Armadilhas do caminho

Nada mais complexo do que permanecer rígido e determinado naquele objetivo traçado

Na vida, sempre teremos dois tipos de roteiros possíveis de serem escolhidos e seguidos: O “bom” ou o “ruim”. A princípio, tal escolha pode até parecer fácil de ser decidida. Mas, na maioria das vezes, ela não será tão simples como aparenta. Isso porque as armadilhas da vida, aquelas que nos tiram totalmente dos caminhos que planejamos trilhar, são muitas! E elas são suficientemente capazes de nos confundir e nos enganar nesses instantes tão cruciais em que optar pelo bem demonstra ser uma tarefa tão clara e óbvia.

Nada mais complexo do que permanecer rígido e determinado naquele objetivo traçado. Por isso, poucos conquistam grandes feitos. Ser disciplinado demanda muita energia, muito equilíbrio e muita inteligência racional e emocional. Os “atrativos” são infinitos quando tratamos do assunto “perder-se” diante da imensidão do mundo. Muitas são as ofertas para nos derrubar mediante nossa caminhada para o bem.

Existem vários exemplos de circunstâncias que nos desvirtuam de nossas diretrizes. Alguns deles são: Os impulsos repentinos, os desejos incontroláveis, as falsas esperanças, os falsos benefícios, a preguiça, o desânimo, o pessimismo, o medo, o comodismo... Sempre existirão aqueles instantes em que deixaremos nos levar pelo momento, em detrimento do objetivo maior que tenhamos traçados para nossas existências.

Mas nada se compara a influência que uma pessoa pode causar às nossas jornadas. Um alguém pode tanto nos edificar quanto nos destruir. Uma companhia, quando aceita, pode levar-nos a caminhos anteriormente inimagináveis. Se autorizarmos, de forma consciente ou não, que outro ente nos induza ao erro e a percorrer caminhos danosos, pagaremos um preço alto por tal permissão. Sem ao menos perceber, indivíduos podem adentrar às nossas vidas e conseguir, muitas vezes, descontrolar todo um sonho, todo um planejamento, toda uma perspectiva já construída e encaminhada.

As armadilhas sempre estarão disfarçadas e encobertas por aparentes proventos. Mas, o que, às vezes, parece ser uma ajuda, na verdade, pode se tornar um caminho sem volta. É preciso estar em alerta. Principalmente em relação àqueles indivíduos que concedemos autorização para a sua entrada em nossas intimidades. Pergunte-se sempre: “Essa pessoa, ou esta escolha, está me conduzindo para outra estrada ou está me auxiliando a continuar na que me dispus a seguir?”. Proteja-se das emboscadas. Siga em frente, firme e forte. E jamais permita que o Amor deixe de ser teu guia.

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