversos níveis culturais, religiosos, sociais, filosóficos, e com diversas maneiras de pensar e agir, mas tendo que se adaptar a um só modelo de pensar e agir, o da cultura da própria empresa. Cultura empresarial ou organizacional em linhas gerais é a maneira de ser da empresa ou como ela faz as coisas, são seus valores agregados deste a fundação e carrega muito da personalidade do fundador ou do dono da empresa, e estes valores e maneira de agir passa para seus diretores e gerentes e são absorvidos pelos empregados de todos os setores; tem o seu lado positivo, mas também tem seu lado negativo, pois bloqueia muito a criatividade dos funcionários. È muito difícil mudar a cultura de uma empresa, este tem sido um desafio para consultores organizacionais quando da implantação de sistemas ou de ferramentas de controle e gestão, tais como: Planejamento Estratégico, Plano de Negócios, Plano de Marketing, Balanced Score Card (BSC), Fluxo de Caixa, Controles de Estoques, Ponto de Equilibrio, Avaliações de Desempenho, Indicadores Financeiros e de Qualidade e outros; o máximo que se consegue, é fazer algumas adaptações às culturas organizacionais para se conseguir algum sucesso nessas implantações. Neste caso as empresas (empresários ou donos) não mudam sua maneira de pensar ou sua cultura empresarial, os funcionários é que tem de mudar sua maneira de agir adaptando-se a maneira da empresa, seja essa maneira correta ou não. Esta é a primeira dificuldade que o novo funcionário encontra, deixar de lado tudo aquilo que ele aprendeu ao longo de sua carreira, na escola, na família, na comunidade, na igreja, em outras empresas, para agir de acordo com o novo modelo (nova cultura empresarial). Essa nova maneira de agir não mudou a sua maneira de pensar, continua com seus valores e princípios arraigados, só mudou a sua maneira de agir. Essas mudanças que o funcionário não esperava encontrar, pois desconhecia a cultura da empresa, pode causar uma frustração levando-o até mesmo á uma depressão, com queda de produtividade e constituindo um fardo toda manhã, ao ir ao trabalho, e acabam não vestindo totalmente a camisa da empresa. As literaturas de gestão mostram que o conhecimento mais experiência, faz com que as pessoas mudem de atitude ou a maneira de ser; mas todo conhecimento depende de informação que retida e aplicada gera experiência. Quando eu consigo mudar o meu comportamento que é a maneira de agir eu também consigo incentivar e até mudar o grupo ou os funcionários. Um dos fatores de dificuldade é que os executivos estão distantes do grupo, passa a maior parte do tempo em reuniões e depois assinando papéis que deixou por causa da reunião. Outro fator é que a empresa só está preocupada com o cliente externo e com o lucro, mas esquece que o funcionário também é um cliente interno e que tem suas necessidades como o cliente externo, lembrando-se dele somente quando ele sai e vai para a concorrente. Algumas empresas têm dificultado e até mesmo impedido o crescimento profissional de funcionário não permitindo seu aproveitamento em outros setores ou fazendo um rodízio funcional com os mesmos, oxigenando assim seu plano de carreira. Para minimizar estes conflitos e dificuldades: da parte da empresa, quando da contratação, colocar claramente a cultura da empresa para que o candidato analise se seus princípios e maneira de pensar estão alinhados com os da empresa; buscar mais informações e capacitar melhor seus dirigentes para que sua cultura empresarial seja mais flexível, procurar ouvir seus funcionários, expor claramente o que deseja deles, fazer com que participem mais das decisões e objetivos da empresa, atender as necessidades emocionais com elogios e responsabilidades a altura do seu empenho; da parte dos funcionários, maior empenho, procurar entender melhor os objetivos da empresa, conhecer a si mesmo, administrar sua reputação, construir e manter contatos, manter-se atualizado, não ser resistentes a mudanças, equilibrar suas competências especialistas e generalistas, documentar suas realizações e trabalhar para a empresa como fosse seu próprio negócio. Desta forma estará pensando como a empresa pensa e agindo coerentemente com a cultura empresarial da mesma. Autor: Cláudio Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Professor Universitário, mais de 35 anos assessorando empresas.E-mail: c.raza@terra.com.br
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