Administração: um quebra-cabeça de conhecimentos

Gerir adequadamente uma empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, nos seus mais diversos aspectos organizacionais pode ser considerado uma tarefa complexa e difícil de ser feita. Como em um quebra-cabeças, uma adequada gestão se da pela interação de diversos encaixes, estes são os diversos conhecimentos necessários para uma gestão empresarial que satisfaça clientes e empresários. Entender bem as peças e como encaixá-las corretamente é fundamental

Gerir adequadamente uma empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, nos seus mais diversos aspectos organizacionais pode ser considerado uma tarefa complexa e difícil de ser feita. Isso se dá pelo fato de que as empresas precisam, de no mínimo, satisfazer as necessidades e desejos de seus consumidores, desejos estes a cada momento mais singulares e específicos de serem atendidos. Elas também precisam atingir seus objetivos próprios da organização, como o financeiro, por exemplo.

Para conseguir atender bem as expectativas de seus clientes em um mercado com diversos concorrentes e em constante mudança, além de atingir os objetivos organizacionais, sustentavelmente, é preciso que o gestor possua e saiba utilizar majestosamente diversos conhecimentos pertinentes à administração de empresas.

Pela dinamicidade do mercado e por mudanças externas e internas às empresas, todas suas atividades precisam estar constantemente sendo avaliadas, medidas, ajustadas, planejadas, coordenadas - sempre em um processo continuo. Se surge um novo concorrente no mercado, se há uma nova lei que influencie sensivelmente a empresa, se padrões de consumo mudam, se há eventos econômicos, demográficos ou políticos que possam influenciar o comportamento do consumidor, se o custo de uma matéria prima importante tem seu preço alterado, ou seja, a qualquer mudança que afete a empresa é preciso que seu funcionamento e atuação sejam repensados. Isto visando um eventual aproveitamento da mudança ou mesmo para evitar alguma perda de mercado e não ter seu funcionamento organizacional comprometido.

Como visto, são diversos os aspectos que devem ser considerados, uns mais frequentes, outros menos, mas todos importantes. E toda mudança precisa ser trabalhada de acordo com os interesses da empresa. Em pequenas, normalmente, o responsável por exercer todo o planejamento estratégico, tático como também o operacional é seu próprio proprietário. Isso sugere que o dono tenha um conhecimento sistêmico da empresa, porém há grande chance de algum detalhe importante passar despercebido. Já em medias e grades empresas, cada tarefa possui seus respectivos diretores especializados que são os encarregados de avaliarem constantemente suas atividades de acordo com os interesses da organização e das eventuais mudanças externas e internas à organização. Neste caso, se tem pessoas muito especializadas em cada área, porém informações pertinentes podem acabar não sendo transmitidas entre os diversos setores se não houver um bom processo de comunicação interna.

Mas porque a administração pode ser considerada como um quebra-cabeças de conhecimentos? Bem, em um quebra-cabeças é esperado que no seu resultado final surja a formação de alguma imagem qualquer. Considera-se aqui que essa “imagem final” em uma empresa seja um cliente satisfeito, ou mesmo encantado, e o atingimento dos objetivos organizacionais (missão, visão, financeiro, social, etc.).

Tem-se dessa forma que as peças para a formação dessa “imagem” sejam todos os recursos necessários para ser exercida a atividade empresarial, aqui se encaixam as pessoas (fundamentalmente), maquinas, computadores, mobília, prédio, matéria prima, folhas, canetas, informações, etc. Tem-se também os conhecimentos, tantos os que são propriedades da empresa como aqueles oriundos dos profissionais, sejam o conhecimento técnico do mercadólogo, do gestor financeiro, do gestor de recursos materiais, do gestor de processos, de produção, vendas, de recursos humanos e de tantos outros profissionais.

Como em quebra-cabeças, suas peças não podem ser encaixadas de forma aleatória e arbitraria - na administração também não. Por isso que é preciso que cada atividade que corresponde a empresa seja pensada não somente do seu próprio ponto de vista, mais também como será sua interação com os mais diversos aspectos da organização, como as demais atividades poderão influenciar ou sofrer influência de uma nova ação qualquer.

Por exemplo, se uma pesquisa de mercado mostrar que há um certo mercado da linha de atuação da empresa que não está sendo muito bem atendida em suas demandas e se mostra uma boa oportunidade de negócio. Contudo, não se pode simplesmente querer atender este novo mercado sem saber se a empresa, como um todo, terá condições, se existe tecnologias e maquinários suficientes para produção do bem ou serviço, se há matéria prima suficiente, se os profissionais existentes darão conta das novas atribuições, etc. Isso demostra que tudo na empresa precisa estar relacionado como um sistema e que qualquer mudança interna ou externa precisa ser comunicada e compartilhada entre todos que precisem de tal informação. Somente assim todas as peças do quebra-cabeça empresarial serão encaixadas corretamente e como o desejado por todos.

É preciso ter uma visão sistêmica e global, tanto para aspectos internos quanto externos à organização. E pela administração possuir um campo de conhecimento muito extenso, é inviável que um único profissional domine as diversas atividades e funções da gestão de empresas. Deve-se procurar saber de tudo um pouco e de um pouco muito. Mais ainda, é preciso saber que a ideal gestão de uma empresa se dá pela junção de vários conhecimentos que precisam estar alinhados a um objetivo comum. Uma única peça não forma um quebra-cabeças.

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