Afirmo: fracasso e sucesso podem ser irmãos gêmeos

As palavras sucesso e fracasso despertam um interesse muito grande quando as lemos. É não é para menos. Nossa vida nos mais variados aspectos quer seja pessoal ou profissional sofre fortíssimo impacto pelos nossos fracassos ou sucessos. Se sempre ficamos contentes em acreditar num futuro sucesso, por outro lado, não devemos ficar tão perturbado por um esperado fracasso. Esse é o nosso tema e acredito, que depois de ler as ideias aqui discutidas, você vai ter uma outra forma de encarar, especialmente os presumíveis fracassos. Dada a importância do tema, achei de bom alvitre, alonga-lo para ser mais eficiente.

Acredito que apenas lendo esse título, muitos dos meus Amigos que também leram o título de um dos meus artigos já postado:

“O Estresse Ajudando no Nosso Sucesso”, vão ficar curiosos!

Apesar de termos vivido muitos fracassos na nossa vida, uns mais passageiros, outros mais contundentes, nem por isso devemos entregar os pontos na luta diária em busca do sucesso. Além do mais, o sentido da palavra fracasso é constantemente ressignificado por muitos autores.

Para Robert Allen, escritor americano: "Não há nenhuma falha. Apenas feedback."

Sua frase faz parte de um dos princípios da PNL- Programação Neurolinguística.

O feedback é a mensagem que retorna, que deve ser avaliada e quase sempre corrigida, melhorada, tendo assim uma função positiva na aprendizagem.

Pegando as palavras de Dale Cornegie, ele completa um pouco mais e relaciona as duas faces de um retorno:

“Se você foi bem sucedido, pergunte a si mesmo porque, e tente repetir a ação.

Se você fracassou, pergunte a si mesmo porque, e aprenda com a experiência.

Assim sucesso é uma palavra enfocada de várias maneiras e sempre chamando a nossa atenção.

Notamos que a mídia está sempre dando destaque às pessoas de sucesso, refletindo uma sensação que tais pessoas sorridentes, cheias de felicidade no artigo, nunca fracassaram. Ledo engano.

Para conseguir sucesso é necessário muito esforço e nem por isso ele é tão garantido, pelo menos num curto prazo, tanto assim que o único lugar onde o Sucesso vem antes do Trabalho é no dicionário.

Agora, verdade seja dita, atrás de um sucesso temos uma coleção de ações que não deram muito certo, mas que deram sua contribuição, pois foram sendo corrigidas até geraram o sucesso esperado.

O que se lastima e que pode ocorrer com certas pessoas é a experiência não se resultar vitoriosa como se esperava e vir ser um golpe mortal.

Sequenciando os princípios, vou citar mais dois da PNL, que estão relacionados com o nosso tema:

1-As pessoas têm todos os recursos de que necessitam para fazer as mudanças que elas queiram.

2-Tudo que é possível alguém fazer no mundo, é possível você também fazer.

Trata apenas de uma questão de persistir em descobrir como fazer. Disse apenas, mas essa descoberta pode exigir muito esforço e perseverança.

Thomas Alva Edson fez centenas de experiências para achar o filamento que funcionasse para tornar efetiva a sua invenção da lâmpada

Também é fato que tudo que existe no mundo, existe porque alguém pensou e resolveu o problema. E pensar de forma positiva já é milenar, pois segundo Buda: “A lei da mente é implacável. O que você pensa, você cria. O que você sente, você atrai. O que você acredita, torna-se realidade”.

Mesmo com toda essa positividade, poderíamos ter um feedback do tipo negativo, ou seja, não nos trouxe uma sensação de vitória mas nos ensinou que algo não foi bem feito e que cabe a nós corrigir. E na medida que erramos e corrigimos vamos ficando cada vez mais perto do sucesso.

Sejam as sábias palavras de Confúcio: “Um homem que comete um erro e não o corrige está cometendo um outro erro”

Disso pode-se concluir que aceitar algo como um simples fracasso final ou como feedback que nos alerta e nos estimula a fazer reajustes corretivos, faz toda diferença e mostra como as pessoas mais proativas respondem às suas falhas.

Já que estamos falando em errar, corrigir para chegar ao sucesso não poderia deixar de adicionar o pensamento de Ralph Nader:

“O nosso melhor professor foi o nosso último erro.”

Na verdade essa frase não era originalmente dele; ele escutava isso do seu pai. Logo, pressupõe que ele aprendendo isso logo no começo da sua vida, trouxe-lhe uma vantagem competitiva.

E nem tudo a respeito desse tema fica no plano filosófico. Temos um estudo interessante feito, pelo psicólogo Albert Bandura que abordou exatamente a função positiva do fracasso quando se enfrenta essa situação de uma forma diferenciada.

