Administração participativa: a união faz o sucesso

Participação é a bola da vez, ou melhor, a palavra de ordem para o sucesso.

Com a meta de construir uma organização participativa em todas as interfaces, a administração participativa é um diferencial competitivo em prol as empresas. Segundo o professor José Carlos Ribeiro, “A administração participativa é o caminho para o sucesso”. Isso porque, esse conceito permite base forte para o processo decisório, alto nível de comprometimento por parte dos colaboradores e, consequentemente melhores resultados rumo ao triunfo.

A essência dessa categoria de gestão é antiga, surgiu na Grécia paralela à invenção da democracia, mas a idéia de envolvimento dos integrantes da empresa no seu processo é bem atual. Através de informações e conhecimentos alheios, recolhidos de cada membro- sejam eles funcionários, fornecedores e até mesmo clientes- é possível construir uma opinião bem mais relevante, do que se tomada isoladamente. As pessoas são o capital mais valioso que as organizações podem ter. É necessário ceder espaço a elas, dando-lhes oportunidades de criação, desenvolvimento e sugestões de novas vertentes para soluções de problemas. É certo que, como uma máquina só funciona com um operador, em uma organização é indispensável o veredicto de um líder. Porém este deve atentar-se aos anseios e expectativas dos indivíduos para o meio organizacional. Voltando a comparação da máquina com a empresa, ambas apenas funcionam com a participação mutua de suas peças. Se uma delas não colabora, ou ausenta-se, consequentemente o todo será prejudicado. A adição de esforços contribui de forma substancial para tomadas de decisões viáveis para todos.

Há organizações que optam por um modelo mais autoritário, com predominação hierárquica e destaque para a obediência por parte dos subordinados da empresa. Tal modelo de gestão, conhecido como diretivo, nomeia a participação de cada colaborador nas decisões, ou seja, as metas são definidas apenas pela alta administração sem consentimento dos níveis inferiores. Mecanicistas, as empresas que utilizam esse modelo enfrentam fragilidade e ineficácia no meio laboral, por conta da centralização de poder e bloqueio no processo de interação de gestores e geridos. Decorrentes da falta de expressão frente ao sistema empresarial, subordinados sentem-se “engessados” e sem voz. Certamente, tal desmotivação gera atitudes negativas para a organização, visto a mensuração da importância do fator humano numa corporação supracitada. Em contrapartida, gestores com visão de mercado, escolhem por transformarem suas empresas em orgânicas, ou aquelas que permitem expressão de pensamento de maneira livre, sendo cada um responsável por seu desempenho e comportamento. Esse modelo reconhecido como participativo, proporciona às pessoas alta gestão, passando-lhes segurança e autonomia para lidar e interferirem com idéias e sugestões a favor da empresa. As informações transcorrem de maneira descendente e ascendente, estreitando relações entre funcionários e empresas, surtindo comprometimento de ambos os lados.

Ficam evidentes os benefícios do processo participativo de administração. O comprometimento almejado pelas organizações é alcançado através da motivação gerada pelo grau de interação da cultura organizacional. A atuação eficaz dos trabalhadores e o atendimento das expectativas dos fatos influenciam positivamente nos resultados, que são distribuídos de forma justa entre os envolvidos.

Em suma, empresas orgânicas destacam-se consideravelmente em relação as demais, por manter como prioridade, a dimensão de descentralização, respeito as diversidades individuais e principalmente, o bem mais disputado atualmente: o engajamento de pessoas comprometidas em suas dependências. Participação é a bola da vez, ou melhor, a palavra de ordem para o sucesso.

Exibir