ARTIGO: O conhecimento dentro da nova sociedade

Conhecimento é a capacidade de agir. Desta forma, difere da informação porque o conhecimento é dinâmico e está em constante mutação, seja na transmissão, seja na criação.

Conhecimento é a capacidade de agir. Desta forma, difere da informação porque o conhecimento é dinâmico e está em constante mutação, seja na transmissão, seja na criação. É inerente ao ser humano e está sempre presente, nas experiências adquiridas, valores, crenças e know-how os quais ajudam a discernir e julgar o uso apropriado da informação. Quando uma pessoa dá sentido àquela informação, ela a transforma em conhecimento. O valor do conhecimento está diretamente relacionado à capacidade das pessoas, que são suas criadoras, utilizadoras e renovadoras, para aplicarem suas experiências e competências na realização dos negócios e estratégia empresarial. Por essa razão, o valor do conhecimento traz benefícios diretos à capacitação dos profissionais. Nesse contexto, também atua a educação corporativa, componente essencial de apoio à gestão do conhecimento, pois propicia o aprendizado contínuo. Para captar o conhecimento é fundamental ter profissionais capacitados, com pleno domínio, em suas áreas de atuação. Profissionais que além de deterem o conhecimento, saibam disseminá-lo por toda organização, gerando resultados tangíveis e intangíveis. Vivemos na era do conhecimento, na era do novo mundo. A característica preponderante da organização da era do conhecimento são os seus ativos intangíveis, formando o conjunto de conhecimentos que consegue agrupar-se em função do seu quadro de colaboradores capacitados e bem relacionados, interna e externamente à empresa. Os ativos intangíveis também são conhecidos como capital intelectual. Nesta sociedade, cabe ao homem uma tarefa que é insubstituível: ser criativo, ou seja, ter idéias novas. Durante dois séculos, tempo que durou a sociedade industrial (1750-1950), o maior desafio foi a eficiência, isto é, fazer o maior número de coisas no menor espaço de tempo. Assim, o ritmo de vida deixou de ser controlado pelas estações do ano e tornou-se mais dinâmico. Enquanto a agricultura precisou de dez mil anos para produzir, a indústria precisou de apenas 200 anos para gerar a era pós-industrial. A expressão “sociedade do conhecimento” foi criada por Alvin Toffler. Segundo ele, vivemos hoje uma fase de transição entre a sociedade industrial e a sociedade do conhecimento. Os sinais desse novo cenário são visíveis, principalmente, no mundo econômico. Uma das maiores diferenças está na sociedade industrial, onde o ativo tangível está no centro da organização. São valorizados as commodities, bens móveis e produtos que criam valor. Na sociedade do conhecimento, os ativos intangíveis ganham importância. Dentro desta ótica, a rede de relacionamentos (networks), a carteira de clientes, o nome da organização, a sua marca e, principalmente, o conhecimento existente na mente dos funcionários são reconhecidos e gerenciados com o objetivo de responder às mudanças enfrentadas pelas organizações, nesta nova era. A capacidade das organizações de desenvolver, estimular ativos intangíveis é fator de extrema necessidade. Com isso, na sociedade do conhecimento, as mudanças e as inovações tecnológicas ocorrem num ritmo tão acelerado, que além dos fatores tradicionais de produção, como capital, terra e trabalho, é fundamental identificar e gerir inteligentemente o conhecimento das pessoas nas organizações. Para nós, esta nova era pressupõe uma imensa oportunidade de disseminar, democraticamente, as informações, utilizá-las para gerar conhecimento que nos leve a uma sociedade mais justa.


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