As Empresas versus a Geração Y

Uma visão indiscreta sobre como as empresas lidam com os novos profissionais da chamada Geração Y, quais são os principais impactos que esta Geração traz às empresas e como lidar com isso.

Empresas versus Geração Y

Todos nós, ou pelo menos grande parte que trabalha em uma empresa, está convivendo com novos profissionais, aqueles da chamada "Geração Y".

Os profissionais de Recursos Humanos costumam descrever estes profissionais como essenciais para a evolução das empresas, mas também como um pouco apressados em obter sucesso profissional. Caso este sucesso não seja alcançado rapidamente em uma empresa, eles mudam de emprego (daí o termo Geração Y, sendo o "y" um sinal de bifurcação de carreira utilizada por estes profissionais).

"O século XX foi o século em que as pessoas se prepararam para ser empregadas. No século XXI os jovens se preparam para ser empresários" - Max Gehringer.

Para muitas empresas, é muito importante receber novos profissionais desta chamada Geração Y, pois assim as empresas se reinventam, e precisam criar métodos mais eficazes para reter os verdadeiros bons talentos. As empresas criaram diversos métodos para reter tais bons talentos, dentre eles: plano de carreira bem definido; planos de benefícios de curto e longo prazos; participação nos lucros mais agressivo etc.

Porém, muitas empresas simplesmente fingiram se adequar a esta nova geração de profissionais. Hoje, em muitas empresas, podemos ver que profissionais crescem rapidamente, atingindo níveis de "gestão" (sim, entre aspas) com pouca idade e pouca experiência. Já conheci diretores com 25 anos - isso não significa que está errado, nem que está certo. Tudo depende da empresa, e do profissional em questão. Mas não pretendo entrar neste mérito.

Uma questão importante é que muitas empresas simplesmente fingem se adequar à Geração Y, através de um pensamento extremamente simplista: "se eles querem crescer rapidamente, vamos proporcionar este 'crescimento' através de status.".

Segundo Sigmund Freud, médico neurologista austríaco, o ser humano tem o "desejo de ser grande" - o que para John Dewey, filósofo e pedagogo norte americano, todos os homens tem a necessidade básica e o "desejo de ser importante".

Muitas empresas captaram esta mensagem, e para lidar melhor com a Geração Y "criaram" cargos e/ou "rebaixaram" cargos anteriormente existentes.

Quantos "gerentes" vemos hoje em diversas empresas, sem experiência técnica ou sem experiência de jamais ter liderado algum time? Mesmo que fosse como um Supervisor?

Algumas empresas, simplesmente rebaixaram cargos para "fingir" que seus funcionários da Geração Y são importantes.
Assim, o antigo Supervisor, ganhou o nome de Gerente;
O antigo Gerente, ganhou o nome de Gerente Senior;
O antigo Gerente Geral (que seria um Gerente Senior) ganhou o nome de Diretor;
O antigo Diretor, ganhou o nome de Vice-Presidente ou Superintendente;

Algumas empresas hoje, tem mais gerentes do que profissionais operacionais... outras, ainda, possuem mais de 20 vice-presidentes.

As funções em si não mudaram muito de lá pra cá, mas a nomenclatura dos cargos ficou, digamos, mais pomposa. Hoje podemos ver gerentes, em algumas empresas, que não possuem um time para gerenciar - simplesmente, gerenciam a si mesmo, o seu próprio trabalho. Antigamente, jamais seriam nomeados gerentes, no máximo Supervisor.

Mas a Geração Y traz mais benefícios do que malefícios para as empresas - muitas empresas eram "acomodadas" e tinham uma postura como se dissessem aos seus funcionários "estejam gratos por trabalharem conosco" ou até "agradeçam por terem um emprego". Hoje, com um mercado muito mais evoluído e dinâmico, as coisas mudaram - as empresas precisam se movimentar e se alterar para reter os melhores talentos, e o pensamento muda para "fique conosco, pois somos dinâmicos e podemos mudar conforme as necessidades dos nossos melhores profissionais".

Antes, somente as empresas eram "Y", ou seja, se um profissional não serve, o trocamos por outro. Hoje as empresas continuam sendo "Y", mas os profissionais também chegaram ao mesmo nível - se uma empresa não me satisfaz, mudo para outra.

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