Albert Bandura nascido em 1925 é um psicólogo canadense, professor de Psicologia Social da Universidade de Stanford tem contribuições no campo da psicologia social, cognitiva, psicoterapia e pedagogia. Em 1968, aos 48 anos, foi eleito o presidente mais jovem para a Associação Americana de Psicologia (APA). É um dos dez psicólogos vivos mais citados do mundo (from Wikipídia).

Ele pegou dois grupos de pessoas para fazer o mesmo trabalho e deu um jeito de tornar a tarefa bem difícil que levariam com certeza os dois grupos terem sucessivos fracassos no transcorrer da experiência. Ele explicou de forma diferente para cada grupo a razão da experiência:

Para um disse que o objetivo da tarefa era medir a capacidades de gestão dos membros do grupo. Nós conhecemos o que acontece quando fazemos algo e seremos quantificados pelo resultado que em última análise, pela nossa Inteligência em resolver problemas. Isso nos leva a um estresse muito grande, tipo verificado pelos estudantes em concurso de vestibular.

Para o outro grupo, informou que a tarefa era apenas uma oportunidade para praticar e melhorar a capacidade de gestão. Ou seja, era como uma brincadeira, um jogo para despertar, ampliar a capacidade cognitiva.

Nesse caso, esse segundo grupo ficou mais tranquilo, pois a experiência iria transcorrer como se estivesse montando figuras usando os tijolinhos de Lego com os amigos, num clima bem amistoso, alegre e cordial.

Tanto o primeiro grupo quando o segundo tiveram fracassos. Mas os participantes do primeiro em função do objetivo a ser atingido no estudo acharam suas habilidades gerencias deficientes. Mesmo quando repetiam a tarefa a fazia com pouca ou nenhuma melhora no seu cumprimento e isso ocorria num clima de estresse.

Já o segundo na medida em que fracassava, ia corrigindo de forma progressiva e lúdica, pois estava atendendo o objetivo do estudo, em termos de aprendizagem e atuavam com menos atrito e mais naturalidade.

Isso mostra que o mesmo problema e seus fracassos podem gerar resultados positivos ou negativos, tudo dependendo de como as pessoas encaram o desafio durante o percurso de atingimento de um objetivo.

Em outras palavras; um problema não é problema, mas sim como alguém reage, qual a atitude aplicada ante o problema.

Podemos até forçando um pouco dizer que o fracasso acaba para as pessoas mais otimistas e autoconfiantes, tendo um efeito sinérgico para elas na busca do sucesso.

Somos no presente, resultados das nossas decisões tomadas no passado e o futuro vai depender de como iremos agir agora. Assim, em termos de obter sucesso não significa que ele irá ocorrer apenas pelo nível de esforço investido. É como se diz, estar ocupado não significa estar produzindo.

A forma, o sentimento que nos leva a decidir é que vai contar efetivamente em resultar na escolha correta ou não.

E quando se fala de escolha envolve, o tipo de empreitada, o tipo de pessoas com as quais vamos investir nosso tempo, o nível de focalização dado ao projeto, a motivação que nos impulsiona e assim por diante.

E o caso das tarefas, vale aquela orientação já bem batida da Lei de Pareto, 80/20%, artigo que tenho aqui já publicado. E nunca é demais insistir que é importante manter o foco e aplicar o tempo de forma maximizar os resultados.

O impacto do fracasso pode ser um fator muito paralisante para as pessoas que se importam o que os outros vão comentar (de forma negativa) sobre os seus fracassos. Mesmos os maiores generais da história, ainda perdendo alguma batalha conseguiram
ganhar muitas guerras.

Agora, se ficamos na gangorra de sucesso e fracasso ao longo caminhada e no fim de tanta luta terminar empatada poderíamos tristemente chegar a posição que perdemos tempo? Não, isso não é verdade. Mesmo errando, fracassando estamos sempre aprendendo, isso faz parte da vida.

O que se cogita é que se deve planejar para errar o mínimo (eliminar todos os erros é impossível). E por outro lado ainda estamos na estrada que tem como destino o sucesso. Mas os menos autoconfiantes acabam jogando a toalha como se a luta não tivesse mais razão de continuar.

De certo modo nosso medo do fracasso em grande parte é um problema gerado na nossa cabeça e não necessariamente presente na realidade.

A gente ao procurar enfrentar um novo desafio não consegue deixar de lembrar nos nossos fracassos do passado. Sem dúvida essas lembranças nos ajudam a manter os pés firmes no chão, não se deixar se levar por ideias muito fantasiosas e repetir o erro.

Mas, em contrapartida, pode ocorrer de podemos simplesmente acabar ficando com os pés firmes demais e sermos mantido imobilizado pelo medo.

A PNL nos explica que temos que ter pensamentos positivos para ter coragem, eliminar o medo em colocar em prática os nossos projetos, e o planejamento nos permite dar sustentabilidade na nossa crença do sucesso

Quase todos os nossos problemas ocorrem porque na viagem no tempo, voltando ao passado arrependemos das coisas que fizemos ou vamos para o futuro e sentimos ansiosos, medrosos sobre eventos que ainda nem aconteceram.

