As Grandes Decisões de Marketing

Constantemente notamos que a primeira coisa que vem à cabeça das pessoas quando ouvem a palavra marketing é propaganda e, em segundo lugar, venda. Esta última, algumas vezes, ainda, com o sentido de promoção pessoal. Para muitas pessoas, propaganda e marketing são sinônimos. Para outras, venda e Marketing também são a mesma coisa. As associações acima citadas não são ao todo equivocadas, pois são, na verdade, partes integrantes do marketing, juntamente com outras tantas. Isso se deve ao fato de o marketing poder apresentar uma infinidade de sentidos, sinalizando para seu grande potencial e valor. A palavra "market" significa mercado, e a terminação "ing" foi acrescentada para sugerir sua dinâmica de acompanhar a contínua mudança que ocorre nos hábitos, necessidades e desejos dos mercados-alvo, ou seja, caracterizando um mercado em ação. Em um conceito próprio, marketing é o processo de planejamento, concepção, execução e controle de programas e fatores (preços, promoções e distribuição de produtos, serviços, idéias, eventos etc) com o intuito de criar trocas que venham a satisfazer aos objetivos sociais ou organizacionais, particulares ou coletivos. (veja mais conceitos em www.advantageconsultoria.com.br/marketing.asp) Assim, pode-se dizer que toda iniciativa que tenha como objetivo conquistar novos clientes, melhorar seus produtos ou serviços ou, ainda, o relacionamento de sua empresa com seus clientes, a fim de torná-los mais fiéis e satisfeitos, trata-se de uma iniciativa de marketing. Mas não temos a pretensão de explorar todas as possíveis interpretações, pois, para isto, seriam necessárias muitas páginas. Nossa intenção, aqui, é enriquecer o conhecimento público sobre os inúmeros benefícios que o marketing oferece, e estimular uma reflexão a respeito dos fatores que devemos considerar ao conceber uma estratégia vencedora. Uma estratégia de marketing consiste em definir a forma com que se pretende atuar no mercado, e, normalmente, envolve decisões relacionadas aos elementos conhecidos como os Quatro Ps do marketing: produto, preço, ponto, promoção. Estes quatro elementos (os fatores de estímulo) podem ser desdobrados em inúmeros outros (já vimos até 12 Ps!) e, para facilitar, preferimos apresentar a orientação das decisões de marketing sob outra forma, que é a dos fatores de utilidade, capazes de proporcionar ao cliente um pacote de valor agregado aos produtos propriamente ditos. Considerando a utilidade de tempo, local, forma, propriedade, informação e serviços, podemos encontrar inúmeras respostas que nos oferecerão subsídios para uma adequada concepção das estratégias para o desenvolvimento de nossos negócios e empreendimentos. Será a partir destas definições que poderemos determinar as ações e programas em busca dos objetivos propostos, ao que se pode e deve! lançar mão das diversas ferramentas de marketing, como pesquisa mercadológica, desenvolvimento de produto, segmentação de mercado, estratégias de comunicação, de preço, distribuição, forças de venda, relacionamento ... e muitas outras. Nesta perspectiva, em que se vê o marketing como um instrumento para customizar propostas ou conceitos dirigidos aos clientes-alvo, se obtém um leque bastante grande de caminhos decisórios, já que as ferramentas, meios e informações - tão importantes! - são infinitas. Assim, independentemente de seu porte, ou de se ter ou não um sistema de informações mercadológicas estruturado, as decisões devem colaborar para o sucesso e a sobrevivência ao longo do tempo, em que a empresa precisa ser competitiva, ágil, dinâmica, bem direcionada e voltada para o cliente e para a racionalização de seus processos. Ou seja, precisa estar preparada para competir com grandes e pequenos e para colaborar também! - tendo como principal vantagem a habilidade de superar rapidamente os desafios, e a capacidade de poder reorganizar-se antes que a concorrência o faça, adotando uma postura de projetiva, funcional e monitorizada. Para simplificar, podemos dizer que o fundamental é custo baixo; é conhecimento de mercado; é empreender, sim, mas em realizações baseadas em análises cuidadosas; é focar o negócio naquilo em que se pode fazer melhor do que a concorrência; é selecionar o cliente que dará melhor retorno; é ver o cliente e enxergar sua longa vida útil; é tornar o cliente seu melhor vendedor; é oferecer ao cliente aquilo que ele ainda não sabe que quer ou que precisa; é formatar parcerias para alcançar o sucesso, sem jamais esquecer que tanto você quanto seus parceiros e clientes também querem o melhor. Após uma cuidadosa reflexão sobre estes fatores, ficarão mais claros os caminhos para encontrar as melhores respostas a perguntas como: que características terá o produto ou serviço?, qual o melhor preço a ser praticado?, que pontos de venda ou sistemas de distribuição são mais adequados?, quais serão as formas e meios de promoção para atingir determinado público? ... e, conseqüentemente, todas as demais perguntas que vierem a surgir a partir destas. Como se pode perceber, não existe uma fórmula secreta para o sucesso. O que existe é a necessidade do bom senso, do acesso e do uso de uma boa base de informações, da equalização de fatores controláveis àqueles que estão fora de nosso controle, e da adequação de nossa proposta às necessidades e desejos do público ao qual pretendemos atender. Então, pessoal, utilizemos melhor o potencial do marketing! ... Ou seria ... Vamos nos inserir melhor neste mercado em ação?! A decisão está em suas mãos!
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