Café com ADM
#

Ah! Estas mulheres

Mulher, o melhor remédio do mundo

Recebi de um amigo um daqueles e.mails onde dizia, mulher, o melhor remédio do mundo, diante desta brincadeira me questionei, qual a melhor oportunidade comercial nos dias atuais. Depois de pensar em muitas e consultando e avaliando pesquisas e estudos de muitos gurus descobri que não é só para os homens a indicação do melhor remédio do mundo, para o mundo dos negócios também a resposta está em uma única palavra; mulheres. Vejamos;

Na década de 1970, cerca de 1% dos passageiros que viajavam a negócios eram mulheres. Hoje, elas chegam a 50%. Esta é uma verdade tão sólida que uma cadeia de hotéis percebendo esta virada, esta colhendo grandes ganhos oferecendo pequenos detalhes, como ferro de passar roupa e espelhos de corpo inteiro. Também aprendeu a agradar a nova clientela com sutis mudanças de atitude, como oferecer vinho ou entregar a conta também para as mulheres e não sempre para os homens sentados à mesa (provavelmente, eles trabalhem para elas).


O notável sucesso de algumas revendedoras de automóveis nos grandes centros também se deve ao mesmo motivo; o atendimento especial às mulheres, nos pequenos e grandes detalhes. Em outras não é difícil constatar o descaso quando estas entram com seus maridos e são efetivamente ignoradas. Talvez, estas não se deram conta de que, no total as mulheres decidem ou influenciam de forma significativa em cerca de 80% de todas as vendas de automóveis e por incrível que pareça, a porcentagem de mulheres no ramo de vendas de carros não ultrapassa os 5%. Dá para entender.

Na década de 80, como afirma Tom Peters em seu livro Vencendo a Crise, falava-se apenas de estratégia, estratégia e mais estratégia, marketing, marketing e mais marketing e o cliente havia ficado perdido no caminho. Redescobrir o cliente talvez tenha sido uma das maiores sacadas naquele momento. Hoje, a maior descoberta é sem dúvida as mulheres. Elas são a principal oportunidade de negócio do momento para todos.

As pesquisas de mercado não dão margem a dúvidas; as mulheres tomam ou influenciam significativamente a maioria das decisões de compra. Seja de moradia, nesse caso cerca de 95% segundo pesquisa, assistência médica, automóveis, pacote de viagens, pode parecer exagerado mas até mesmo martelo e pregos. Tenho um amigo que trabalha em uma loja do setor de faça você mesmo que afirmou, para minha surpresa, que mais de 40% de sua clientela é composta de mulheres.

Apesar da reação dos homens mais tradicionalistas vou ousar fazer uma avaliação de como elas são.

O que as mulheres querem é tão importante quanto o que fazem. Na verdade, não querem e não gostam de fazer negócios com quem seja condescendentes com elas pelo fato de serem do sexo oposto. Isto as incomoda, as faz esperar, discutir ou se defender.

As mulheres são boas gerentes. As evidências ainda não são tão ostensivas, mas já estão se acumulando. As mulheres são diferentes dos homens, se antes a geração anterior de mulheres/feministas enfatizavam a busca da igualdade, agora, parecem estar confiantes e até destacam as diferenças. Em sua mais recente obra Clicking, Faith Popcorn dá sua explicação; os homens e mulheres não pensam da mesma forma, não se comunicam da mesma forma e compram por motivos diferentes. Na hora de comprar, por exemplo, as diferenças são evidentes. Como afirma Popcorn ele simplesmente quer que a transação ocorra, ela, por outro lado, esta interessada em relacionamento (...) as mulheres criam relações em todos os lugares aonde vão (...) tudo se torna uma experiência pessoal.

Por exemplo, o público feminino está avançando, e rapidamente, no mercado dos esportes, eis um pequeno exemplo, desde 1991 que as mulheres gastam mais do que os homens com material esportivo em geral. Os remédios são um outro bom exemplo, onde a maior parte das pesquisas na área médica é realizada com homens, principalmente com relação à ajuda para prevenção de ataques cardíacos e o coração das mulheres tem sido amplamente ignorado há décadas. Porém, entre outras coisas as mulheres apresentam problemas cardíacos muito mais tarde que os homens e conforme os pesquisadores isto pouco tem a ver com o estilo de vida, e sim com a biologia.

Percepção, esta é a palavra chave. Perceber que basicamente homens e mulheres enfrentam os desafios de maneiras diferentes. Perceber que muitas mulheres sentem-se mais à vontade com o estilo de liderança em que não precisam dar todas as respostas. Perceber que é comum também que as mulheres não sejam educadas para agir sem embaraço em situações de conflitos e este é mais um desafio para as mulheres. Perceber que as mulheres estão sempre antenadas e ligadas em diversos assuntos ao mesmo tempo, que elas têm uma visão panorâmica mais aguçada e conseguem realizar, paralelamente, diversas tarefas. Isto para elas é natural, pois, têm a percepção de que tudo está relacionado.

Perceber que nós, homens, somos voltados para soluções, elas querem empatia. Elas estão mais interessadas em pessoas e sentimentos, nós somos mais interessados em objetos e coisas. Perceber que para atingirmos metas é muito importante, trata-se de uma forma de exercitar e provar nossa competência, elas, ao contrário, valorizam o amor, a comunicação, a beleza e os relacionamentos, isto significa que o senso delas mesmas é definido pelos seus sentimentos e pela qualidade de seus relacionamentos. Neste sentido, dividir sentimentos pessoais é muito mais importante do que atingir metas, por isso, a comunicação para as mulheres é um exercício primordial. Mas, principalmente, perceber a importância da mulher na economia moderna, essa é a jogada.

E a pegadinha também, pois perceber não significa montar uma campanha em prol das mulheres, mas reinventar, ou seja, reavaliar toda a empresa diante da enorme oportunidade que está à frente, pois afinal, queiramos ou não é certo que elas continuam sendo responsáveis por 80% das decisões de compra no mundo.



ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.