Veja esse comentário de quinhentos anos atrás do francês Michel Eyquem de Montaigne, jurista, político, filósofo, escritor, considerado como o inventor do ensaio pessoal:

“Minha vida está cheia de terríveis infortúnios; a maioria deles nunca aconteceu”.

Agora há um estudo que prova isso.

Este estudo examinou quantas das nossas calamidades imaginadas nunca se materializaram. Nessa pesquisa, as pessoas foram convidadas a escrever suas preocupações durante um longo período de tempo e, em seguida, identificar quais dos seus infortúnios imaginados não aconteceram realmente.

O resultado da pesquisa foi:

87% Nunca ocorrerem

7% Aconteceram de fato

6% Foram simplesmente resultados das próprias ações ou influência dos envolvidos

Partindo dessas porcentagens, chega-se à conclusão que gastamos por antecipação muita energia para nada, ou seja, sofremos desnecessariamente por algo que nunca vai ocorrer. Isso acontece exatamente com as pessoas pessimistas.

Assim, podemos pressupor que as pessoas otimistas são mais felizes em aplicar suas energias em coisas boas e não em coisas ruins que nunca acontecem.

Temos uma interessante forma de sequenciar as letras da palavra medo em inglês, que é Fear:

False = Falsa
Evidence = Evidência
Apparently ­ = Aparentemente
Real = Real

Que vem bater exatamente com os 87% das situações desagradáveis que nunca irão acontecer

Finalizando nosso artigo, temos que se você tem mais sucesso que fracasso, você já está entrando no time dos vencedores.

No entanto está mais fracassando que tendo sucesso, é bom pensar seriamente como e onde se está gastando suas energias. Algo deve ser questionado, como por exemplo estar fazendo bem feito as coisas que não deveriam ser feitas.

Se está se investindo seus esforços e acaba quase sempre empatando, precisa ver onde deve ser feita a correção para efetivamente deslanchar. Talvez esteja morrendo na praia por falta de mais perseverança ou por falta de crédito no que está fazendo. Pode estar fazendo mais ou menos o gosta, mais ou menos.

Assim partindo da premissa que só erra quem trabalha, pode-se também dizer que mesmo errando de forma aceitável (se é que se pode aceitar erros) o que vai separar as pessoas de sucesso das demais é como elas respondem depois que falham.

Resumindo, não tenha medo dos fracassos que irão ocorrer na estrada que você de forma perseverante está trilhando e que o levará para o sucesso.

Os fracassos fazem parte do jogo e para aqueles que possuem autoconfiança suficiente para tocar em frente, os fracassos são meras barreiras que existem apenas para serem ultrapassadas como fazem os corredores em corridas de obstáculos. Os obstáculos levam ao caminho do pódio.

Final, final, aprenda com os seus erros e também com os erros dos outros, assim chegará mais rápido ao sucesso, pois não irá errar onde outros erraram!

Se você leu até aqui, parabens pela sua nova postura que agora vai ter ante os problemas da sua vida. Desejo-lhe muito sucesso no seu novo mindeset !

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    Elazier Barbosa

    Elazier Barbosa

    A maior parte da minha vida profissional está relacionada com atividades de consultoria e treinamento. Essa experiência foi desenvolvida em empresas nacionais, internacionais, privadas e pública. Sempre procurei dar o seu melhor. Fiz curso de Economia da PUC-Campinas e Pós-Graduação na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e dezenas de cursos presenciais e online. Criei uma empresa de treinamento, Sys Information Treinamento, Palestra e Consultoria. Aprendi de forma autodidata como usar Planilhas Excel, Power Point, Programas de Edição de Vídeo para poder criar cursos online e vídeos, de forma transmitir meus conhecimentos e experiências que tive ao longo da minha vida profissional. Assim como diversos cursos ao vivo e online sobre Marketing Digital. Fui convidado para Gerenciar um Fórum de Excel, filial da Emory University dos Estados Unidos e tendo recebido um prêmio pelos resultados do meu trabalho. Ministrei com dois Colegas, curso de Extensão Universitário em O&M na Fundação Armando Álvares Penteado Lancei dois cursos online, “Resiliência Top” e “Comunicação para Profissionais”. Estou no momento escrevendo um curso de Power Point especifico para Palestrantes. Normalmente escrevo artigos para o LinkedIn, tendo publicado mais de 100. Atuo de forma ativa no LinkedIn, fazendo comentários substanciosos de postagens de Colegas, em inglês, Português e eventualmente em Espanhol. Leio diariamente os artigos de diversas universidade americanas, sobre Resiliência, Neurocîência, Técnicas de Palestras, Psicologia Comportamental, Desenvolvimento Humano etc.

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