As organizações no tabuleiro

O Xadrez é um jogo de estratégia fascinante, que atravessou os séculos mantendo milhões de jogadores apaixonados. Mas o que ele pode nos ensinar sobre a Administração?

O xadrez é um jogo antigo e fascinante. Totalmente baseado na estratégia, ele mantém jogadores apaixonados no mundo todo. Historiadores acreditam que ele tenha surgido entre 1450 e 1850, mas ainda divergem quanto ao local da sua origem. Os movimento das peças, juntamente com o resto das regras que englobam o jogo foram modificadas no meio do século XIX, e tais regras ainda se mantêm até hoje.

O xadrez simula uma batalha entre dois reinos em um tabuleiro com 64 casas e 32 peças. Cada peça têm um valor diferente, dependendo do alcance de seus movimentos, ou seja, sua mobilidade dentro do tabuleiro.
O objetivo é atacar o adversário e capturar sua peça mais preciosa:o rei.

Mas o que o xadrez tem haver com administração?

Tudo. Primeiramente, porque administrar é agir estrategicamente, antever movimentos, prever cenários futuros, tomar decisões, reverter situações adversas, gerenciar o risco...exatamente tudo o acontece no jogo.

Outra semelhança é o tabuleiro, que nada mais é que o ambiente onde as organizações estão inseridas e onde realizam seus movimentos estratégicos. Cada peça capturada enfraquece o concorrente e dificulta suas ações.

Por fim, ainda conseguimos associar cada peça com as organizações. Pense o jogo como duas empresas concorrentes se enfrentando e observe:

1- Rei: É a razão de ser do jogo. Sem o rei, a partida acaba. Por isto deve ser preservado, protegido. Só poderíamos estar falando do cliente, lógico. Acostumado a ser chamado de "o rei", os consumidores de produtos e serviços estão cada vez mais informados, cientes dos seus direitos e sofrem assédio do concorrente o tempo todo. É a razão de ser das empresas.
2- Rainha: No jogo representa o poder político. É a peça mais poderosa. Seus movimentos são amplos, assim como deve ser o comando estratégico nas organizações. A empresa tem que ter bom relacionamento com a sociedade, com os órgãos reguladores, com seus stakeholders, além de saber articular novos movimentos e abrir novas frentes.
3- Bispo: No jogo simboliza a figura da igreja, que nos reinos antigos exerciam forte influência. No meio corporativo, representam a Missão, a Visão e os Valores da organização, ou seja, suas crenças, sua cultura, aquilo que ela acredita.
4- Cavalo: No jogo, é uma peça de ataque versátil e eficaz. Assim como deve ser o setor de prospecção e vendas das organizações. Para ganhar espaço neste ambiente altamente competitivo, versatilidade e agilidade é fundamental.
5- Torre: No jogo, a torre é um local elevado, para observação do campo de batalha. Corporativamente, estamos falando da necessidade de sempre estarmos de olho no ambiente interno e externo. Análise SWOT é uma ótima ferramenta para isto.
6- Peões: São os que estão na linha de frente. Remete ao operacional, ao atendimento, aos reponsáveis pela atividade fim. Aqueles que, nas empresas, interagem diretamente com o cliente final e representam a marca. Apesar de seus movimentos serem os mais limitados do jogo, sua importância jamais deve ser negligenciada, pois se bem orientados e corretamente inseridos na estratégia, com certeza farão a diferença nos seus resultados. Manter sua equipe de trabalho motivada com certeza é um diferencial importantíssimo.

Se você joga ou já jogou xadrez, com certeza conseguiu enxergar a organização no tabuleiro. Se você não joga, procure saber um pouco mais sobre este fantástico jogo de estratégia. Você vai se surpreender com as afinidades do xadrez com o mundo da gestão empresarial.

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