As emoções no ambiente de trabalho

As emoções no ambiente de trabalho Maria Rita Gramigna Diretora Presidente da MRG Consultoria Contatos: www.mrg.com.br E-mail: ritamrg@terra.com.br e mrgrh@mrg.com.br PABX: 31-32224177 e 71-33585971 Amor e ódio. Alegria e tristeza. Medo e coragem. Emoções e sentimentos que se misturam no dia a dia empresarial. Verdadeiro caldeirão de iguarias, que se bem entendidas e administradas enriquecem os relacionamentos. Hoje vamos falar de gerenciamento de pessoas e das emoções. Tema que está na ordem do dia. O ser humano está em fase de transformação. Do paradigma cartesiano, aos poucos vamos fazendo o trajeto pendular entre a razão e a emoção. Percebo alguns avanços no campo do comportamento humano e o tema está na ordem do dia. Cada vez mais é exigido, principalmente daquele que está em posição de liderança, a presença da competência emocional. Mais uma vez somos chamados a repensar atitudes e comportamentos, com vistas à melhoria da qualidade nos relacionamentos. O ponto de partida poderá ser um estudo comparativo da fisiologia das emoções e os resultados organizacionais. AS CINCO EMOÇÕES BÁSICAS O ser humano, em sua existência passa por cinco emoções básicas: Medo Raiva Tristeza Alegria Amor Presentes nos ambientes de trabalho, cada uma delas tem sua fisiologia e as conseqüências para os resultados organizacionais: FISIOLOGIA E CONSEQUÊNCIAS 1. MEDO: sua presença altera os batimentos cardíacos, acelera a respiração, dilata as pupilas e reduz o fluxo de sangue órgãos periféricos, preparando o corpo para a fuga. Pessoas com medo tendem a fugir de compromissos, evitam desafios e apresentam baixos resultados. O medo está relacionado com ameaças à sobrevivência. Simbolicamente, podemos citar algumas situações que causam tal emoção: - Demissões em massa, que trazem como conseqüência a ameaça constante para aqueles que ficam. - Estilos gerenciais autoritários. - Mudanças bruscas no modelo de gestão, sem a devida sensibilização e preparo dos colaboradores. 2. RAIVA: quando presente, a raiva gera tensão nos músculos, pupilas diminuídas, maior circulação de sangue nos órgãos periféricos, preparando o corpo para a defesa e o ataque. Pessoas com raiva tendem a manifestar comportamentos agressivos e de revide. Um ambiente onde a raiva impera é pouco produtivo. A reboque, vem a desconfiança, o ciúme, a inveja e outros sentimentos que interferem sobremaneira no trabalho colaborativo de equipe. Precisamos de times combativos e competitivos, porém unidos pela solidariedade. Os principais fatores que geram a raiva são: - Injustiças. - Posturas gerenciais agressivas e de desqualificação às pessoas. 3. TRISTEZA: a postura de quem está triste é fechada e voltada para o próprio umbigo. O abatimento, os ombros caídos, a ausência de vitalidade e a ausência do brilho no olhar indicam tal emoção. Geralmente acontece quando alguém sente uma (ou diversas) perdas. Como pode alguém que está preocupada consigo gerar resultados? A tristeza induz à apatia, à falta de energia e à paralisação da ação. Ambientes muito introspectivos, geralmente carregam esta emoção. As causas podem ser variadas: - Perda de status. - Redução do espaço de poder. - Perdas pessoais. 4. ALEGRIA: quem está alegre apresenta um tônus vital elevado, energia, olhos brilhantes, movimento, riso fácil e disponibilidade para agir. Ao encontrar pessoas felizes, percebemos no ar algo diferente: o clima da paixão pelo que se está produzindo. Logicamente, um time alegre, onde a camaradagem se faz presente, tem maiores chances de gerar resultados e contagiar o ambiente com sua ação. O que faz as pessoas felizes: - Reconhecimento. - Atitudes éticas e coerentes. - Possibilidades de desenvolvimento e crescimento profissional. - Desafios. - Modelos de gestão abertos e participativos. - Gerentes e líderes que dão o exemplo. 5. AMOR: alegria e amor caminham lado a lado. As duas emoções energizam o ser humano. Porém o amor acalma, faz com que nosso organismo se harmonize, promovendo o bem estar físico. Onde o amor se faz presente percebe-se um quê de sagrado. As pessoas se respeitam, se ajudam, preocupam-se com o semelhante, abrem seus corações e suas mentes para um saber compartilhado. A retenção de talentos é facilitada, a gestão do conhecimento corre de forma natural e consequentemente, os resultados se maximizam. O que leva um time a amar o que faz: - Lealdade. - Respeito. - Trabalho significativo. - Sistema de gestão aberto e participativo. - Gerentes e líderes que amam o que fazem e são matrizes de identidade. Na mescla das emoções que fervilham no caldeirão empresarial, o tempero está nas mãos de cada colaborador, sob a batuta de seus líderes.
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